sexta-feira, 19 de junho de 2020

Os maiores estádios do mundo


Aproveitando que o mítico Maracanã está fazendo 70 anos agora em 2020, e como este é um assunto que gera bastante polêmica e discussão por não ter uma definição absoluta, onde as emoções e experiências pessoais acabam intervindo na percepção de cada apaixonado por futebol, resolvi levantar informações históricas dos grandes eventos esportivos para poder selecionar da forma mais imparcial possível os 5 maiores estádios do mundo. E quando falo em maiores não estou tratando de capacidade, de quantidade de público, mas sim de estádios considerados templos, conhecidos no mundo todo por terem sediado ao longo dos anos os mais importantes acontecimentos do cenário esportivo mundial.

Copa do Mundo e Olimpíadas, os dois eventos mais assistidos do planeta, tiveram a maior relevância na definição do ranking. Outras competições famosas mundo afora também serviram de base, além de shows musicais de grandes artistas e festivais de música com atrações do primeiro nível.

Sem mais delongas, vamos aos 5 mais importantes estádios do mundo, símbolos sagrados dos maiores espetáculos da Terra, locais eternos e onde desfilaram os mais grandiosos nomes do esporte e da música.

5º Stade de France (Saint-Denis, França)
Capacidade: 80.698 pessoas (maior do país)


O mais novo e mais desconhecido dentre os estádios da lista. Porém, desde que foi inaugurado, em 1998, virou o palco principal do esporte na França, sediando grandes eventos em um curto espaço de tempo. Apesar de ser desconsiderada em listas como esta por só ter pouco mais de 20 anos de existência, o moderno Stade de France tem tudo pra ganhar mais relevância nos próximos anos, pois será sede pela segunda vez de uma final de Copa do Mundo de Rugby (a terceira competição desportiva mais vista no mundo), em 2023, e será o principal estádio dos Jogos Olímpicos de Paris, em 2024, recebendo as competições de atletismo e as Cerimônias de Abertura e Encerramento. 

1 Final de Copa do Mundo (1998)
1 Final de Eurocopa (2016)
2 Finais de Liga dos Campeões (2000 e 2006)
1 Mundial de Atletismo (2003)
1 Final de Copa do Mundo de Rugby (2007)
1 Final de Copa das Confederações (2003)

Shows marcantes: Rolling Stones, AC/DC, U2, Paul McCartney, Madonna, Metallica, Coldplay (registro em DVD), Beyoncé, Prince, Red Hot Chili Peppers, Roger Waters, Guns N' Roses, Depeche Mode, Muse, Eminem, Lady Gaga, Bruce Springsteen, Rihanna.


4º Santiago Bernabéu (Madrid, Espanha)
Capacidade: 81.044 pessoas


O estádio do maior clube de futebol do mundo foi a casa de alguns dos maiores jogadores da história. Di Stéfano, Puskás, Cristiano Ronaldo, Zidane, Figo, Ronaldo, entre outros, desfilaram seu talento nos gramados do Bernabéu vestindo a camisa branca do Real Madrid. Este santuário do futebol, inaugurado em 1947, mesmo catalogado com a máxima distinção da UEFA, está em obras de modernização que pretendem torná-lo no mais avançado estádio do mundo. Com ares futuristas, o remodelado Santiago Bernabéu, com direito a teto retrátil, deverá ser entregue em 2023.

1 Final de Copa do Mundo (1982)
1 Final de Eurocopa (1964)
4 Finais de Liga dos Campeões (1957, 1969, 1980 e 2010)
3 Finais de Mundial de Clubes (1960, 1964 e 1966)
1 Final de Libertadores (2018)

Shows marcantes: Rolling Stones, U2, Frank Sinatra, Bruce Springsteen.


3º Stadio Olimpico (Roma, Itália)
Capacidade: 70.634 pessoas


Situado na parte norte da Cidade Eterna, o Olimpico será ano que vem sede da partida de abertura da Eurocopa 2020 entre Itália e Turquia. O estádio, que já comportou 100 mil lugares, hoje é o segundo maior do país, atrás apenas do San Siro. Aliás, assim como o estádio de Milão, o Olimpico também é compartilhado pelos dois principais rivais da cidade: Roma e Lazio. Nas Olimpíadas de 1960 sediou as provas de atletismo, a final do futebol e as cerimônias.

1 Cerimônia de Abertura de Jogos Olímpicos (1960)
1 Final de Copa do Mundo (1990)
2 Finais de Eurocopa (1968 e 1980)
4 Finais de Liga dos Campeões (1977, 1984, 1996 e 2009)
1 Final de Mundial de Clubes (1973)
1 Mundial de Atletismo (1987)

Shows marcantes: Rolling Stones, U2, Elton John, Iron Maiden, Beyoncé, Muse (registro em DVD), Roger Waters, R.E.M., Depeche Mode, Madonna, Bruce Springsteen, Pearl Jam.


2º Wembley (Londres, Inglaterra)
Capacidade: 90.000 pessoas (maior do país)


Londres, junto com Buenos Aires, é a cidade com mais clubes e estádios de futebol do planeta. Nada mais justo, já que ingleses e argentinos são apaixonados pelo esporte. Pois, dentre todos os memoráveis estádios britânicos, o mais destacado é o Wembley, o sétimo maior do mundo e segundo maior da Europa, atrás apenas do Camp Nou. A história do futebol e da música se misturam à trajetória deste templo inglês que fará 100 anos em 2023. Demolido em 2002 e reinaugurado em 2007, as antigas Torres Gêmeas do Wembley original deram lugar a um teto parcialmente retrátil apoiado por um arco gigantesco que envolve todo o estádio e que pode ser iluminado em diferentes cores. Além disso, o novo Wembley possui capacidade maior que o antigo. O rei do futebol, certa vez, definiu bem o que representa o estádio para o esporte: "Wembley é a catedral do futebol. É a capital do futebol e é o coração do futebol", disse Pelé.

Sede anual da final da competição de futebol mais antiga do mundo, a Copa da Inglaterra, o Wembley é também o estádio que mais vezes sediou (7) a final da Liga dos Campeões, o mais importante torneio de clubes do planeta. E este recorde será aumentado em 2024, quando mais uma vez receberá a final (a ideia original era de que sediasse em 2023, ano do centenário do estádio, mas devido à pandemia do COVID-19, as finais da Champions de 2020 a 2023 foram adiadas em um ano pela UEFA). Outra final europeia no Wembley que teve que ser adiada em um ano por conta da pandemia foi a da Eurocopa 2020, que será disputada em 12 países diferentes em comemoração aos 60 anos da competição.

Os concertos dos principais nomes da música também são parte indispensável da história do templo, com destaque para o Live Aid e para o Tributo a Freddie Mercury, dois eventos que reuniram num mesmo palco os maiores artistas do mundo. A quantidade de shows gravados no estádio e lançados em DVD demonstram o quanto o lugar é especial não só para os amantes da música, mas também para os próprios cantores. Tanto que o The Killers fez uma música em homenagem à história do estádio e sobre a emoção de poder tocar lá, chamada Wembley Song.

1 Cerimônia de Abertura de Jogos Olímpicos (1948)
1 Final de Copa do Mundo (1966)
1 Final de Eurocopa (1996)
7 Finais de Liga dos Campeões (1963, 1968, 1971, 1978, 1992, 2011 e 2013)

Shows marcantes: Rolling Stones, Pink Floyd, Michael Jackson (registro em DVD), Roger Waters, Queen (registro em DVD), Madonna, U2, Elton John, AC/DC, Oasis (registro em DVD), ABBA, Guns N' Roses, Genesis (registro em DVD), Bon Jovi (registro em DVD), Foo Fighters, Coldplay, Muse (registro em DVD), Tina Turner (registro em DVD), David Bowie, The Who, Bee Gees, Spice Girls (registro em DVD), Bruce Springsteen, Adele, The Killers, Metallica, Eminem, Beyoncé.


1º Maracanã (Rio de Janeiro, Brasil)
Capacidade: 78.838 pessoas (maior do país)


Sem síndrome de vira-latismo e muito menos sem bairrismo. Os feitos estão aí e não tem como não eleger o Maracanã como o principal templo do esporte mundial. O gabaritado jornalista Paulo Vinícius Coelho, o PVC, bem resumiu a grandeza do estádio: "você pode julgar mais confortável assistir a uma partida em Wembley, mais charmoso estar no Santiago Bernabéu, mas o Maracanã é o palco mais carismático, na cidade mais bonita e no país do futebol". São 70 anos de muita história, muitas lendas da música e do esporte sendo eternizadas e muitos recordes de público. Mesmo passando por 3 grandes reformas, o estádio continua sendo reconhecido no mundo inteiro como símbolo de um país e do esporte mais popular da Terra. Abrigou nada menos que 214 partidas com mais de 100 mil pessoas nas arquibancadas. Detém 77% dos maiores públicos registrados no futebol brasileiro. O Maraca e o Estádio Azteca, no México, são os únicos a sediarem duas finais de Copa. E foi justamente em sua primeira final, em 50, que foi estabelecido o recorde, que perdura até hoje, de mais espectadores em um jogo de futebol: oficialmente, 199.854 pessoas assistiram à decisão entre Brasil e Uruguai, o famoso Maracanazo (há muitos daquela época que dizem que tinha até mais gente do que o número oficial).

O Maracanã, que foi por 50 anos o maior do mundo em capacidade, também foi o local onde o rei Pelé, pelas contas dele, marcou seu milésimo gol. Foi onde conquistamos a tão sonhada medalha de ouro do futebol nas Olimpíadas. E, antes da pandemia do COVID-19, tinha sido selecionado pra receber a segunda final em sede fixa da história da Libertadores.

Mas não é só de futebol que vive a tradição do Maraca. O estádio serviu de palco para shows antológicos de artistas mundialmente conhecidos. Frank Sinatra tocou para 175 mil pessoas em 1980; KISS tocou para 250 mil pessoas em 1983; Tina Turner, para 188 mil em 1988; Paul McCartney, para 180 mil em 1990. No ano seguinte, o Maracanã foi a casa de um dos maiores festivais de música da história, o Rock in Rio II, com um público total de 700 mil pessoas em 9 dias de evento. Gigante!

1 Cerimônia de Abertura de Jogos Olímpicos (2016)
2 Finais de Copa do Mundo (1950 e 2014)
2 Finais de Copa América (1989 e 2019)
1 Final de Libertadores (2008)
2 Finais de Mundial de Clubes (1963 e 2000)
1 Final de Copa das Confederações (2013)

Shows marcantes: Rolling Stones, Frank Sinatra, Paul McCartney, Tina Turner (registro em DVD), Prince, Rush (registro em DVD), Madonna, Guns N' Roses, KISS (registro em DVD), Coldplay, Foo Fighters, Roger Waters, Pearl Jam, The Police, RBD (registro em DVD).


Menções honrosas 

Estadio Azteca: Por pouco o templo mexicano não entrou no Top 5. O estádio, que já foi o maior do mundo em capacidade (atualmente é o oitavo), sediou duas finais de Copa do Mundo marcadas pela genialidade de dois dos maiores jogadores da história: Pelé em 1970 e Maradona em 1986, ambos campeões no Azteca. Outras marcas importantes que o estádio possui é o recorde de mais jogos de Copa do Mundo, 19 (que deverá ser ampliado, pois será uma das sedes da Copa 2026), e o fato de ser o único no mundo que recebeu a final de todos os torneios de futebol masculino da FIFA (além da Copa do Mundo, Mundiais sub-20 e sub-17 e Copa das Confederações). 

Não entrou no ranking por não possuir muita relevância no futebol de clubes, por não ter sido o estádio principal dos Jogos Olímpicos do México, em 68, e por ter ultimamente perdido os grandes shows internacionais que vêm ao país para o Foro Sol.

Los Angeles Memorial Coliseum e Rose Bowl: Situados em cidades vizinhas da Califórnia, esses dois estádios são dos mais importantes dos Estados Unidos. O primeiro poderá entrar para a história em 2028 como o único no mundo a ter sediado três Cerimônias de Abertura de Jogos Olímpicos, já que foi o estádio principal nas edições de 1932 e 1984. Também recebeu dois Super Bowls, o jogo final da liga de futebol americano e de maior audiência televisiva do país anualmente, incluindo a primeira edição, em 1967.

Já o Rose Bowl, em Pasadena, recebeu 5 finais do Super Bowl, sendo o terceiro estádio que mais vezes sediou a decisão. É o segundo maior estádio dos Estados Unidos em capacidade e sexto do mundo, e se notabiliza por ter sido palco das finais da Copa do Mundo masculina (1994) e feminina (1999). Famoso por receber grandes shows, ficou eternizado no DVD gravado pelo U2 em 2009 durante a turnê 360º, a mais lucrativa da história em valores corrigidos pela inflação, quando 97 mil pessoas estiveram no estádio para ver a banda irlandesa.

Estádio Olímpico de Tóquio: Ano que vem, quando sediar as cerimônias dos Jogos Olímpicos de Tóquio, o Estádio Olímpico se juntará ao Los Angeles Memorial Coliseum como os únicos a serem duas vezes o estádio principal de uma Olimpíada. Além disso, o local foi sede por 22 anos seguidos (entre 1980 e 2001) da Copa Intercontinental, o torneio de jogo único entre os campeões europeu e sul-americano que consagrava o vencedor como clube campeão do mundo.

La Bombonera: Apesar de não sediar muitas partidas internacionais importantes (exceto as finais de Libertadores do Boca Juniors), já que o Monumental de Nuñez, casa da seleção argentina e do River Plate, seu maior rival, monopoliza os grandes eventos e shows da Argentina, o estádio de La Bombonera é emblemático e reconhecido mundialmente não pelos eventos que sediou, mas pela força e pressão da torcida auriceleste durante os jogos do Boca. Os gritos, as faixas, os cânticos ininterruptos, a fumaça dos fogos, a chuva de papéis picados, a proximidade da arquibancada com o gramado, a pulsação da torcida pulando o tempo todo, tudo isso faz do ambiente um verdadeiro alçapão, considerado por muitos como o pior lugar do mundo para um time visitante jogar. 

quinta-feira, 18 de junho de 2020

As músicas eleitas como a melhor do carnaval de Salvador

Fiz esse levantamento baseado nas três principais premiações do carnaval baiano (Troféu Dodô e Osmar, Troféu Bahia Folia e Troféu Band Folia), e também no apelo popular das músicas durante a folia momesca. Vamos a elas: 

1992: Baianidade Nagô (Banda Mel)
Essa já virou um dos hinos da Bahia

1993: Berimbau (Olodum)

1994: Requebra (Olodum)
Assim como a escolhida do ano anterior, foi composta por Pierre Onassis, então vocalista da banda

1995: Araketu é Bom Demais (Araketu)
Virou canto da torcida do Ceará no Castelão. "Não dá pra esconder o que eu sinto por voCeará..."

1996: Margarida Perfumada (Timbalada)
Composição do mestre Carlinhos Brown. Primeira de muitas que vão aparecer nesta lista

1997: Rapunzel (Daniela Mercury)
Mais uma de Brown

1998: A Latinha (Timbalada)
Adivinha o compositor?? Óbvio, Carlito Marrom! Três anos seguidos como autor do hit do carnaval

1999: Dança do Vampiro (Asa de Águia)
Menção honrosa para Juliana, do Bom Balanço, composição do vocalista da banda, Pierre Onassis.

2000: Cabelo Raspadinho (Chiclete com Banana)

2001: Bate Lata (Banda Beijo)
Também não podemos esquecer do hit Uma Bomba, da banda Braga Boys, que foi um sucesso no carnaval daquele ano

2002: Festa (Ivete Sangalo)
Diga que Valeu, do Chiclete com Banana, foi outra música que estourou na folia

2003: Dandalunda (Margareth Menezes)
Carlinhos Brown voltando ao topo. Já o Chiclete fica com o vice "simbólico" pelo segundo ano consecutivo, agora com a canção Voa Voa

2004: Maimbê Dandá (Daniela Mercury)
Quando Daniela larga o "vou chamar Maimbê" de cima do trio, a alma arrepia, sobe o calafrio e a adrenalina inunda o sangue, pois o corpo já sabe que vai precisar do hormônio para a agitação que vem a seguir...

Brown percebeu no ano anterior que incorporar saudações do candomblé em suas músicas dava super certo e compôs esse outro sucesso. Nem Ivete com Sorte Grande [Poeira] foi páreo

2005: Coração (Rapazolla)
Quem diria que o forrozeiro Dorgival Dantas seria autor de uma música do carnaval, hein? Ainda desbancando nomes tradicionais do axé que vinham com hits poderosos, como Daniela com Olha o Gandhi Aí e o Chiclete com 100% Você

2006: Café com Pão (Vixi Mainha)
Apesar do Pierre Onassis ser integrante da banda, a música é somente de Jau, outro grande compositor de sucessos baianos

2007: Quebra Aê (Asa de Águia)
Durval, autor da música, homenageia na letra outros grandes nomes do carnaval: "Tem Babado lá, Chiclete aê, Ivete cá, Olodum no Pelô, Dodô e Osmar e Timbalada no Guetho".

Outro hit daquele ano foi Bororó, da então desconhecida banda Motumbá

2008: Mulher Brasileira [Toda Boa] (Psirico)
A primeira "MÚSICA DO CARNAVAAAAAAAAL" de Márcio Victor. E também a primeira vez que o "pagodão baiano" consegue desbancar o axé na eleição, algo que se tornaria comum a partir de então.

2009: Cadê Dalila? (Ivete Sangalo)
Depois de fazer hits carnavalescos para Margareth e Daniela, Brown tinha que compor uma desgraceira para Ivetona da Bahia botar pra descer. Não deu outra! Ainda hoje, quando ela canta esta música, a terra treme e ninguém fica parado

2010: Rebolation (Parangolé)
Léo Santana é o autor da música e na época era o vocalista da banda

2011: Liga da Justiça (LevaNóiz)
Daquelas bandas de um sucesso só...

2012: Circulou (Banda Eva)
Este foi o ano de Magary Lord. Ele despontou naquele verão como autor das duas músicas mais tocadas no carnaval: Circulou e Inventando Moda [Billy Jean]. Que estranho, hein?

2013: Ziriguidum (Filhos de Jorge)

2014: Lepo Lepo (Psirico)
Raiz de Todo Bem, de Saulo, pode não ter sido escolhida como música do carnaval, mas se transformou em algo muito maior: um hino de exaltação à Bahia que sempre será lembrado nos futuros carnavais, posso apostar

2015: Tem Xenhenhém (Psirico)
Pela primeira vez desde que começou a escolha da melhor música tivemos um ano fraco de boas composições, infelizmente. A composição de Tatau, ex-Araketu, foi escolhida pelos veículos especializados como a vencedora, mas na boca do povão o sucesso mesmo foi de Tudo Nosso, Nada Deles, de Igor Kannário, e Gordinho Gostoso, de Neto LX. Enfim, todas as 3 músicas são de gosto bem duvidoso e tenho a impressão que serão esquecidas com o tempo

2016: Paredão Metralhadora (Banda Vingadora)

2017: Me Libera Nega (MC Beijinho)
O que falar dessa música que surgiu dentro de um camburão ao vivo durante um programa policial baiano no horário de almoço e conquistou até Caetano Veloso??

2018: Elas Gostam [Popa da Bunda] (Psirico)
Daniela até tentou emplacar seu Banzeiro, mas o Psirico levou mais uma vez ao apostar no hit da até então desconhecida banda Àttooxxá

2019: Abaixa que é Tiro (Parangolé)
Não deu pro Teleguiado de Ivete. Este foi o carnaval da volta por cima da banda Parangolé e do cantor Tony Salles

2020: O Mundo Vai (Ivete Sangalo)
Segundo ano seguido que Ivete e Parangolé disputam a música do carnaval. Apesar da mídia especializada ter escolhido Ivete, Ela Não Quer Guerra com Ninguém, do Parango, conquistou tanto o gosto popular quanto O Mundo Vai

2021: Tá Solteira, mas Não Tá Sozinha (Ivete Sangalo & Xanddy)
Mesmo não tendo carnaval por causa da pandemia do coronavírus, alguns artistas mantiveram a tradição de lançar música como aposta para o verão. Sendo assim, uns poucos sites também resolveram eleger o hit da folia.

E deu Ivete de novo! Com menos concorrentes do que geralmente há num carnaval normal, a cantora ganhou a eleição com folgas. Nem Tierry com "Rita", sucesso no Brasil todo, foi capaz de evitar a 4ª vitória de Veveta, que assim se iguala ao Psirico como os maiores vencedores de músicas de carnaval.

quinta-feira, 28 de novembro de 2019

O Irlandês

Assisti as 3h30 de "O Irlandês", o novo filme do aclamado Martin Scorsese. E sim, eu pausei algumas vezes, não só para ir ao banheiro (chupa, Pablo Villaça!). A duração, aliás, achei exagerada, ainda mais pela história se desenrolar num ritmo lento, o que tornou o filme cansativo. Poderia ter uns 40 minutos a menos, sobretudo na conclusão, que se arrasta demasiadamente após o clímax por cerca de 30 minutos.

Falando nisso, sabe um filme com mais de 3h e que não achei que deveria ser menor? "Vingadores: Ultimato", logo, um filme de herói, tão criticado pelo Scorsese. Que ironia....


Pra quem curte filmes sobre máfia, "O Irlandês" é um prato cheio. Tem tudo que esse gênero permite: mortes, segredos, política, traições. Mas não achei uma obra-prima como tenho visto muitos críticos alardearem. É um bom filme, acima da média, mas tem algumas falhas evidentes que incomodam a tal ponto que a obra não pode ser considerada perfeita, na minha opinião. Além da duração exagerada, as outras coisas que me desagradaram foram:

* O CGI de rejuvenescimento ficou bem nítido logo na primeira vez que apareceu, não gerando nenhum fascínio, nenhum impacto em quem assiste. Pelo contrário, isto atrapalhou um pouco a experiência, pois desviava o foco da história para os efeitos especiais explícitos. Dava pra perceber de cara o uso da tecnologia. Talvez fosse melhor usar um outro ator para interpretar o personagem na juventude, sem a necessidade de usar computação gráfica. Outro bom motivo para usar um ator mais jovem são as cenas de ação. O fato do próprio De Niro, idoso, fazer as cenas do personagem dele quando jovem deixava claro como os movimentos nas cenas de ação não correspondiam a um homem com vigor físico. Numa cena, por exemplo, em que ele bate num comerciante que empurrou a filha dele, é ridículo ver o veinho de 76 anos, mesmo com a cara rejuvenescida, descendo a porrada. Os movimentos lentos, sem tanta pujança, não condizem com a idade do personagem;

* Percebi uma falha de continuidade inacreditável para um diretor deste porte na sequência em que tentam matar um personagem no tribunal. Sem dar spoiler: durante a cena, logo depois que o cara dispara, o filho do Hoffa corre e agarra o atirador por trás. Já no corte seguinte, o cara reaparece sem ninguém o segurando. Como assim??

* Aliás, essa cena ainda tem outra falha que aparece outras vezes no filme: o dublê do Al Pacino nas cenas de porrada. É muito claro que se trata de um dublê. O diretor poderia ter feito um esforço maior pra esconder a mudança do ator pelo dublê. Há cortes e enquadramentos que disfarçariam melhor. Isto também atrapalha a imersão no filme, a crença no que está sendo mostrado em tela;

* Outra coisa que não curti foi a participação da Anna Paquin. Mesmo o longa durando tanto a coitada foi sub-aproveitada. Se falou 5 palavras o filme inteiro foi muito. Queria mais da relação dela adulta com o pai e com o Hoffa.

Pra não dizerem que só falei de coisa ruim, a direção de atores e os enquadramentos estão impecáveis. Há diálogos maravilhosos (texto, tanto o roteiro quanto as falas de personagens, é a coisa que mais valorizo num filme). Os três atores principais, como esperado, estão perfeitos. De Niro e Pesci estão ótimos, mas Al Pacino, com seus quase 80 anos, rouba a cena. Merece ser indicado ao Oscar. Não que os outros 2 também não mereçam, mas ele entrega um personagem forte, temperamental, cativante e até cômico muitas vezes. Que atuação! As cenas dele com o personagem Tony Pro são hilárias kkkkk! Genial!

O clímax do filme também foi bem construído. A aflição foi subindo, subindo, a dúvida de saber como aquilo iria acabar. Foi a mesma sensação que tive com o final de "Era uma Vez em Hollywood...", do Tarantino. É maravilhoso quando a tensão te deixa paralisado, sem piscar. Foi muito bom assistir a resolução da história sem conhecer a realidade (o filme é baseado em fatos reais). A surpresa e o impacto do desfecho foi por inteiro.

Apesar de ser um filme longo, vale a pena ver "O Irlandês". Não gostei tanto quanto os críticos especializados, que sabem muito mais de cinema do que eu. Mas, como espectador, vi alguns problemas que atrapalharam a experiência e que estes críticos não viram ou não deram muito bola. Questão de gosto, como há quem prefira os filmes de super-heróis e não querem saber desses filmes lentos de máfia exibidos em plataformas de streaming. Normal. Eu gosto dos dois e tudo continua sendo cinema, viu, Martin?

sexta-feira, 14 de junho de 2019

3 sugestões melhores para o formato da Copa América que o atual

Acorda, Conmebol!

Hoje se inicia mais uma Copa América e, mais uma vez, teremos seleções do outro lado do mundo disputando o torneio. Este ano os convidados foram Japão e Catar. Ano que vem será a Austrália. Que merda! Convidar esses países da Ásia e da Oceania para a Copa América é ridículo, não faz nenhum sentido. Já passou da hora da Conmebol ajeitar isso. 

Apresento 3 alternativas de fórmula da competição que me parecem bem mais plausíveis que o formato atual. Vamos a elas:

1ª. Para completar os 12 times, convida 2 da América Central. Mesmo a Copa Ouro (o torneio continental deles) acontecendo no mesmo período da Copa América, apenas 16 times dos 35 filiados da CONCACAF a disputam, ou seja, dá pra convidar 2 dos 19 não-classificados; 

2ª. A Conmebol tem 10 filiados, mas a América do Sul tem 12 países (não incluindo a Guiana Francesa, que é um departamento ultramarino da França). Ou seja, problema resolvido. Convida o Suriname e a Guiana sempre! Este ano, porém, a Guiana conseguiu se classificar para a Copa Ouro e não teria como participar da Copa América. Daria pra chamar então a Guiana Francesa, pois, mesmo não sendo um país independente, tem uma seleção de futebol;

* Suriname e Guiana, apesar de geograficamente estarem na América do Sul, preferiram ser filiadas da CONCACAF por acreditarem que teriam mais chances de chegar a uma Copa do Mundo disputando com os times da América Central e do Norte. Um exemplo inverso é a Austrália, que saiu da confederação da Oceania e está na da Ásia, justamente pra disputar com adversários mais qualificados.

3ª. A minha ideia preferida: divide as 10 seleções em 2 grupos de 5 times. Os 2 melhores de cada grupo vão para as semis. O máximo de jogos que um time poderia fazer continuaria o mesmo do sistema atual, 6. Mesmo perdendo uma fase de mata-mata, ou seja, uma fase teoricamente com jogos mais emocionantes, pelo menos os 3º colocados não seriam premiados com uma classificação à outra fase como acontece hoje.

domingo, 9 de junho de 2019

Os templates dos torneios FIFA

Quinta, dia 6 de junho, começaram as Eliminatórias para a Copa 2022. Mas o que me chamou atenção mesmo foi o atraso no lançamento da identidade visual do torneio. Já estamos em 2019 e nada do logotipo da Copa do Catar ser divulgado. As logomarcas das últimas Copas, em 2014 e 2018, foram apresentadas 4 anos antes. Que demora é essa? Vai vir um novo template das competições FIFA no lugar desse padrão em forma de troféu atualmente em uso? Mesmo assim, não justifica os organizadores do evento ainda não terem lançado o logotipo, algo tão essencial para divulgação e sucesso comercial do torneio.

Aliás, mais atrasadas ainda estão as logos da Copa do Mundo de beach soccer e do Mundial masculino sub-17 que acontecem já no 2° semestre deste ano. O torneio sub-17 até se justifica o atraso, pois a sede foi mudada às pressas. Ia ser no Peru e agora será no Brasil.

Aproveitando que esse assunto, a padronização do template dos logotipos dos torneios FIFA, me interessa muito, vamos a uma breve explicação sobre eles. Se não me engano, a FIFA está no seu 3° padrão para criação dos logotipos envolvendo todas as suas 10 competições (Mundial masculino e feminino, Copa das Confederações, Mundial de clubes, Mundial de futsal, Mundial de beach soccer e mundiais sub-17 e sub-20 masculino e feminino).

Pelas minhas pesquisas, o 1° padrão foi usado em 20 torneios entre 99 e 2006. Se baseava num retângulo com um símbolo do país-sede à direita e que possuía na barra inferior o nome da sede e o ano da competição. Exemplos:




O 2° padrão foi de 2006 a 2015 e englobou 36 torneios FIFA. Também era um retângulo, mas dessa vez em pé, com o símbolo do país-sede agora à esquerda e com mais liberdade para o desenho representativo do país. Exemplos:




O 3° e atual padrão iniciou-se em 2013 e, até agora, já foi o template de 22 competições da FIFA. É basicamente o troféu do torneio estilizado com símbolos do país-sede. Gostei da premissa de incluir o troféu no logo, mas, às vezes, parece meio confuso e poluído. O da Copa de 2014 no Brasil mesmo é feio demais! Exemplos:




Que venha o próximo padrão! Esse jornalista amante do futebol aqui adora!

Nossa seleção feminina de futebol não merece mais uma derrota traumática

Não, não é a primeira vez que a Copa do Mundo Feminina é transmitida em TV aberta. 

Em 2007 a Band acompanhou nossa seleção na Copa da China quando fizemos a melhor campanha de toda nossa história. A Rainha Marta estava no auge e atropelamos as fortíssimas americanas nas semifinais. Nem o mais otimista torcedor esperava um triunfo tão esmagador. Elas jogaram muito!

O vídeo abaixo é da ESPETACULAR narração do Luciano do Valle nesta goleada de 4x0. Nunca fui fã da narração dele, porém, neste jogo, principalmente ao narrar o quarto gol, talvez o mais bonito na carreira de nossa Rainha Marta, ele se superou e deixou marcada sua voz na história do futebol brasileiro. É de arrepiar. É de chorar.


Infelizmente, na final, perdemos para as alemães por 2x0. Sofri muito com esta derrota, aliás, como nunca sofri com uma eliminação da seleção masculina. Não sabia eu que derrotas piores ainda estariam por vir. O futebol feminino tem um retrospecto bastante sofrido e perverso de muitas eliminações dramáticas em Copas e Olimpíadas, muitas derrotas na prorrogação ou nos pênaltis e muitos gols sofridos nos acréscimos. O destino vem sendo bastante cruel com essas jogadoras. Várias vezes chegamos tão perto, tão perto, e nada. 

As lembranças são as piores possíveis: além desta final perdida em 2007, fomos eliminados na Copa de 2011 nos pênaltis para as americanas. Em Jogos Olímpicos as derrotas foram mais cruéis ainda. Em 96, na estreia do futebol feminino em Olimpíadas, perdemos a semifinal para a China com um gol nos acréscimos. Já nas Olimpíadas de 2004 e 2008 ficamos com a medalha de prata após duas derrotas da mesma forma nas finais: perdemos para os Estados Unidos na prorrogação depois de empates no tempo normal. Ou seja, num intervalo de 4 anos, contando com a Copa do Mundo de 2007, chegamos a 3 finais e perdemos as 3. Até hoje não sei explicar. Elas mereciam demais vencer pelo menos um dos três títulos. Se eu pudesse, abriria mão de ver a seleção masculina vencer mais uma Copa em troca de um título para as mulheres. Se com falta de recursos, de apoio da CBF, de estrutura de desenvolvimento das atletas de base já conseguimos chegar tão perto, imagine se o futebol feminino fosse levado mais a sério neste país?

Como desgraça pouca é bobagem na trajetória destas jogadoras, a última eliminação doída aconteceu em casa. Na semifinal das Olimpíadas do Rio, em 2016, perdemos a vaga na final nos pênaltis para a Suécia, sendo que já tínhamos enfrentado as mesmas suecas na 1ª fase dez dias antes e as goleamos por 5x1 (eu estava no Estádio Engenhão vendo esse jogo). Éramos muito superiores, mas não sei como, não conseguimos vencê-las novamente.

Enfim, apesar de todo este espaço que a mídia vem dando para a nossa seleção neste mundial da França, de toda a cobertura que uma Copa feminina jamais teve no Brasil, inclusive com empresas liberando seus funcionários para verem as partidas, chegamos a esta edição com pouquíssimas chances. Não somos mais favoritos como em outras épocas. Perdemos os últimos 9 jogos preparatórios, a craque Marta (única jogadora de futebol, homem ou mulher, eleita 6 vezes melhor do mundo) vem de lesão e não joga o primeiro jogo, a meio-campo Formiga, nossa outra craque (disputa sua sétima Copa do Mundo, um recorde entre homens e mulheres), já tem 41 anos e nosso treinador Vadão é bastante contestado.

Espero que um eventual tropeço não afaste a torcida de edições futuras. As jogadoras pouca culpa têm nas derrotas passadas. Precisamos cobrar mais investimento e comprometimento da CBF em dar condições para que nossas atletas voltem a disputar as grandes competições de igual para igual com qualquer outra seleção no mundo. Desta forma, uma hora, o tão sonhado título virá. Tomara!

segunda-feira, 20 de maio de 2019

O trágico fim de Game of Thrones


[NÃO CONTÉM SPOILERS] Pode ler tranquilo.

A imagem acima representa muito bem o que foi Game of Thrones. Inclusive a Batalha dos Bastardos no final da sexta temporada, talvez meu episódio favorito entre todos os 73. A série mais comentada da história, mais cara, mais premiada, mais assistida, poderia ter sido também a melhor. Não foi.

Da primeira à sexta temporada GoT foi a melhor série de todos os tempos. A narrativa de um continente fictício e a disputa pelo reino foi muito bem contada em 60 episódios. O enredo fazia mais sentido ainda por causa das histórias anteriores aos acontecimentos da série vindas dos livros que traziam um background fundamental para o entendimento completo da trama. O que mais me encantou foi o fato de conseguirem unir um mundo fantástico habitado por zumbis, dragões e gigantes, por exemplo, com um jogo político cheio de intrigas nos bastidores e reviravoltas, personagens bem construídos e interpretados, roteiro surpreendente e diálogos inteligentes, cheios de sarcasmo e humor. Além disso, não tinha mocinho nem vilão. Todos tinham seus interesses e suas nuances. Cada episódio era um primor de qualidade técnica e textual. Até os protagonistas tinham fins trágicos e inesperados. Mesmo com tantos personagens a série conseguia desenvolvê-los com qualidade e coerência. Porém, tudo mudou quando o criador da história, George R. R. Martin, decidiu se afastar da produção.

Na sétima e na oitava temporada a série virou um novelão mexicano, com muita motivação de personagem sendo mudada abruptamente, diálogos e roteiro pobres e nada impactantes, atitudes forçadas e sem a imprevisibilidade de outrora. Está óbvio que o afastamento do criador da história foi determinante para o fracasso. Além disso, o fato de quererem resolver tudo em mais ou menos 15 episódios também prejudicou o desfecho da narrativa. Eu cito o episódio 2 da temporada 8 como exemplo, pois ele chegou perto do que a série era anteriormente: relação de personagens complexos com motivações variadas e tão diferentes entre si. Já o episódio 5 desta mesma temporada serve para mostrar como em efeitos especiais e CGI não tem pra ninguém (excetuando a batalha dos vivos contra os mortos, no episódio 3, que foi uma porcaria. Não dava pra ver nada!). Depois desse término tão broxante nunca mais acompanho uma série da HBO. Vou esperar chegar ao fim e me basear nas opiniões dos fãs e críticos. Se o final for considerado bom, começo a assistir. A decepção com GoT foi forte demais, rsrsrs. 

Mindinho, Varys, Theon, Stannis, Cersey, Tyrion, Daenerys, Jaime, Jon, Bran, Arya, Rei da Noite, Verme Cinzento, espero que tenham um desfecho nos livros melhor e mais condizente com a jornada de vocês do que este da série. E não falo em final feliz, falo em final bem escrito. Acho que só o Cão seguiu sendo bem desenvolvido nessas últimas temporadas. A reviravolta que aconteceu com um dos personagens principais nos episódios finais, por exemplo, seria incrível e faria da série ainda mais ousada e excepcional se tivesse sido bem embasada em situações e diálogos que tornassem críveis a mudança. O roteiro de D&D transformou bruscamente o caráter do personagem em dois episódios. Não tem como aceitar!

A série acabou tão mal que chego a achar que o George R. R. Martin mentiu de propósito sobre como terminaria a história das Crônicas de Gelo & Fogo só pra vender mais livros depois do fim melancólico na TV. Até eu que não li nenhum dos livros estou curioso para saber como a narrativa se desenrolará nas mãos do seu criador.

E pra não dizer que só critico D&D, eles me surpreenderam na direção do episódio final. Foram muito bem. Tem uma cena de um dragão levantando voo por atrás de um personagem que é espetacular. Porém, como roteiristas, se mostraram piores que o Walcyr Carrasco. E eles ainda foram contratados para escrever uma nova trilogia de Star Wars. Disney, ainda dá tempo de demitir.