sábado, 28 de outubro de 2017

Thor: Ragnarok

Uma coisa é certa: o terceiro filme da trilogia do Deus do Trovão é melhor que os 2 primeiros (o que não é lá muito difícil, já que Thor e Thor: Mundo Sombrio foram bem fracos, na minha opinião). Porém, comparando com os outros filmes de super-herói deste ano, como Homem-Aranha: De Volta ao Lar, Guardiões da Galáxia Vol. 2, Mulher-Maravilha e Logan, o Ragnarok está um nível abaixo, infelizmente. O filme poderia entregar muito mais do que só uma comédia colorida, ainda mais tendo como premissa principal a destruição de um dos Noves Reinos da mitologia nórdica.


Já na primeira sequência do longa vemos como o Thor está engraçadinho, piadista, algo que contrasta com sua personalidade mostrada nos filmes anteriores. Parece outro personagem, o que acaba causando certo estranhamento em quem acompanhou o herói nos outros longas pela mudança tão brusca de seu viés humorístico.

Mas não é só Thor que se propõe a ser engraçado. O filme é comédia pura. Tem Hulk pelado, personagens afetados, bêbados, menções a ânus e orgia, chegando a beirar o nonsense. Quanto às piadas, o diretor Taika Waititi privilegiou a quantidade e não a qualidade. Tem muitas, mas talvez só a metade tenha me arrancado um riso de verdade. O sentimento dramático da extinção de uma civilização inteira não repercute em quem assiste em nenhum momento, mesmo quando o diretor o tenta. Senti falta desse peso emocional.

Mas o filme tem muita coisa boa a ser destacada também. A melhor de todas é que toca Immigrant Song do Led duas vezes (o coração dispara na hora!!). A solução final encontrada para derrotar a vilã também foi muito bem pensada, me surpreendeu. Quanto às atuações, Cate Blanchett e Jeff Goldblum roubam a cena. Cate (que, de cabelo e maquiagem pretos, nunca esteve tão linda, aparentando ter bem menos que seus 48 anos) conseguiu fazer a vilã Hela ameaçadora e poderosa, entregando uma ótima antagonista (algo raro nos filmes da Marvel, onde a maioria dos vilões são sempre esquecíveis). Já Jeff Goldblum está sensacional no papel do Grão-Mestre de Sakaar, arrancando risadas da plateia sem nem precisar dizer nada. Que acerto!! As rápidas aparições de Odin e Dr. Estranho são muito boas também, o primeiro pelo humor e o segundo pela carga dramática. E há uma participação engraçadíssima do Matt Damon no começo que pouca gente vai perceber que é ele devido à sua caracterização.

Vale destacar também como nos trailers divulgados foram mudados alguns cenários e aspectos físicos dos personagens em relação ao filme para confundir a expectativa dos fãs. Inclusive, tem várias cenas e falas dos trailers que não aparecem no longa. Esse cuidado com o quanto de surpresa é revelado antes do filme estrear é digno de parabéns, apesar que a luta na arena entre Thor e Hulk perde um pouco do seu brilho no filme justamente por ter sido vista várias vezes nos trailers.

Sobre as cenas pós-créditos, são duas, sendo a primeira importante para o Universo Cinematográfico da Marvel, e a segunda apenas engraçada, fazendo você esperar aqueles créditos intermináveis pra nada (deveria ser ao contrário: a cena importante por último, para valer a espera).

Adoro filmes de heróis! Que venham Liga da Justiça mês que vem, Pantera Negra e Guerra Infinita em 2018!!

quinta-feira, 13 de julho de 2017

2007: O ano mais louco na história do Bahia

Este texto escrito em 2017 tem o propósito de relembrar uma das temporadas, se não "a temporada", mais emocionante da história do Esporte Clube Bahia desde a sua fundação, no primeiro dia do ano de 1931.

Há 10 anos o tricolor tinha como objetivo principal na temporada o acesso à Série B do Campeonato Brasileiro. Depois de ter caído em 2005 da 2ª (Segundona esta que ficou marcada, além da queda dos dois times baianos, pela Batalha dos Aflitos entre Grêmio e Náutico) para a 3ª divisão, junto com seu rival, o que parecia ser o fundo do poço teve um capítulo ainda mais tenebroso: no ano seguinte, em 2006, o Vitória conseguiu voltar à Segundona sendo vice-campeão da Terceirona, enquanto que, vergonhosamente, o Bahia terminou em sexto lugar e não alcançou uma das 4 vagas de acesso (inclusive sendo goleado na fase final pelo Ferroviário do Ceará por 7x2 e perdendo em casa para o Ipatinga de Minas Gerais por 2x0, jogo que eu estava no estádio e foi encerrado aos 20 minutos do 2º tempo por causa do confronto entre a torcida revoltada, que invadiu o gramado com pedras e paus, e a Polícia Militar, que utilizou bombas para dispersar os invasores, resultando em mais de 40 feridos). Assim sendo, o Esquadrão teve que disputar a Série C por mais um ano.

Em 2007, o tal ano louco, aconteceram 4 jogos históricos na Fonte Nova, dois em cada semestre, por três competições diferentes, que sempre serão lembrados pelo torcedor tricolor, sejam pelas boas ou pelas más sensações que proporcionaram. Vamos a eles em ordem cronológica:

22/04/2007 - Bahia 5x6 Vitória - 1ª Rodada do Quadrangular Final do Campeonato Baiano - Creditados por muitos como o maior Ba-Vi da história! Ninguém naquela época poderia imaginar, mas foi o último clássico na antiga Fonte Nova, que seria interditada ao final do ano. E que clássico! Com direito a 4 gols de Índio, atacante do Vitória, três viradas de placar, dois gols de falta de Danilo Rios para o Bahia e gol de desempate nos acréscimos do 2º tempo. 

Pouco mais de 60 mil torcedores lotaram a Fonte Nova e viram o Bahia abir o placar com gol de falta. O rubro-negro virou pra 2x1 com Jackson e Índio. Ainda no 1º tempo, o tricolor passou a frente novamente com Fausto e outro gol de falta de Danilo Rios. O 2º tempo começou com o Bahia vencendo por 3x2, mas o Vitória fez três gols com Apodi e Índio duas vezes e virou para 5x3 aos 25 minutos. Porém, o Bahia não estava morto. O Esquadrão empatou em 5x5 com dois gols aos 41 e 44 minutos. Mas o artilheiro da noite ainda tinha flechas a distribuir, e aos 48 minutos, Índio fez o gol do triunfo. 

Ao final das seis rodadas daquele quadrangular final, o Vitória seria campeão do Baianão e o Bahia vice. O outro Ba-Vi da fase final, na última rodada, terminou num empate em 2x2 no Barradão.


25/04/2007 - Bahia 2x2 Fluminense - Oitavas de Final da Copa do Brasil - Três dias após o clássico dos 11 gols, outro jogo importante. Depois do 1x1 no jogo de ida no Maracanã, com o Bahia conseguindo o gol de empate nos acréscimos do 2º tempo (resultado que culminou na demissão do técnico Joel Santana do comando do tricolor carioca), na semana seguinte o Bahia de Fausto, Moré, Paulo Musse, Ávine, Fábio Saci e do técnico Arthurzinho enfrentou novamente o Flu de Thiago Silva, Arouca, Cícero e do técnico interino Vinícius Eutrópio numa Fonte Nova cheia com 47 mil pagantes (eu era um deles e até hoje recordo com emoção aquela partida). O técnico recém-contratado pelo Fluminense, Renato Gaúcho, estava nos camarotes do estádio vendo o jogo e assumiria o time no dia posterior.

Numa partida movimentada, transmitida em TV aberta para todo Brasil, o Tricolor de Aço esteve duas vezes à frente do placar (sendo que no segundo gol o árbitro não viu que Saci desviou para o gol com o braço), porém cedeu o empate para o Fluminense que acabou se classificando por ter feito mais gols fora de casa no confronto, mas sem vencer o Bahia nos dois jogos. Mesmo tendo perdido o Ba-Vi três dias antes, a torcida do Esquadrão encheu a Fonte Nova pois acreditava que o time tinha condições de passar pela equipe carioca e ir longe na competição, já que os adversários subsequentes eram todos sem grande tradição. Prova disso foi que o Flu depois eliminaria Atlético-PR nas quartas, Brasiliense nas semis e conquistaria o título sobre o Figueirense, garantindo assim vaga na Libertadores de 2008 (em que perderia a final para a LDU nos pênaltis num Maracanã lotado).


07/10/2007 - Bahia 1x0 Fast Clube - Última Rodada da Terceira Fase do Campeonato Brasileiro Série C - O dia que outro atacante chamado Charles entrou para a história do clube. O Bahia vinha fazendo uma campanha bastante irregular e chegou à última rodada da penúltima fase da terceira divisão precisando vencer o Fast do Amazonas, que já não tinha chances de classificação para a fase final, e ainda torcer para que o Rio Branco do Acre, jogando em casa, não vencesse o ABC de Natal, que já estava classificado. Ou seja, tudo levava a crer que o Bahia venceria fácil e que o resultado mais difícil de acontecer seria lá no Acre, há mais de 4 mil quilômetros de distância de Salvador. Mas foi o contrário: o Rio Branco ficou no 0x0 com o ABC (inclusive perdendo um pênalti) e o Bahia só dependia de uma vitória simples para avançar ao octogonal final.

Porém, a tarefa que parecia fácil se tornou complicada. Muito nervoso, o tricolor baiano não oferecia tanto perigo à meta do Fast. O 1º tempo acabou em 0x0, o que gerou vaias da torcida na saída para o intervalo, intervalo este que durou mais de 30 minutos. Malandramente, o Bahia atrasou a volta para o 2º tempo para que o jogo em Rio Branco terminasse antes do de Salvador.

Na etapa final, o juiz teve atuação muito duvidosa. Além do exagero em dar 6 minutos de acréscimos, o árbitro mineiro Rogério Pereira da Costa expulsou dois atletas do Fast e deixou de marcar um pênalti claro para os visitantes, aos 45 minutos. Mesmo assim, o Fast ainda chegou a perder um gol de cara com o goleiro. Mas aos 49 minutos as duas estrelas do tricolor brilharam. Charles, que tinha entrado em campo no 2º tempo, marcou o gol da classificação, para delírio dos quase 9 mil torcedores na Fonte Nova. Ao final do jogo, o técnico Arthuzinho cumpriu a promessa de ir a pé da Fonte Nova até a Igreja do Senhor do Bonfim.

Com o triunfo, o Bahia terminou empatado com os acreanos em número de pontos, número de vitórias e saldo de gols, e acabou se classificando no quarto critério, o número de gols pró.


25/11/2007 - Bahia 0x0 Vila Nova - Penúltima Rodada do Octogonal Final do Campeonato Brasileiro Série C - A tragédia que determinou a última partida da velha Fonte Nova. Mais de 60 mil pessoas estavam no estádio para assistir o jogo do acesso à Série B. Após duas temporadas de sofrimento na Terceirona, o Bahia conseguiu subir de divisão naquele 25 de novembro. Mas o que era pra ser um dia de festa acabou como o dia mais triste da história do futebol baiano.

O jogo seguia empatado quando uma parte da arquibancada do anel superior do estádio não resistiu e cedeu por volta dos 35 minutos do 2º tempo, matando 7 pessoas na hora e deixando dezenas de feridos, numa queda de altura superior a 15 metros. Ao fim do jogo, muitos torcedores, que ainda não sabiam da tragédia, invadiram o campo para comemorar a subida, inclusive causando tumulto ao irem pra cima dos jogadores querendo seus uniformes e ao retirarem partes da grama, dos bancos de reserva e das redes das traves para levarem de recordação. O empate foi suficiente para o acesso, mesmo com o atacante Nonato perdendo um pênalti. Se tivesse vencido o jogo, o Bahia, que terminou na 2ª colocação, possivelmente seria campeão brasileiro da Série C no lugar do Bragantino. 

O estádio ficou fechado desde então e foi escolhido para sediar a Copa de 2014. A completa demolição aconteceu em agosto de 2010 e a reinauguração em abril de 2013.

domingo, 4 de junho de 2017

Mulher-Maravilha

Que bom ver um filme de mulher superpoderosa! Hollywood demorou demais para colocar como protagonista uma personagem feminina. Mas, pelo menos, quando o fez, acertou.

Mulher-Maravilha é um filme na média em relação aos outros de super-heróis. É redondo, com quase nenhuma falha narrativa. Nas suas mais de duas horas de duração o longa oferece algumas surpresas e reviravoltas bem construídas, tais como o verdadeiro vilão Ares, a real história de concepção da heroína e a morte emocionante de um personagem que cresceu em profundidade durante o filme. Além disso, traz debates filosóficos relevantes sobre o papel da mulher na sociedade, os horrores da guerra e a existência do bem e do mal dentro de todo ser humano.

As imagens de Themyscira, a Ilha Paraíso, lar das Amazonas, são belíssimas (foram gravadas no sul da Itália). Foi incrível ver as amazonas montadas em seus cavalos e lutando contra soldados na praia. Falando em embates, as cenas de luta das guerreiras e da Mulher-Maravilha na guerra são muito bem coreografadas, com o slow motion dando um toque especial que me agradou bastante.
O destaque na atuação foi Chris Pine como Steve Trevor, provando pra mim, definitivamente, ser um ótimo ator. Sua relação com Diana é uma das melhores coisas do filme por deixar claro como os dois mundos são tão diferentes, inclusive causando espanto na heroína ver como as mulheres eram tão subjugadas na Europa machista do início do século XX.

A Gal Gadot está linda, de uma beleza paralisante, apesar de ser muito magrinha para encenar uma mulher com tanta força e resistência.

Apesar de ser melhor que Batman vs Superman e Esquadrão Suicida, o que não é lá tão difícil assim, o filme não entrega o mesmo entretenimento que outros da Marvel. Poderia citar 5 ou 6 filmes da rival da DC que eu gostei mais do que Mulher-Maravilha. Destaco como pontos negativos o exagero no uso do CGI, que em alguns momentos soa artificial (como na luta final, aliás, muito escura e cheia de feixes de luz, parecida com a da Trindade contra o Doomsday), e os closes em demasia e fora de hora sobre a Gal Gadot, o que também quebra a sensação do espectador compenetrado de estar imerso no filme.

Espero que na Liga da Justiça a DC possa se superar ainda mais e entregar um longa digno, com boas cenas de luta, humor bem dosado, um vilão ameaçador e justificável, além de diálogos e debates que valham a pena serem discutidos. Mulher-Maravilha já tem um pouco disso tudo.

terça-feira, 30 de maio de 2017

Piratas do Caribe 5 - Homens Mortos Não Contam Histórias

(prefiro este título, que é a tradução literal do título original, a "A Vingança de Salazar", título escolhido para o Brasil)

Piratas do Caribe, assim como a maioria das franquias cinematográficas, só fez piorar com o tempo. Enquanto a trilogia inicial me agradou bastante, o quarto e este quinto filme são apenas "ok". Diverte, tem ação, tem mitologia, mas não chega ao mesmo nível dos três primeiros. Ou seja, a fórmula cansou, o filme foi monótono.

Jack Sparrow está menos engraçado, as reviravoltas são mais previsíveis e a história é menos empolgante. O que salva são as cenas de ação, que continuam incríveis e cômicas (o roubo do cofre levando o banco junto e Jack preso à guilhotina dando voltas e quase perdendo o pescoço são hilárias!), e os efeitos especiais do Capitão Salazar e sua tripulação, que têm partes do corpo faltando. O Salazar, inclusive, é um show à parte, com seu cabelo esvoaçante como se estivesse embaixo d'água e seu sotaque espanhol. 


O Javier Bardem, que já entregou vilões icônicos como o afetado Silva de "007 - Skyfall" e o assassino Chigurh de "Onde os Fracos Não Têm Vez", quando ele ganhou o Oscar, até tenta, mas o roteiro não o faz brilhar como merecia, deixando o Capitão Salazar abaixo de Barbossa, Davy Jones e Lord Beckett no rol dos grandes vilões da franquia. Só se equipara ao também mediano Barba Negra de "Navegando em Águas Misteriosas".

Além do Bardem, outro que se destaca no personagem é o excelente Geoffrey Rush, que interpretou o Capitão Barbossa de forma impecável em todos os filmes, inclusive neste, em que é perceptível as marcas da velhice.

Assim como fiz com Transformers, não irei mais ao cinema assistir Piratas do Caribe. A franquia já deu o que tinha que dar e tinha que ter acabado no auge. Se continuarem a fazer continuações fracas, até o clássico Jack Sparrow pode cair no conceito do público e deixar de ser um dos maiores personagens da história do cinema (inclsuive, foi indicado ao Oscar por sua atuação no "Maldição do Pérola Negra").

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

La La Land

Após apenas duas postagens em 2015 e nenhuma em 2016, estou de volta ao blog. O que me motiva a voltar a escrever por aqui, já que continuo escrevendo muito, só que no Facebook, é que tenho muito a falar sobre algo que não caberia numa postagem de Face. No caso, a crítica de um filme adorável.

Para quem ainda não sabe, La La Land é um musical. Se você não gosta do estilo, dificilmente irá gostar do filme. Eu, que adoro musicais, amei tudo: roteiro, fotografia, direção e, obviamente, a trilha sonora. As músicas são ótimas! Vale a conferida no Spotify (Segue o link: https://play.spotify.com/album/3GU8BzFEAdFSRjc8jZkL3S).



O filme já é um sucesso de público e crítica. Bateu recordes no Globo de Ouro (é o filme mais vitorioso da história da premiação, levando 7 troféus em 7 indicações) e no Oscar (se juntou aos longas A Malvada e Titanic como os filmes com mais indicações ao prêmio, 14 no total. Como a premiação é só no fim de fevereiro, La La Land pode ainda bater outras marcas).

Todas as 14 indicações me parecem merecidas. Não sei se a Academia vai elegê-lo o melhor filme (não o achei tão incrível para tanto, apesar de não ter assistido aos concorrentes para poder dar uma opinião definitiva, mas é sim uma obra que foge ao lugar comum), mas, pelo menos, dois Oscar's estariam em ótimas mãos se forem entregues: melhor atriz e melhor diretor.

Emma Stone está incrível no papel principal, bastante expressiva, muito por conta dos seus imensos e belos olhos verdes, e merece o prêmio, apesar da crítica especializada estar elogiando em demasia a francesa Isabelle Huppert. Quem também faz jus à estatueta é o jovem diretor de apenas 32 ANOS (UAU!!) Damien Chazelle, que vem de outro sucesso, Whiplash (dois filmes, dois êxitos. Que início de carreira desse diretor!). Em La La Land ele constrói (Damien também é roteirista do filme) uma história simples de romance, com o casal se conhecendo e depois se relacionando, mas recheada com muitas referências a musicais clássicos (o vídeo a seguir faz uma comparação dessas referências com as obras originais, principalmente Cantando na Chuva: https://vimeo.com/200550228), um toque de humor, uma fotografia muito bonita, aproveitando a paisagem de Los Angeles, muito colorido, principalmente nos figurinos, além de transmitir uma mensagem romântica que as pessoas corram atrás dos seus sonhos, mesmo parecendo impossíveis e mesmo depois de muitos nãos que a vida dá. Pode parecer clichê, mas o filme não segue pelo caminho usual e entrega um final de quebrar corações, demonstrando as consequências boas e ruins que as nossas escolhas podem nos trazer.

Sobre o outro protagonista do filme, Ryan Gosling canta, dança, sapateia e até toca piano, aliás, divinamente bem, parecendo um profissional com anos de carreira (ele precisou aprender o instrumento para o papel e dispensou dublê nas cenas), mas não entrega uma atuação do nível de sua parceira.

Por fim, La La Land me lembrou bastante Birdman, outro filme que adorei, seja pelos planos-sequência, seja pela Emma Stone, ou por também falar da indústria do cinema.

Curiosidade: Outra Emma, a Watson, famosa pelo papel de Hermione na saga Harry Potter, foi chamada para o papel, mas preferiu fazer outro musical, o live-action da consagrada animação da Disney A Bela e a Fera, que estreia ainda este ano. Já Ryan Gosling fez o caminho inverso: trocou o papel da Fera pelo Seb de La La Land. O Globo de Ouro ele já levou.