Olá caro leitor,
A alguns dias não venho no blog. Mas é por falta de tempo livre. E também, por falta de ideias boas.
Porém, até com um certo atraso, hoje vou falar de Carnaval.Vou falar das comparações que sempre rolam nesse período, sobre qual carnaval atrai mais pessoas, tem maior visibilidade, etc.
No Brasil temos quatro grandes carnavais: Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo. Para definir onde acontece a maior festa, vou deixar o meu amor por Salvador de lado, e me basear em dados concretos do carnaval.
O Carnaval em Recife é o mais barato do país. É uma festa de rua, que não tem cordas pra separar os foliões que pagam dos que não pagam. Lá, ninguém paga. Tem shows todos os seis dias de todos os estilos musicais num palco montado pela prefeitura no Marco Zero, além do frevo adoidado e dos bonecos gigantes, em Olinda. E ainda tem o Galo da Madrugada, o maior bloco de carnaval do mundo, que esse ano arrastou 1,6 milhão de pessoas.
Já o Carnaval do Rio é o mais badalado na imprensa, justamente por ser no Rio. Ele é aberto na quinta, com os blocos de marchinha levando multidões de pessoas as ruas da cidade, e tem no domingo e na segunda os desfiles das escolas de samba do grupo especial. Não há como negar: é uma festa muito bonita, cheia de brilho e cultura, mas poucos podem curtí-la. As arquibancadas e os camarotes, ao longo da Marquês de Sapucaí, são as opções de quem quer aproveitar a folia de Momo. E, como vocês sabem, é preciso desembolsar uma grana, principalmente pra estar nos badalados camarotes.
A maior festa de rua do mundo, segundo o Guinness, o livro dos recordes, é o Carnaval de Salvador, levando nada menos que 2,5 milhões de foliões para as vias públicas (além dos próprios moradores da cidade, Salvador recebe nessa época 1 milhão de turistas). É uma festa democrática, que tem espaço pra quem tem muito dinheiro, e pode ficar em camarotes que oferecem de tudo, e pra quem não tem muita grana, e também pode assistir a passagem dos trios elétricos com os astros da música baiana. Além disso, é o que tem maior duração e o que abraça mais ritmos diferentes: tem música sertaneja, eletrônica, forró, pagode e, claro, muito axé.
Por fim, o carnaval de São Paulo não passa de uma versão menos glamurosa dos desfiles das escolas de samba do Rio. Além dos desfiles acontecerem na sexta e no sábado, a única diferença é a participação de torcidas organizadas na folia. Ano que vem, por exemplo, haverá um fato inédito: as três principais torcidas do estado estarão representadas no Anhembi, nos desfiles do grupo principal: Gaviões da Fiel, torcida do Corinthians; Mancha Verde, do Palmeiras; e Dragões da Real, do São Paulo.
Apresentado os fatos, eu já cheguei a uma conclusão. Não há carnaval maior e melhor que o de Salvador. E você, o que acha??
Aguardo os comentários.
Um beijo no coração de todos,
Filipe Jorge Alcantara.
Sejam muito bem-vindos a este meu cantinho. Sou jornalista apaixonado por futebol, música, viagens, carnaval e cultura pop. Trataremos de vários assuntos, pois vários assuntos me interessam. Prefiro saber um pouco de tudo do que saber muito sobre uma coisa só. Espero que meu intelecto, em constante aperfeiçoamento, seja engrandecido com a participação de vocês, leitores e amigos. Como escrevo por hobby, as postagens não têm periodicidade.
Comparação um tanto tendenciosa, mas como não ser, né?!
ResponderExcluirNunca presenciei o carnaval de outros estados e nem tenho paciência para acompanhar os desfiles das escola de samba do Rio/São Paulo. Apesar disso, ouso dizer que não há carnaval melhor e mais mobilizador que o de Salvador. É incrível de verdade!
Bjiin, Thukite! S2
Ahh... eu não gosto do carnaval daqui. A começar pelos circuitos, pra mim carnaval deveria ser na avenida paralela! rsr
ResponderExcluirDepois o conceito de carnaval aqui é: beba a vontade,pode até entrar em coma alcoolico,mas não dirija. Transe com quem vc tiver vontade, em qualquer lugar da cidade, mas use camisinha. Leve seus filhos para o carnaval, deixe-o ver todas a brigas, cenas de sexo e embriaguez! Ah, mas não esqueça da pulseirinha de identificação, pois se vcs esquecer ele por ai talvez alguém o encontre e o leve pra casa. Enfim...
em relação aos artistas, musicas e trio eletrico, blza. Mas os valores, ou a falta deles no carnaval baiano me incomodam bastante...
O comentário de Gaby é muito interessante. O carnaval baiano há muito perdeu o seu significado simbólico e tornou-se o que vemos hoje: a festa da permissividade exacerbada. É a festa pela festa, sem nenhuma idéia por trás. Sendo muito sincera, até hoje não sei a origem dessa festividade... Carnaval é, para mim, apenas alguns dias onde estou liberada dos compromissos rotineiros e posso assistir shows de vários artistas gratuitamente. Qual o sentido disso?
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