Uma coisa é certa: o terceiro filme da trilogia do Deus do Trovão é melhor que os 2 primeiros (o que não é lá muito difícil, já que Thor e Thor: Mundo Sombrio foram bem fracos, na minha opinião). Porém, comparando com os outros filmes de super-herói deste ano, como Homem-Aranha: De Volta ao Lar, Guardiões da Galáxia Vol. 2, Mulher-Maravilha e Logan, o Ragnarok está um nível abaixo, infelizmente. O filme poderia entregar muito mais do que só uma comédia colorida, ainda mais tendo como premissa principal a destruição de um dos Noves Reinos da mitologia nórdica.
Já na primeira sequência do longa vemos como o Thor está engraçadinho, piadista, algo que contrasta com sua personalidade mostrada nos filmes anteriores. Parece outro personagem, o que acaba causando certo estranhamento em quem acompanhou o herói nos outros longas pela mudança tão brusca de seu viés humorístico.
Mas não é só Thor que se propõe a ser engraçado. O filme é comédia pura. Tem Hulk pelado, personagens afetados, bêbados, menções a ânus e orgia, chegando a beirar o nonsense. Quanto às piadas, o diretor Taika Waititi privilegiou a quantidade e não a qualidade. Tem muitas, mas talvez só a metade tenha me arrancado um riso de verdade. O sentimento dramático da extinção de uma civilização inteira não repercute em quem assiste em nenhum momento, mesmo quando o diretor o tenta. Senti falta desse peso emocional.
Mas o filme tem muita coisa boa a ser destacada também. A melhor de todas é que toca Immigrant Song do Led duas vezes (o coração dispara na hora!!). A solução final encontrada para derrotar a vilã também foi muito bem pensada, me surpreendeu. Quanto às atuações, Cate Blanchett e Jeff Goldblum roubam a cena. Cate (que, de cabelo e maquiagem pretos, nunca esteve tão linda, aparentando ter bem menos que seus 48 anos) conseguiu fazer a vilã Hela ameaçadora e poderosa, entregando uma ótima antagonista (algo raro nos filmes da Marvel, onde a maioria dos vilões são sempre esquecíveis). Já Jeff Goldblum está sensacional no papel do Grão-Mestre de Sakaar, arrancando risadas da plateia sem nem precisar dizer nada. Que acerto!! As rápidas aparições de Odin e Dr. Estranho são muito boas também, o primeiro pelo humor e o segundo pela carga dramática. E há uma participação engraçadíssima do Matt Damon no começo que pouca gente vai perceber que é ele devido à sua caracterização.
Vale destacar também como nos trailers divulgados foram mudados alguns cenários e aspectos físicos dos personagens em relação ao filme para confundir a expectativa dos fãs. Inclusive, tem várias cenas e falas dos trailers que não aparecem no longa. Esse cuidado com o quanto de surpresa é revelado antes do filme estrear é digno de parabéns, apesar que a luta na arena entre Thor e Hulk perde um pouco do seu brilho no filme justamente por ter sido vista várias vezes nos trailers.
Sobre as cenas pós-créditos, são duas, sendo a primeira importante para o Universo Cinematográfico da Marvel, e a segunda apenas engraçada, fazendo você esperar aqueles créditos intermináveis pra nada (deveria ser ao contrário: a cena importante por último, para valer a espera).
Adoro filmes de heróis! Que venham Liga da Justiça mês que vem, Pantera Negra e Guerra Infinita em 2018!!
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