sexta-feira, 14 de junho de 2019

3 sugestões melhores para o formato da Copa América que o atual

Acorda, Conmebol!

Hoje se inicia mais uma Copa América e, mais uma vez, teremos seleções do outro lado do mundo disputando o torneio. Este ano os convidados foram Japão e Catar. Ano que vem será a Austrália. Que merda! Convidar esses países da Ásia e da Oceania para a Copa América é ridículo, não faz nenhum sentido. Já passou da hora da Conmebol ajeitar isso. 

Apresento 3 alternativas de fórmula da competição que me parecem bem mais plausíveis que o formato atual. Vamos a elas:

1ª. Para completar os 12 times, convida 2 da América Central. Mesmo a Copa Ouro (o torneio continental deles) acontecendo no mesmo período da Copa América, apenas 16 times dos 35 filiados da CONCACAF a disputam, ou seja, dá pra convidar 2 dos 19 não-classificados; 

2ª. A Conmebol tem 10 filiados, mas a América do Sul tem 12 países (não incluindo a Guiana Francesa, que é um departamento ultramarino da França). Ou seja, problema resolvido. Convida o Suriname e a Guiana sempre! Este ano, porém, a Guiana conseguiu se classificar para a Copa Ouro e não teria como participar da Copa América. Daria pra chamar então a Guiana Francesa, pois, mesmo não sendo um país independente, tem uma seleção de futebol;

* Suriname e Guiana, apesar de geograficamente estarem na América do Sul, preferiram ser filiadas da CONCACAF por acreditarem que teriam mais chances de chegar a uma Copa do Mundo disputando com os times da América Central e do Norte. Um exemplo inverso é a Austrália, que saiu da confederação da Oceania e está na da Ásia, justamente pra disputar com adversários mais qualificados.

3ª. A minha ideia preferida: divide as 10 seleções em 2 grupos de 5 times. Os 2 melhores de cada grupo vão para as semis. O máximo de jogos que um time poderia fazer continuaria o mesmo do sistema atual, 6. Mesmo perdendo uma fase de mata-mata, ou seja, uma fase teoricamente com jogos mais emocionantes, pelo menos os 3º colocados não seriam premiados com uma classificação à outra fase como acontece hoje.

domingo, 9 de junho de 2019

Os templates dos torneios FIFA

Quinta, dia 6 de junho, começaram as Eliminatórias para a Copa 2022. Mas o que me chamou atenção mesmo foi o atraso no lançamento da identidade visual do torneio. Já estamos em 2019 e nada do logotipo da Copa do Catar ser divulgado. As logomarcas das últimas Copas, em 2014 e 2018, foram apresentadas 4 anos antes. Que demora é essa? Vai vir um novo template das competições FIFA no lugar desse padrão em forma de troféu atualmente em uso? Mesmo assim, não justifica os organizadores do evento ainda não terem lançado o logotipo, algo tão essencial para divulgação e sucesso comercial do torneio.

Aliás, mais atrasadas ainda estão as logos da Copa do Mundo de beach soccer e do Mundial masculino sub-17 que acontecem já no 2° semestre deste ano. O torneio sub-17 até se justifica o atraso, pois a sede foi mudada às pressas. Ia ser no Peru e agora será no Brasil.

Aproveitando que esse assunto, a padronização do template dos logotipos dos torneios FIFA, me interessa muito, vamos a uma breve explicação sobre eles. Se não me engano, a FIFA está no seu 3° padrão para criação dos logotipos envolvendo todas as suas 10 competições (Mundial masculino e feminino, Copa das Confederações, Mundial de clubes, Mundial de futsal, Mundial de beach soccer e mundiais sub-17 e sub-20 masculino e feminino).

Pelas minhas pesquisas, o 1° padrão foi usado em 20 torneios entre 99 e 2006. Se baseava num retângulo com um símbolo do país-sede à direita e que possuía na barra inferior o nome da sede e o ano da competição. Exemplos:




O 2° padrão foi de 2006 a 2015 e englobou 36 torneios FIFA. Também era um retângulo, mas dessa vez em pé, com o símbolo do país-sede agora à esquerda e com mais liberdade para o desenho representativo do país. Exemplos:




O 3° e atual padrão iniciou-se em 2013 e, até agora, já foi o template de 22 competições da FIFA. É basicamente o troféu do torneio estilizado com símbolos do país-sede. Gostei da premissa de incluir o troféu no logo, mas, às vezes, parece meio confuso e poluído. O da Copa de 2014 no Brasil mesmo é feio demais! Exemplos:




Que venha o próximo padrão! Esse jornalista amante do futebol aqui adora!

Nossa seleção feminina de futebol não merece mais uma derrota traumática

Não, não é a primeira vez que a Copa do Mundo Feminina é transmitida em TV aberta. 

Em 2007 a Band acompanhou nossa seleção na Copa da China quando fizemos a melhor campanha de toda nossa história. A Rainha Marta estava no auge e atropelamos as fortíssimas americanas nas semifinais. Nem o mais otimista torcedor esperava um triunfo tão esmagador. Elas jogaram muito!

O vídeo abaixo é da ESPETACULAR narração do Luciano do Valle nesta goleada de 4x0. Nunca fui fã da narração dele, porém, neste jogo, principalmente ao narrar o quarto gol, talvez o mais bonito na carreira de nossa Rainha Marta, ele se superou e deixou marcada sua voz na história do futebol brasileiro. É de arrepiar. É de chorar.


Infelizmente, na final, perdemos para as alemães por 2x0. Sofri muito com esta derrota, aliás, como nunca sofri com uma eliminação da seleção masculina. Não sabia eu que derrotas piores ainda estariam por vir. O futebol feminino tem um retrospecto bastante sofrido e perverso de muitas eliminações dramáticas em Copas e Olimpíadas, muitas derrotas na prorrogação ou nos pênaltis e muitos gols sofridos nos acréscimos. O destino vem sendo bastante cruel com essas jogadoras. Várias vezes chegamos tão perto, tão perto, e nada. 

As lembranças são as piores possíveis: além desta final perdida em 2007, fomos eliminados na Copa de 2011 nos pênaltis para as americanas. Em Jogos Olímpicos as derrotas foram mais cruéis ainda. Em 96, na estreia do futebol feminino em Olimpíadas, perdemos a semifinal para a China com um gol nos acréscimos. Já nas Olimpíadas de 2004 e 2008 ficamos com a medalha de prata após duas derrotas da mesma forma nas finais: perdemos para os Estados Unidos na prorrogação depois de empates no tempo normal. Ou seja, num intervalo de 4 anos, contando com a Copa do Mundo de 2007, chegamos a 3 finais e perdemos as 3. Até hoje não sei explicar. Elas mereciam demais vencer pelo menos um dos três títulos. Se eu pudesse, abriria mão de ver a seleção masculina vencer mais uma Copa em troca de um título para as mulheres. Se com falta de recursos, de apoio da CBF, de estrutura de desenvolvimento das atletas de base já conseguimos chegar tão perto, imagine se o futebol feminino fosse levado mais a sério neste país?

Como desgraça pouca é bobagem na trajetória destas jogadoras, a última eliminação doída aconteceu em casa. Na semifinal das Olimpíadas do Rio, em 2016, perdemos a vaga na final nos pênaltis para a Suécia, sendo que já tínhamos enfrentado as mesmas suecas na 1ª fase dez dias antes e as goleamos por 5x1 (eu estava no Estádio Engenhão vendo esse jogo). Éramos muito superiores, mas não sei como, não conseguimos vencê-las novamente.

Enfim, apesar de todo este espaço que a mídia vem dando para a nossa seleção neste mundial da França, de toda a cobertura que uma Copa feminina jamais teve no Brasil, inclusive com empresas liberando seus funcionários para verem as partidas, chegamos a esta edição com pouquíssimas chances. Não somos mais favoritos como em outras épocas. Perdemos os últimos 9 jogos preparatórios, a craque Marta (única jogadora de futebol, homem ou mulher, eleita 6 vezes melhor do mundo) vem de lesão e não joga o primeiro jogo, a meio-campo Formiga, nossa outra craque (disputa sua sétima Copa do Mundo, um recorde entre homens e mulheres), já tem 41 anos e nosso treinador Vadão é bastante contestado.

Espero que um eventual tropeço não afaste a torcida de edições futuras. As jogadoras pouca culpa têm nas derrotas passadas. Precisamos cobrar mais investimento e comprometimento da CBF em dar condições para que nossas atletas voltem a disputar as grandes competições de igual para igual com qualquer outra seleção no mundo. Desta forma, uma hora, o tão sonhado título virá. Tomara!