quarta-feira, 11 de abril de 2012

Band


A qualidade da Rede Globo é inquestionável. A emissora é líder de audiência em todos os horários, muitas vezes com grande diferença para a segunda colocada. E isso não é por acaso. Ela domina a teledramaturgia brasileira. Tem os melhores autores e atores do país. No jornalismo também é destaque, com correspondentes no mundo tudo e credibilidade nas informações.

Mas pra mim o grande sucesso da Globo se deve mais a falta de concorrentes à altura do que ao nível espetacular de suas produções. As outras emissoras preferem vender seus horários à Igrejas que produzir um conteúdo de boa qualidade que pudesse bater de frente com a emissora do “plim-plim”.

A Rede Record, segunda em audiência, se caracteriza por imitar a programação da Globo. O Hoje em Dia seria uma versão do Mais Você; o Domingo Espetacular equivale ao Fantástico; Rebelde seria Malhação; Esporte Fantástico corresponde ao Esporte Espetacular; Melhor do Brasil e Caldeirão do Hulk tem lá suas semelhanças; A Fazenda é o Big Brother Brasil da emissora do bispo; Programa do Gugu e o Domingão do Faustão têm o mesmo estilo. O Jornal da Record tem o mesmo formato e é no mesmo horário do Jornal Nacional. Fora que as novelas e os jornalistas da Record são, na sua maioria, ex-globais.

Já o SBT, que foi por muito tempo o principal rival da Globo, hoje parece cair das pernas. Não reformula sua grade, aposta nos medalhões, como Eliana e Raul Gil,  e não consegue prender a atenção de quem tem o controle remoto na mão. O que ainda resta de bom são os filmes; algumas novidades como o De Frente com Gabi e o Esquadrão da Moda, que dão certa audiência; os programas infantis, que aliás são os únicos restantes na TV aberta; e o incomparável showman Silvio Santos, que tem seus fiéis telespectadores e angaria novos a cada domingo com seu jeito despojado e “desantenado”.

Mas essa introdução toda é pra falar da emissora que, na minha opinião, mais se aproxima da qualidade global. A Band, que não a muito tempo era o canal do esporte, hoje continua sendo referência em coberturas esportivas mas virou também o canal do entretenimento e do humor.

A Band não se preocupa em imitar a Globo. Ela faz justamente o contrário. Traz uma uma alternativa pro telespectador. Ela não exibe novelas. Filmes?? Só aqueles antiquíssimos. Não vende mais seu horário nobre para programas religiosos. E você sabe quem são os responsáveis por essa mudança pra melhor?? Os argentinos.


Em 2008 a Band firmou uma associação com a produtora televisiva argentina Cuatro Cabezas, que hoje se chama Eyeworks, que já era sucesso na América latina. O primeiro programa advindo da parceria foi o CQC – Custe o Que Custar, que estreou no mesmo ano misturando jornalismo e humor. Devido ao grande sucesso, a Band decidiu dar toda liberdade para Diego Guebel, argentino fundador e proprietário da Eyeworks e agora diretor artístico da emissora paulista, produzir novos formatos para sua grade.

Depois do CQC, surgiram da parceria o E24, programa que mostra os bastidores das intevenções médicas nos hospitais brasileiros; O Formigueiro, programa comandando por Marco Luque e que foi um fracasso de audiência, aliás o único dos argentinos por aqui; A Liga, programa jornalístico que toda semana tem um tema e é sucesso ainda hoje; Polícia 24h, programa que acompanha os policiais de São Paulo em pleno exercício da função; O Mundo Segundo os Brasileiros, onde brasileiros que vivem em cidades do mundo todo contam as curiosidades do lugar; Agora é Tarde, talk-show do Danilo Gentili, ex-CQC; 

E em 2012 mais três programas idealizados pela Eyeworks entraram na grade da emissora. Mulheres Ricas, que foi exibido durante as férias do CQC, e que mostrou em 10 episódios o cotidianos de 5 mulheres endinheiradas e foi um grande sucesso de crítica e audiência, prometendo uma segunda temporada; Quem Fica em Pé?, game show apresentado por José Luis Datena e que foi muito bem na estreia essa semana; e o Perdidos na Tribo, onde três famílias que vivem em grandes cidades são levadas pra conviver com tribos isoladas do resto do planeta, com costumes bem diferentes dos nossos, e que também promete ser um sucesso - estreia sexta dia 13.

Fora a parceria com os argentinos, a Band ainda permanece com um jornalismo sólido, com grandes nomes como Boris Casoy e Ricardo Boechat.O esporte também continua tomando boa parte da programação e esse ano conta com mais uma atração, Os Donos da Bola. Para completar, ainda trouxe a turma do Pânico na TV, que dispensa apresentações, e estreou o Muito Mais, programa sobre a vida das celebridades, nas tardes de sua programação.

Tá bom ou quer mais?? Com essa grade diversificada a Band parece querer mais. E se depender de mim, audiência ela terá.

Um beijo no coração.

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Fúria de Titãs 2


Tudo bem, povo??

Já vou começar dizendo: eu vou ser um dos poucos, senão o único, a elogiar o filme.

Todos os críticos de sites especializados falaram mal de Fúria de Titãs 2. Disseram que o roteiro é fraco, que simplificou muito a mitologia grega. Mas eles têm que entender que existem filmes que se propõem a contar belas histórias, e outros que querem fisgar os telespectadores pelos efeitos especiais, como é o caso desse. Não dá pra comparar O Show de Truman ou A Vida é Bela com Transformers e outros tantos. Mas em pelo menos uma coisa concordo com os críticos: esse filme foi melhor que o antecessor.
 
Não vou escrever a sinopse do filme, pois está disponível aí no Google pra quem quiser ver. Vou fazer minhas considerações sobre o que mais chamou minha atenção. Primeiramente, assisti em 3D. E, como já imaginava, não me arrependi, pois sigo sempre aquele preceito: só assista filme em 3D se ele foi filmado com câmeras especiais para essa tecnologia, o que é o caso de Fúria de Titãs 2. Filmes que são convertidos para 3D depois de estarem prontos, não valem a pena. Prova disso é o primeiro Fúria de Titãs, que foi convertido na pós-produção e não agradou ninguém que foi assisti-lo nos cinemas em 2010. Parabéns aos produtores pela mudança, pois nessa continuação o 3D foi impecável!! Voou em cima de mim cabeça de cobra, pedras, lavas e até um guerreiro. Aliás, esse é o fascínio dos filmes em terceira dimensão: você dar risada ao ver o pessoal na sua frente se esquivando e/ou gritando. E, admito: eu também me encolhi no assento em algumas cenas.

Pra quem gosta de mitologia grega, o filme é uma grande pedida, apesar de não ser muito fiel. Não leve as histórias pra fora da sala de cinema. Em uma pesquisa rápida na internet você percebe que os roteiristas fizeram uma mistura tremenda, como já fizeram no primeiro filme. Mas o que importa mesmo são as criaturas mitológicas, que rendem ótimas cenas de ação. Se no primeiro vimos o Kraken, a Medusa e o Pégaso, nesse aparecem quimeras, ciclopes, o Minotauro, makhais e o próprio titã Cronos. Faz gosto vê-los numa tela de não sei quantas polegadas..

Enfim, o filme é estrelado por Sam Worthington (o mocinho cadeirante de Avatar) no papel de Perseu, Liam Neeson (que fez Ra's Al Ghul, o vilão de Batman Begins) como Zeus, Ralph Fiennes (o eterno Lord Voldemort nos filmes da saga Harry Potter) como o deus Hades, e Bill Nighy (o vilão Davy Jones de Piratas do Caribe e Viktor de Anjos da Noite) no papel do deus caído Hefesto.

Beijos no coração e bom filme!!

PS: Apesar de já ter assistido no YouTube umas 50 vezes - não estou exagerando, ver o trailler de “Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge” no cinema me arrepiou. Como um filme pode emocionar tanto assim??