sábado, 29 de novembro de 2014

O Rebu e a americanização das novelas brasileiras

Os brasileiros estamos, cada vez menos, assistindo TV aberta. Seja por causa da internet, que oferece uma infinidade de opções, de entretenimento e informação, de maneira mais dinâmica e personalizada, seja por causa da TV a cabo, que teve um crescimento gigantesco nos últimos anos e já está presente na maioria das casas, a audiência das grandes emissoras vem caindo ano a ano. E a maior representação desta decadência são as telenovelas. Apesar de ainda serem líderes de audiência, esta posição nunca esteve tão ameaçada.

As novelas são para os brasileiros o que as séries são para os americanos. Eu não gosto de novelas, pois além de durarem muito, as histórias, os desdobramentos, são bastante repetitivos e previsíveis. Já as séries, eu adoro. Efeitos especiais, roteiros criativos e sem precedentes, ritmo acelerado, personagens originais... A única coisa que as novelas brasileiras têm com a mesma qualidade das séries americanas são os atores. Disto podemos nos orgulhar: temos atores fantásticos!

Toda essa introdução, essa comparação, é só pra ilustrar a importância e a revolução feita por três caras na televisão brasileira. George Moura, Sérgio Goldenberg (roteiristas) e José Luiz Villamarim (diretor) são os responsáveis por três ótimas produções televisivas nos últimos anos, todas adaptações de obras escritas por brasileiros. O Canto da Sereia (2013), Amores Roubados (2014), e agora, O Rebu (2014), apesar de serem denominadas como minisséries, lembram muito mais as séries americanas do que as novelas com as quais estamos acostumados.

George Moura, José Luiz Villamarim e Sergio Goldenberg (Foto: Estevam Avellar / TV Globo)

Assisti a todos os capítulos das três séries, e achei uma melhor que a outra. Três histórias sofisticadas, com personagens ambíguos, demonstrando as fragilidades do ser humano, com qualidades e defeitos, sem aquela diferenciação de mocinho e vilão, e com desfechos imprevisíveis, sem finais felizes, em um tom mais realista. Tecnicamente, também, as três produções se diferenciaram do casual, se assemelhando muito ao estilo cinematográfico. Destaque para as cenas longas e com vários personagens gravadas em uma única tomada, com uma única câmera, sem cortes, que exige mais concentração dos atores.

O Rebu, a mais recente produção do trio, e que é o tema principal deste texto, foi sensacional, apesar da pouca audiência registrada. Me parece que nós ainda estamos nos acostumando com as novas formas de fazer novela. Moura, Goldenberg e Villamarim inovaram ao contar a história, que se passa entre uma festa à noite, quando acontece a misteriosa morte, e os desdobramentos do dia seguinte, com a chegada da polícia na mansão, em 36 capítulos, com o elenco usando o mesmo figurino a novela inteira. Ou seja, uma noite e um dia foram destrinchados em nove semanas.


As atuações também foram impecáveis!! Cássia Kis Magro foi incrível!! Só com o olhar, sem dizer uma palavra, ela já emociona. Que atriz!! Está, para mim, ao lado de Fernanda Montenegro e Lília Cabral como as maiores atrizes deste país. Tony Ramos e Patrícia Pillar também mostraram por que são tão respeitados no meio artístico. Os três foram responsáveis por cenas e diálogos de tirar o fôlego.

Quem me surpreendeu positivamente foi Sophie Charlotte. Eu não sabia que ela era tão boa atriz. Este deve ter sido o melhor papel da sua carreira. Ela se entregou de corpo e alma. Faço uma menção também a Camila Morgado e Vera Holtz, responsáveis pelo humor da trama. Me diverti muito com as duas ricaças doidonas que só queriam saber de champanhe e sexo, não se importando com nada. Outra menção deve ser feita à trilha sonora da novela, que foi maravilhosa. As músicas se encaixavam perfeitamente no contexto da cena.

Quanto à resolução do mistério sobre a morte do Bruno (Daniel de Oliveira), eu fui surpreendido. Apostava na Gilda, personagem da Cássia Kiss, mas o assassino acabou sendo o mesmo da história original: o dono da mansão, que era contrário ao relacionamento de seu protegido com o assassinado.


Enquanto as novelas exibidas nos horários tradicionais são feitas para o "povão", para a "nova classe C', o horário das 23h é destinado às obras mais refinadas, não sendo feitas para agradar todo mundo. Definitivamente, sou fã das novelas das 23h. A liberdade criativa que a Globo permite aos autores desse horário é responsável por ótimos trabalhos, como O Brado Retumbante e Gabriela, que eu também assisti de "cabo a rabo".

Que venham as próximas novelas das onze. Que venham as próximas histórias contadas por este trio, que está revolucionando a teledramaturgia nacional.

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Ostentar é preciso

Ter ou não ter, eis a questão. Se William Shakespeare vivesse neste século, talvez sua célebre frase, presente em Hamlet, teria sido assim escrita. Na era da globalização, da internet, dos smartphones, as coisas ganham mais importância se puderem ser exibidas para as outras pessoas. O fenômeno da ostentação pode ser criticado por muitos, mas em uma sociedade que vive de aparências, somos quase obrigados a sermos e estarmos felizes o tempo todo.

O julgamento pela aparência é inerente ao ser humano, mesmo àqueles menos preconceituosos. As redes sociais, além de serem um espaço para exposição de preferências pessoais e de debate de ideias, funcionam muito mais como um diário público do indivíduo. Quem o segue na rede sabe praticamente de todos os seus passos. Se ele foi em tal show, tal peça, se viajou nas férias, se foi para a academia no fim de semana. Pode não parecer mas tudo isso também é ostentar. Queremos mostrar ao outro que estamos felizes, que temos cultura, que temos dinheiro, que estamos saudáveis. Quanto mais curtidas e comentários nossas fotos ganharem, mas inflado se torna nosso ego, e mais pessoas saberão da nossa felicidade.

Toda essa febre atual é reflexo do consumismo, mal que tomou conta da sociedade capitalista. Novos shoppings centers são inaugurados a todo momento. Mesmo os menos endinheirados querem se exibir com produtos caros e não tão necessários assim. Compram roupas, relógios, tênis a preços altíssimos, consumindo grande parte do salário, muitas vezes não pelo benefício que a mercadoria irá lhe propiciar, mas sim, pela popularidade da marca.

A ostentação é própria do ser humano contemporâneo. Os ricos, que são minoria entre a população mundial, são mal vistos por alguns quando expõem seus luxos. Chegam a ser considerados fúteis, supérfluos. Mas esse fenômeno não se aplica somente aos afortunados, e sim a todas as pessoas minimamente socializadas. É um fenômeno de jovens, que ainda não sabem o que realmente importa na vida. Com o amadurecimento, eles tendem a ser menos ostentadores. Até Shakespeare, se estivesse vivo, compartilharia no Facebook suas conquistas materiais. Em uma sociedade onde as pessoas são tão prejulgadas, o dramaturgo inglês dificilmente escaparia à tentação de se mostrar. E não há nada de errado nisso.

domingo, 14 de setembro de 2014

VIOLÊNCIA

Dois fatos recentes de brutalidade me chocaram profundamente (pois é, eu ainda não me acostumei e pelo jeito nunca irei me acostumar com a violência, mesmo ela sendo, infelizmente, algo tão corriqueiro). Eu sou totalmente contra qualquer forma de violência. Guerras, então, são injustificáveis, ainda mais por que muitos inocentes são prejudicados. Não concordo com pais que batem em seus filhos, não concordo com donos que batem em seus animais, algo bem comum nas casas brasileiras. Somos seres pensantes, podemos chegar sempre a um acordo, e a força deve ser o último recurso. Além do quê, agredir uma criança ou um animal é covardia pura.

Estado Islâmico


Mas algo deve ser feito contra esse Estado Islâmico (EI), grupo criminoso jihadista originada da Al-Qaeda, que controla partes da Síria e do Iraque. Nos últimos meses, foram divulgados relatos e até vídeos de decapitações, crucificações, apedrejamentos, genocídios e sepultamento de vítimas vivas. Ontem, mais um refém, o terceiro, foi decapitado em vídeo divulgado na internet. Esses rebeldes parecem animais sem coração, que matam sem o menor ressentimento. É INADMISSÍVEL que o mundo seja testemunha dessas atrocidades e nada faça. Se não há outro jeito se não uma intervenção militar, que assim seja. Que os países se unam e mandem suas forças armadas para exterminar esses monstros (me corrijam se eu estiver enganado).

Homofobia


E o que falar do assassinato brutal de um adolescente de 18 anos, gay assumido, em Goiás?! O corpo do rapaz foi encontrado jogado num terreno, cheio de hematomas no rosto e com sacolas plásticas enfiadas na boca. A Polícia Civil ainda investiga a motivação do crime, mas tudo leva a crer que foi por homofobia, já que nada foi roubado do rapaz - a carteira, com dinheiro dentro, foi encontrada junto ao corpo. É INADMISSÍVEL que sejam praticadas violências contra qualquer ser humano por causa de sua opção sexual. O que é isso?! Ele não tem direito sobre o próprio corpo?? Não pode se relacionar com quem quiser? Quem somos nós pra julgarmos a sexualidade de alguém?? Pior, quem nos dá o direito de tirar a vida de alguém, e de forma tão cruel?? Antes de matar, esses criminosos torturam, desfiguram os rostos, castram, ou seja, destilam seu ódio. O Brasil é um dos países com mais mortes por motivos homofóbicos.


O ser humano ainda tem muito que evoluir. É muito triste sermos testemunhas desses atos em pleno século XXI. A intolerância, seja ela religiosa, sexual ou de qualquer outra forma, é INADMISSÍVEL.

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Guardiões da Galáxia


Após um 2013 com dois filmes bem medianos (Homem de Ferro 3 e Thor 2), este ano a Marvel se redimiu e nos presenteou com dois filmaços: Capitão América 2 no primeiro semestre, e agora Guardiões da Galáxia, que é o tema deste post.

Muita gente, eu inclusive, não conhecia esses personagens dos quadrinhos. Quando foi anunciado o desenvolvimento do filme, fui pesquisar mais sobre esse grupo de anti-heróis. E depois dos bons trailers divulgados, fiquei com grande expectativa quanto ao longa. E, desta vez, a Marvel não me decepcionou.

Esse é de longe o filme mais engraçado da Marvel, superando até as caras e bocas e o humor irônico do egocêntrico e caricato Tony Stark (Robert Downey Jr.). Além de altas doses de comédia, o filme tem bastante ação e uma trilha sonora maravilhosa, com músicas dos anos 80. Tenho certeza que as músicas e o humor vão agradar muita gente.

Assim como nos outros filmes da Marvel, Guardiões da Galáxia tem atores não tão conhecidos do grande público nos papéis principais, e consagrados atores nos papéis coadjuvantes. Glenn Close e Benicio del Toro são os renomados e premiados atores desta vez, porém aparecem muito pouco durante o filme, sem tempo de tela suficiente para brilharem.

Quanto aos personagens principais, o destaque fica para a insensibilidade, a frieza, o pragmatismo do guaxinim Rocket Raccoon, que rouba a cena com ótimas tiradas engraçadas, principalmente as que envolvem seu parceiro Groot. Falando no Groot, este é o melhor trabalho disparado do Vin Diesel no cinema: dublador de árvore. Afinal, ele não aparece e só repete uma mesma frase o filme inteiro. Não tinha como o Vin estragar. Incrível também como a Zoë Saldaña fica bonita de qualquer jeito, seja sendo uma alienígena azul, como em Avatar, ou agora, sendo mais uma vez alienígena, desta vez na cor verde.

O Thanos, o grande vilão prometido para Vingadores 3, que até então só tinha aparecido rapidamente na cena pós-créditos de Vingadores, desta vez aparece mais tempo, com direito a falas e olhares amedrontadores. Além disso, a quarta (chamada no filme de Orbe) das seis joias do infinito, que são o que o vilão tanto procura, é apresentada. Me arrepio todo só de imaginar quando o Thanos meter a mão nas seis joias!! O bicho vai pegar em Vingadores 3!!!

Este foi o último filme da Marvel antes de Vingadores 2, que tem previsão de estreia para maio de 2015. Ansiedade já batendo forte no peito, ainda mais depois dos dois grandes filmes lançados neste ano!!

Abaixo segue o vídeo com uma das canções do filme, Hooked on a Feeling, da banda Blue Swede, a qual não canso de ouvir!! Se divirta você também!!


quinta-feira, 31 de julho de 2014

Transformers - A Era da Extinção

O quarto filme da franquia Transformers não apresenta nada de novo. Segue a mesma linha dos antecessores: história besta e muita explosão. Ou melhor, a única novidade são os atores principais, diferentes dos protagonistas dos três filmes anteriores, mas os personagens que eles interpretam cumprem o mesmo papel no enredo do filme: tem um cara comum, sem relevância nenhuma para a sociedade, que descobre e ajuda os Autobots; tem uma magrela bonita que só veste shorts curtíssimos; e tem um excêntrico engravatado responsável pelas partes "engraçadas".



Transformers é mais um exemplo daqueles filmes que eram pra ter acabado no segundo ou terceiro longa. Mas como a franquia dos carros-robôs-alienígenas dá muito dinheiro, muito mesmo, vários outros Transformers ainda estão por vir. O primeiro filme, de 2007, foi muito bom, graças principalmente à produção executiva de Steven Spielberg, que imprimiu vários de seus elementos no longa. O segundo, de 2009, foi fraco, mas arrecadou mais grana, talvez pela expectativa gerada após o primeiro filme. O terceiro, de 2011, foi um sucesso, arrecadando mais de 1 bilhão de dólares e ocupando o posto de sétima maior bilheteria da história.

E o quarto já é a maior bilheteria deste ano, e não vai demorar a chegar na casa dos bilhões. Mesmo assim, consegue ser o pior de todos. Não sei se essa sensação se deve ao fato do meu cérebro já estar saturado com a mesma história. Não sei se é pelo fato do filme ter um enredo confuso, com várias incongruências, sem nexo e realismo. Não sei se é pelo fato do filme durar demais, com a gente torcendo pra ele acabar logo, com o tempo demorando a passar. Não sei se é pelo fato do filme ter vários personagens, vários vilões sem propósitos...

Porém, se você gostou dos outros três filmes, deverá gostar desse também. Afinal, tem tudo que um blockbuster precisa ter. Quando você pensa que o Michael Bay, diretor dos quatro filmes, já elevou o nível de destruição ao máximo, depois de ter acabado com Chicago há três anos, ele se supera e destrói Hong Kong inteira!! Coitados dos chineses...

É o típico filme que deve ser assistido no cinema, com aquela telona em alta definição. Tem muita câmera lenta, muita explosão, muita ação, muita destruição, muita luta... O que vale é o espetáculo visual. A história que se dane!! O 3D, assim como nos filmes anteriores, vale muito a pena. 

Ah, o filme também tem o Megatron, líder dos Decepticons. Pois é, aconteça o que acontecer, ele não morre!! Incrível como em todo filme eles arranjam uma forma de ressuscitar o vilão. Como já estão confirmados mais dois novos filmes, o Megatron ainda deverá morrer e renascer mais algumas vezes. Mas, depois de ter assistido a três dos quatro filmes no cinema, eu prometo não desperdiçar mais meu dinheiro e meu tempo com esses robôs enquanto o Michael Bay estiver à frente.

sábado, 19 de julho de 2014

A Copa das Copas

Eu sou um privilegiado. Assisti uma Copa do Mundo ao vivo, nos estádios. Vi clássicos como Espanha x Holanda, Alemanha x Portugal, a partida de quartas-de-final entre Holanda e Costa Rica, e ainda fui agraciado com a final da Copa, no Maracanã. Nem nos meus maiores sonhos poderia imaginar tamanha sorte. Sem contar os dois grandes jogos que vi ano passado pela Copa das Confederações: Brasil 4x2 Itália e Uruguai (2) 2x2 (3) Itália. A Copa 2014, que vai ficar na história como uma das melhores dentro e fora dos gramados, foi vivida intensamente por mim. Cumpri a promessa de assistir a todos os 64 jogos da competição. Não me arrependo, apesar de ter ficado um mês inteiro de frente pra televisão, quase sem sair de casa, e assistindo, algumas vezes, jogos não tão legais assim.

Mas não posso reclamar. Vi com esses olhos que a terra há de comer jogadores que sempre admirei. Robben, Van Persie, Sneijder, Casillas, Iniesta, Xavi, Messi, Agüero, Lahm, Kroos, Klose, Neuer, Schweinsteiger, Müller, Cristiano Ronaldo... Sem contar Cavani, Luis Suárez, Forlán, Neymar, David Luiz, Balotelli, que pude ver jogarem na Fonte Nova ano passado.

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Philipp Lahm ergue a Copa do Mundo no Maracanã
Mas a Copa foi boa não só pra mim. Foi boa para os brasileiros, que viram o mundo se render à receptividade e alegria deste povo. Foi boa para a presidenta Dilma, que apesar de não entregar prontas muitas das suas promessas quanto a aeroportos, infraestrutura e telecomunicações, viu o futebol superando qualquer adversidade extra-campo, como engarrafamentos, furtos e roubos, atrasos nos voos. Sem contar a grande operação da Polícia Civil do Rio, que foi manchete em todo mundo ao prender o britânico Raymond Whelan, diretor executivo da Match, única empresa autorizada pela Fifa para venda de ingressos da Copa, sob acusação de participar de um esquema de venda ilegal de ingressos que operou nas últimas 4 edições do torneio. O país da impunidade, que estaria se submetendo a todas as exigências da Fifa, deu uma resposta daquelas!!!

Porém a Copa foi boa mesmo pra Alemanha que, depois de um vice e dois terceiros lugares nas últimas 3 Copas, foi campeã jogando o melhor futebol do torneio e sem contar com dois grandes jogadores que poderiam facilmente ser titulares do time: Gündoğan e Reus, ambos do Borussia Dortmund, e que não se recuperaram de lesões a tempo do mundial. Uma pena, pois eles mereciam essa honra (sou fã dos dois!). Contudo, eles têm idade e futebol para estarem na Copa de 2018, brigando por este título.

E a Alemanha conquistou a Copa também fora dos gramados. Deram um show de simpatia. Vestiram a camisa do Bahia, tentaram cantar o hino do time abraçados com o povo da região, dançaram com índios pataxós, doaram dinheiro para reconstrução de escola e para realização de 23 cirurgias de crianças brasileiras, pediram respeito ao Brasil depois daquela goleada sofrida nas semifinais, exaltaram as belezas naturais e o povo do nosso país nas redes sociais... Isso tudo mesmo depois de não terem tido uma vida fácil na campanha do tetra. Os alemães jogaram as três partidas da primeira fase no Nordeste, sendo que duas delas foram às 13 horas. Depois tiveram que viajar até o Sul do país e encararam uma temperatura bem menor do que a que eles vinham encontrando, tanto que alguns jogadores ficaram gripados devido essa mudança de temperatura. E nas quartas-de-final ainda tiveram que jogar novamente às 13 horas.

A seleção argentina também fez uma grande Copa. Chegaram a uma final depois de 24 anos. A defesa, que era tão contestada antes da Copa, fez um grande trabalho, tomando apenas um gol nos 4 jogos do mata-mata, justamente o de Götze na grande final. Lionel Messi, enfim, jogou bem numa Copa, marcando 4 gols e sendo decisivo pra seu time em pelo menos 4 partidas. Foi eleito o melhor jogador do torneio pela Fifa, além de ter sido o jogador mais vezes eleito como o "Homem do Jogo". Com 26 anos, ainda resta a ele, no mínimo, mais uma Copa. Ele mostrou aqui no Brasil que não é só jogador de clube, sendo peça chave na ótima campanha da Argentina. Está a apenas 12 gols de ser o maior artilheiro da história da sua seleção. Fez da final no Maracanã o jogo de sua vida. Não foi desta vez. Quem sabe em 2018.


RECORDES E NÚMEROS


Vamos aos números que comprovam a grandeza desta Copa do Brasil:

  • O alemão Miroslav Klose se tornou o maior artilheiro da história das Copas do Mundo ao marcar 2 gols nesta Copa, chegando aos 16 e ultrapassando os 15 de Ronaldo. Além disso, também tornou-se o 3º jogador a marcar gols em 4 Copas diferentes, assim como Pelé e o também alemão Seeler. Klose é também o maior artilheiro da seleção alemã, com 71 gols.
  • O goleiro italiano Gianluigi Buffon tornou-se o 3º jogador a participar de cinco Copas do Mundo, assim como o goleiro mexicano Antonio Carbajal e o alemão Lothar Matthäus.
  • Outro goleiro recordista nesta Copa foi o colombiano Faryd Mondragón, que aos 43 anos e 3 dias, bateu o recorde do camaronês Roger Milla de jogador mais velho a disputar uma partida de Copa do Mundo.
  • Esta foi a Copa com a 2° maior média de público da história, com 53.591 pessoas por jogo. Só perde para a Copa de 94 nos Estados Unidos, com uma média de 68.991 por partida.
  • A média de gols da Copa foi de 2,67, superior às últimas 3 Copas!! Foi a Copa, junto com a da França em 98, que mais teve gols: 171. Outro recorde!!
  • Apesar da fama que obteve durante o torneio devido às grandes goleadas aplicadas (Espanha 1x5 Holanda, Alemanha 4x0 Portugal, Suíça 2x5 França), a Fonte Nova não foi o estádio com a maior média de gols desta Copa. A arena baiana ficou com média de 4 gols/jogo, inferior a média do Beira-Rio, que sediou um jogo a menos em relação à Fonte, e foi o estádio com maior média: 4,4 gols/jogo.
  • Mesmo com a ótima média de gols, os goleiros conseguiram se destacar nesta Copa com grandes defesas. Enquanto renomados goleiros como Casillas e Buffon não foram bem, outros tantos surpreenderam. Keylor Navas, da Costa Rica, M'Bolhi, da Argélia, Bravo, do Chile, Ochoa, do México foram decisivos nas boas campanhas de suas seleções. Sem contar o Manuel Neuer, da Alemanha, que além de ser um paredão debaixo das traves, atuava muitas vezes como um zagueiro quando seu time estava no ataque, jogando até fora da grande área para fazer a cobertura em caso de contra-ataques. Um dado que comprova o sucesso dos goleiros nesta Copa é o do americano Tim Howard, que estabeleceu o recorde de mais defesas em um jogo: 16, contra a Bélgica pelas oitavas-de-final. 
  • A Holanda foi a primeira seleção na história a utilizar todos os 23 jogadores. E o Van Gaal, técnico da Holanda, não satisfeito, aprontou outra: colocou o goleiro reserva no finzinho da prorrogação, só para a disputa de pênaltis. E deu certo: Tim Krul entrou, fez duas defesas, e classificou o time para as semifinais.
  • A Alemanha foi o primeiro país fora do continente americano a ganhar uma das oito Copas disputadas na América. E assim como Itália e Brasil, conquistou seu 4º mundial 24 anos após o tricampeonato.
  • O Brasil sofreu sua pior derrota na história: 1x7 para a Alemanha, nas semifinais. Este resultado foi também a pior derrota de um anfitrião em Copas e a maior goleada já registrada em uma semi-final de Copa do Mundo.
  • Este recorde foi estabelecido antes da bola rolar: pela primeira vez em 20 Copas disputadas, tivemos 3 seleções campeãs do mundo num mesmo grupo: Inglaterra, Itália e Uruguai. Nas quartas-de-finais outro recorde: foi a primeira vez que todos os 8 primeiros colocados dos grupos na 1ª fase avançaram às quartas de final.

FATOS HISTÓRICOS

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Golaço de James Rodríguez nas oitavas, no Maracanã
Poucos acreditavam no sucesso da Copa no Brasil. Depois das manifestações nas ruas da população revoltada com os altos valores investidos na construção e reforma dos estádios, depois da não conclusão de várias obras de infraestrutura previstas para o evento, depois do superfaturamento e dos atrasos na entrega dos estádios, depois de alguns dos maiores craques do mundo se lesionarem e serem cortados, como Falcão García, Jesús Navas e Ribéry, a Copa do Brasil, realmente, não prometia muita coisa. Mas a Copa das Copas foi um sucesso, não só pela presença massiva de torcedores, pelas festas dentro e fora dos estádios, ou pela chuva de gols. A Copa ficará na história por fatos como estes:

  • GOLAÇOS: O que falar dos golaços?! O peixinho de Van Persie contra a Espanha, o chute de primeira de Cahill contra a Holanda, a conclusão de fora da área sensacional de James contra o Uruguai, a velocidade e precisão de Messi contra a Bósnia e Herzegovina.

  • TECNOLOGIA: Pela primeira vez na história foi utilizada a tecnologia na linha do gol para avisar aos árbitros se a bola passou inteiramente pela linha do gol. Erros deste tipo foram marcantes em outras Copas. Na final da Copa de 1966, Inglaterra e Alemanha estavam empatando quando um gol irregular da seleção inglesa, pois a bola bateu na linha e não entrou totalmente, foi validado pelo árbitro na prorrogação, interferindo diretamente no resultado do jogo. Outro erro, mais recente, foi na Copa de 2010, na África, também entre Alemanha e Inglaterra. Pelas oitavas-de-final, quando o jogo estava 2x1 para os alemães, o inglês Frank Lampard deu um chute de fora da área e a bola bateu no travessão, passou pela linha do gol, e depois saiu. O árbitro da partida não assinalou o gol legítimo dos ingleses, que seriam eliminados naquela partida.
  • NOTA 9,25: O presidente da Fifa, Joseph Blatter, declarou que esta foi a melhor Copa que ele esteve, dando uma nota de 9,25 para o torneio. Esta foi a 10ª Copa do dirigente, na Fifa desde 1975.
  • SUCESSO NOS EUA: O interesse dos americanos pela Copa surpreendeu o mundo do futebol. Teve desde o presidente Obama interrompendo reuniões para assistir ao jogo da seleção norte-americana, até a audiência dos jogos na TV sendo superiores às finais da NBA e do beisebol. Eu já tinha falado sobre este sucesso entre os americanos aqui no blog.(http://intelectodefilipe.blogspot.com.br/2014/06/os-americanos-se-rendem-ao-soccer.html).

  • A MORDIDA: O uruguaio Luis Suárez foi um dos nomes desta Copa. Eleito o melhor jogador do Campeonato Inglês na última temporada, quase foi cortado da Copa devido a uma lesão no menisco. Depois de conseguir se recuperar da cirurgia no joelho, ele jogou o segundo jogo do Uruguai e foi o principal responsável pela vitória de 2x1 sobre os ingleses, que manteve a Celeste viva na competição. Mas no terceiro jogo, contra a Itália, Suárez perdeu a cabeça e mordeu o ombro do zagueiro Chiellini. A Fifa lhe impôs a maior punição já vista na história das Copas: nove jogos de suspensão, além da proibição de exercer qualquer atividade no futebol pelos próximos quatro meses, e uma multa no valor de US$ 111 mil. Ele só vai poder entrar em campo pelo seu novo clube, o Barcelona, em outubro.

  • OS COSTARRIQUENHOS: A Costa Rica foi a grande surpresa da Copa. Num grupo tido como um dos mais difíceis da história, com 3 campeões mundiais, venceu dois deles, se classificou em primeiro do grupo, e ainda saiu da Copa nas quartas-de-final sem perder: foi eliminada nos pênaltis pela Holanda.

  • ROBBEN: Arjen Robben, 30 anos, foi na minha opinião o melhor jogador da Copa. O holandês infernizou as defesas adversárias com sua velocidade e habilidade. Foi decisivo na goleada sobre a Espanha e também nas vitórias sobre Chile e México. Porém, não conseguiu mostrar seu futebol nos confrontos das quartas, contra a Costa Rica, e das semis, contra a Argentina, quando a Holanda não marcou nenhum gol. Talvez por isso a Fifa tenha decidido entregar o troféu de craque da Copa para Lionel Messi, que conseguiu levar sua seleção à final, sendo decisivo ao marcar gols importantes durante toda a caminhada.

    O craque da Copa: Arjen Robben



OS MELHORES DA COPA


Com toda a legitimidade de quem assistiu a todos os jogos da Copa, elejo, humildemente, os melhores jogadores em suas posições:

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Manuel Neuer
G: Manuel Neuer, da Alemanha, pelo conjunto da obra. Mas a escolha foi difícil. Keylor Navas, da Costa Rica, e Raïs M'Bolhi, da Argélia, foram muito bem, mesmo não contando com a proteção de uma zaga tão eficiente como a alemã.

Mats Hummels
LD: Philipp Lahm, da Alemanha, que começou a Copa no meio-campo, mas não conseguiu jogar todo o seu futebol. Quando voltou pra lateral-direita, no jogo contra a França pelas quartas-de-final, posição na qual está mais acostumado a jogar, ele foi peça importantíssima nas partidas decisivas. Destaco também o mexicano Miguel Layún, que além de defender, apoiou bastante o ataque da sua seleção.

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Stefan de Vrij
Z: Mats Hummels, também da Alemanha, e Stefan de Vrij, jovem holandês de 22 anos, são os meus escolhidos. No meu banco de reservas estaria outro holandês, Ron Vlaar, que apesar de grandalhão, é muito rápido e inteligente nos desarmes.

Marcos Rojo
LE: Marcos Rojo, da Argentina, foi uma das surpresas desta Copa. Defendeu bem, mas foi no ataque que ele se destacou, arriscando chutes de fora da área e marcando até gol, contra a Nigéria, na 1ª fase. Outra grata surpresa foi Daley Blind, holandês que jogou em várias posições nesta Copa, e se destacou logo no primeiro jogo, na goleada frente a Espanha, quando deu duas belas assistências para Van Persie e Robben marcarem.
Toni Kroos

MC: Toni Kroos, da Alemanha, Javier Mascherano, da Argentina, e James Rodríguez, da Colômbia, foram os melhores meio campistas desta Copa. O alemão com seus belos passes, o argentino com seus desarmes certeiros e o colombiano com sua habilidade e seus gols. Apesar ter gostado muito da sua participação na Copa, Bastian Schweinsteiger não tem vaga nesse meio. Seria o reserva imediato.

James Rodríguez
AT: Estes 3 são quase unanimidades: os já citados Arjen Robben e Lionel Messi formariam o ataque da seleção dos sonhos com o alemão Thomas Müller. Joel Campbell, da Costa Rica, fez uma excelente Copa, mas está longe desses três. E o brasileiro Fred, teria vaga??


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Thomas Müller
T: O colombiano Jorge Luis Pinto, que fez um trabalho sensacional com a Costa Rica. Mas o Louis Van Gaal, da Holanda, também deu show!! Escalou os 23 jogadores (algo inédito), colocou o goleiro só para a disputa de pênaltis (também inédito), e nas entrevistas coletivas desceu o sarrafo na Fifa em várias oportunidades. Menção honrosa também para o técnico da Argentina, Alejandro Sabella, que faz a seleção jogar como há muito não se via.


IMAGENS PARA SEMPRE

Pra fechar com chave de ouro este post sobre a Copa, uma seleção de vídeos que ilustram o que foi a Copa das Copas e emocionam a todos os apaixonados por esse esporte.







Além destes 4, tem esse com as melhores defesas da Copa, retirado do site do canal SporTV: http://globotv.globo.com/sportv/copa-2014/v/confira-o-top-10-defesas-mais-bonitas-da-copa-pelo-selecao-sportv/3480029/

E também a queima de fogos no encerramento da Copa, no Maracanã, gravado por mim, com o coração cheio de alegria:




Depois de vivenciar esta Copa MARAVILHOSA, o que vai ter de brasileiro viajando pra Rússia daqui a 4 anos..

domingo, 6 de julho de 2014

SÓ FALTAM 4!!!!

Agora só tem cachorro de raça!! Agora só tem bicho grande!!


A Copa 2014, uma das melhores de todos os tempos, chega a sua semana final. Restam 4 seleções. Restam 4 jogos. No próximo domingo, no templo do futebol, o Maracanã, saberemos quem será o novo campeão!

Brasil, Alemanha, Argentina e Holanda. Todas as quatro tem totais condições de serem campeãs. Serão as semifinais com maior número de títulos na história: 10. Brasil sem Neymar e Argentina sem Di Maria podem resultar num favoritismo europeu nos confrontos. Mas, no fundo, todos sabemos que não existe favoritismo entre Brasil x Alemanha e nem entre Argentina x Holanda. Não dá pra prever nada!

Quem quer que passe, qualquer que seja o confronto, teremos uma final histórica. Vejamos as possibilidades:

Alemanha x Holanda: Seria a repetição da final de 74, quando a Holanda encantou o mundo com o "futebol total" de Rinus Michels e seu craque Johan Cruyff. Depois de eliminar o Brasil, atual campeão, a Holanda chegou à final como favorita, e iria enfrentar a Alemanha, que era a dona da casa e tinha como principais jogadores o atacante Gerd Müller e o zagueiro e capitão Franz Beckenbauer. Assim com em 54, quando os alemães venceram a Copa em cima da também favorita Hungria do craque Ferenc Puskás, a Alemanha repetiu o feito e conquistou o título com uma vitória de 2x1 sobre os holandeses.

A Holanda conseguiu se vingar desta derrota na Eurocopa de 1988, também disputada na Alemanha. Eliminou os donos da casa nas semifinais com uma vitória de virada por 2x1, com o segundo gol sendo marcado por Marco van Basten aos 43 minutos do 2º tempo. Na final, os holandeses derrotaram a União Soviética, no mesmo Estádio Olímpico de Munique onde tinham perdido a final pros alemães em 74, conquistando assim seu único título. Este time, que também era treinado por Michels, tinha craques do nível de Rijkaard e Gullit.

Esta seria a final dos vices: a Holanda foi vice 3 vezes e não ganhou nenhuma Copa, enquanto a Alemanha acumula 4 vices, apesar de ter sido campeã outras 3 vezes.

Alemanha x Argentina: Seria a primeira vez que uma final se repetiria pela 3ª vez na história das Copas. As duas seleções decidiram as Copas de 86 e 90, único caso na história da competição com duas finais seguidas entre as mesmas seleções. Em 86, no México, deu a Argentina de Maradona. Em 90, na Itália, deu Alemanha de Matthäus.

Outro combustível para esta possível final: a Argentina foi eliminada nas últimas duas Copas nas quartas de final, justamente para os alemães. Tão engasgados.

Brasil x Holanda: Outra final com vários resquícios históricos. Brasil e Holanda se enfrentaram 4 vezes em Copas do Mundo, sendo que cada um eliminou o outro 2 vezes. O Brasil tirou a Holanda da Copa de 94, num jogo de 5 gols pelas quartas de final, todos marcados no 2º tempo, onde o Brasil vencia por 2x0, deixou a Holanda empatar, mas garantiu a vitória com um golaço de falta do lateral Branco, e tirou da Copa de 98, numa semifinal que terminou empatada em 1x1, e foi decidida nos pênaltis.

Já a Holanda nos eliminou na Copa de 74, quando éramos os atuais campeões, num jogo já citado aqui, e na última Copa, em 2010 na África do Sul, com aqueles dois gols de Sneijder nas quartas de final. Ou seja, seria o tira-teima, justamente numa final de Copa. Lembrando que a Holanda foi duas vezes vice-campeã enfrentando na final os donos da casa (Alemanha em 74 e Argentina em 78).

Brasil x Argentina: Deste jogo eu não preciso falar nada. A final mais esperada em todos os tempos, inclusive por mim. Não há palavras para descrever uma final Brasil x Argentina no Maracanã. Que os deuses do futebol nos deem este privilégio.

QUEM MAIS QUER??


Quando eu digo que não há favoritos entre estas 4 seleções, eu falo não só pelo seus grandes jogadores ou seus esquemas de jogo, mas sim pela sede de vitória que os acompanham.

Os brasileiros tem toda a pressão de ganhar esta Copa em casa. A final de 50, o famoso Maracanazo, até hoje assombra o país. A torcida não espera outro resultado desta seleção. Não aceitariam outro fracasso em casa. Mesmo não tendo o melhor elenco, mesmo não tendo jogado o melhor futebol, o Brasil tem na força de sua torcida e na vontade de vencer os seus trunfos para esta fase final. Neymar, David Luiz, Julio Cesar, Thiago Silva, Felipão, todo mundo, quer ser campeão em casa. #BoraBrasilMinhaPorra

Os alemães também estão salivando por esta taça. Há 24 anos que não ganham uma Copa. Mas sempre chegam na briga. Foram vice em 2002 e terceiro em 2006 e 2010. Seu último título de expressão foi a Euro de 96. Nas duas últimas Euros, também chegou perto mas ficou sem o título: vice em 2008 e terceiro em 2012. Esta geração, cheia de bons jogadores, tenha talvez sua última chance de conquistar a Copa. Eles estão cansados de bater na trave. Lahm, Klose, Podolski, Schweinsteiger: é tudo ou nada para eles. 

Os holandeses também não querem mais saber de quase. Já foram 3 vezes vice: 74, 78 e na última Copa, na África do Sul, quando perdeu pra Espanha na prorrogação. Ainda foi eliminada numa semifinal nos pênaltis para o Brasil, em 98. Esta geração, com muitos jogadores do elenco vice-campeão de 4 anos atrás, entre eles Robben, Sneijder, Kuyt e Van Persie, também tem a última chance de entrar para a história do futebol.

Os argentinos não sabem o que é conquistar um título há mais de 20 anos. Sua última taça foi a Copa América de 93. Messi, o maior jogador deste milênio, já disse que ser campeão do mundo é a única coisa que falta na sua carreira. E, diferente das outras duas Copas que disputou, nesta ele tá jogando muito, sendo decisivo pra sua seleção.

Difícil dizer quem quer mais. Neymar, Robben, Lahn ou Messi? Todos sonham com este título. A Alemanha tem o melhor conjunto dos 4, um elenco entrosado com bons jogadores em todas as posições. A Holanda tem Robben, o melhor jogador desta Copa. A Argentina tem Messi, o craque maior dos nossos tempos, que está se mostrando aquele Messi que todos conhecem, decidindo as partidas. E o Brasil tem a torcida de 200 milhões de apaixonados, tem uma boa dupla de zaga, mas não tem mais o Neymar. Pelo menos não dentro de campo. Mas, tenho certeza, ele está nos corações dos jogadores. Vamos ganhar esta Copa por ele.

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Os Americanos se rendem ao "soccer"


Que a Copa de 2014, aqui no Brasil, está sendo um sucesso, todo mundo já sabe. Agora, um fato novo e surpreendente que está comprovando este sucesso é o alcance que a competição está tendo nos Estados Unidos, um país conhecido por não ter muitos fãs de futebol, onde o basquete, o beisebol, o futebol americano e o hóquei no gelo dominam a preferência dos torcedores e monopolizam o espaço dedicado aos esportes nos noticiários norte-americanos.

Vamos aos fatos:


Os americanos vêm aí.... Será que um dia eles serão campeões do mundo?? A gente sabe que nos esportes eles não entram pra perder. Ou melhor, eles não entram pra perder em lugar nenhum!!

sábado, 31 de maio de 2014

X-Men: Days of Future Past


Considerações:

* Parece que o Hugh Jackman nasceu para ser o Wolverine!! Incrível sua entrega ao personagem mutante em tantos filmes;

* Que o Michael Fassbender é um ótimo ator, eu já sabia, desde Shame e Bastardos Inglórios. Mas o James McAvoy, que interpreta o jovem Charles Xavier, me surpreendeu. Muito boa atuação!!

* Uma pena que a participação dos velhos X-Mens foi pequena. Sir Patrick Stewart, Sir Ian McKellen e Halle Berry merecem sempre um bom tempo de tela;

* Tyrion Lannister é muito bom ator!! Por que demoraram tanto pra descobrí-lo? Que o astro de Game of Thrones faça mais filmes!!

* Quer dizer que o presidente John Kennedy era mutante?!

* Vai ser difícil o Mercúrio de Vingadores 2 superar o Mercúrio deste filme. O cara rouba a cena, é o alívio cômico do filme. Poderia ter participado mais;

* As piadas envolvendo as histórias dos personagens são muito boas. São daquelas "só os entendedores entenderão", que nem todo mundo está familiarizado.


De 0 a 10, nota 7.

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Robocop

É muito bom ver um diretor brasileiro em Hollywood, trabalhando com atores de renome internacional e com efeitos especiais de primeira, algo impensável no cinema nacional. José Padilha foi muito corajoso ao aceitar dirigir o remake de um dos maiores ícones da sétima arte. Ele sabia que as comparações com o filme de 1987 seriam inevitáveis, e também sabia como a crítica americana seria implacável. E, na minha opinião, foi bem.

Todo mundo tinha um certo receio do Padilha não conseguir imprimir seu estilo no filme, de ter suas mãos atadas pelos produtores, já que os estúdios investem muito dinheiro para depois obter o retorno financeiro, deixando a qualidade da história, muitas vezes, em segundo plano. Porém, o que se vê no Robocop do Padilha lembra muito Tropa de Elite 1 e 2, os filmes que fizeram a MGM abrir os olhos para ele, principalmente no fato do diretor aproveitar o roteiro para criticar o sistema, dessa vez, o sistema americano. O personagem principal, assim como o Capitão Nascimento, é um policial que luta contra a corrupção dentro da própria polícia. O papel de Samuel L. Jackson é uma versão americana do apresentador de TV sensacionalista de Tropa de Elite 2, interpretado pelo André Mattos.

O astros que compõem o elenco vão bem. Gary Oldman, Samuel L. Jackson e Michael Keaton desempenham seus personagens de maneira discreta, mas sem comprometer. Só de ter esses três grandes atores o filme já vale a pena.


Dou nota 7 pro filme. Padilha conseguiu colocar sua personalidade, conseguiu falar de política, mas no final, acabou sendo um filme de ação americano, que não surpreende ninguém e trata dos temas delicados superficialmente, sem se aprofundar, diferentemente de Tropa de Elite 2, que continua sendo seu melhor trabalho.