quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

La La Land

Após apenas duas postagens em 2015 e nenhuma em 2016, estou de volta ao blog. O que me motiva a voltar a escrever por aqui, já que continuo escrevendo muito, só que no Facebook, é que tenho muito a falar sobre algo que não caberia numa postagem de Face. No caso, a crítica de um filme adorável.

Para quem ainda não sabe, La La Land é um musical. Se você não gosta do estilo, dificilmente irá gostar do filme. Eu, que adoro musicais, amei tudo: roteiro, fotografia, direção e, obviamente, a trilha sonora. As músicas são ótimas! Vale a conferida no Spotify (Segue o link: https://play.spotify.com/album/3GU8BzFEAdFSRjc8jZkL3S).



O filme já é um sucesso de público e crítica. Bateu recordes no Globo de Ouro (é o filme mais vitorioso da história da premiação, levando 7 troféus em 7 indicações) e no Oscar (se juntou aos longas A Malvada e Titanic como os filmes com mais indicações ao prêmio, 14 no total. Como a premiação é só no fim de fevereiro, La La Land pode ainda bater outras marcas).

Todas as 14 indicações me parecem merecidas. Não sei se a Academia vai elegê-lo o melhor filme (não o achei tão incrível para tanto, apesar de não ter assistido aos concorrentes para poder dar uma opinião definitiva, mas é sim uma obra que foge ao lugar comum), mas, pelo menos, dois Oscar's estariam em ótimas mãos se forem entregues: melhor atriz e melhor diretor.

Emma Stone está incrível no papel principal, bastante expressiva, muito por conta dos seus imensos e belos olhos verdes, e merece o prêmio, apesar da crítica especializada estar elogiando em demasia a francesa Isabelle Huppert. Quem também faz jus à estatueta é o jovem diretor de apenas 32 ANOS (UAU!!) Damien Chazelle, que vem de outro sucesso, Whiplash (dois filmes, dois êxitos. Que início de carreira desse diretor!). Em La La Land ele constrói (Damien também é roteirista do filme) uma história simples de romance, com o casal se conhecendo e depois se relacionando, mas recheada com muitas referências a musicais clássicos (o vídeo a seguir faz uma comparação dessas referências com as obras originais, principalmente Cantando na Chuva: https://vimeo.com/200550228), um toque de humor, uma fotografia muito bonita, aproveitando a paisagem de Los Angeles, muito colorido, principalmente nos figurinos, além de transmitir uma mensagem romântica que as pessoas corram atrás dos seus sonhos, mesmo parecendo impossíveis e mesmo depois de muitos nãos que a vida dá. Pode parecer clichê, mas o filme não segue pelo caminho usual e entrega um final de quebrar corações, demonstrando as consequências boas e ruins que as nossas escolhas podem nos trazer.

Sobre o outro protagonista do filme, Ryan Gosling canta, dança, sapateia e até toca piano, aliás, divinamente bem, parecendo um profissional com anos de carreira (ele precisou aprender o instrumento para o papel e dispensou dublê nas cenas), mas não entrega uma atuação do nível de sua parceira.

Por fim, La La Land me lembrou bastante Birdman, outro filme que adorei, seja pelos planos-sequência, seja pela Emma Stone, ou por também falar da indústria do cinema.

Curiosidade: Outra Emma, a Watson, famosa pelo papel de Hermione na saga Harry Potter, foi chamada para o papel, mas preferiu fazer outro musical, o live-action da consagrada animação da Disney A Bela e a Fera, que estreia ainda este ano. Já Ryan Gosling fez o caminho inverso: trocou o papel da Fera pelo Seb de La La Land. O Globo de Ouro ele já levou.