História nota 6. Elenco nota 10. Média: 8!!
Pois é, eu gostei bastante do filme. Apesar de durar 3 horas, não fiquei entediado em nenhum momento. Até porque são narradas seis histórias distintas, em seis épocas diferentes, que sozinhas já são interessantes. Porém, elas estão todas conectadas. E essa é a graça do filme: achar as conexões entre as tramas.
O filme fala de reencarnação. Como dito numa cena: "a morte é uma porta que nos leva a outros lugares". Tudo de bom ou de ruim que você faça agora refletirá nas suas vidas futuras e as pessoas que fazem parte da sua vida atual também fizeram e farão parte em outras vidas, não necessariamente cumprindo o mesmo papel. É tipo o princípio do espiritismo. Mas o filme não é nada religioso, ele apenas usa esse ideal de vidas passadas como justificativa para o que acontece com os personagens em todas as histórias.
O legal de tudo isso é ver os atores nessas seis histórias. A caracterização deles é incrível!! Um mesmo ator vive, dependendo da história, homem, mulher, preto, branco... Algumas vezes eles estão irreconhecíveis. Quem mais se transforma é o Hugo Weaving, que interpreta um alemão apaixonado por uma judia em plena Segunda Guerra, uma mulher truculenta (se é que aquilo era mulher mesmo), um demônio que fica assombrando um cara, dentre outros.
Enfim, um filme diferente de tudo que já foi visto: três diretores comandam essas seis histórias, um elenco recheado de Oscar's (quatro atores premiados) que se repetem em personagens totalmente diferentes... Não é filme de se assistir uma vez só. Com certeza alguma coisa me passou despercebida durante as 3 horas.
O titulo aqui no Brasil é a única coisa que não me agradou. "A Viagem" é muito genérico, apesar que a tradução literal do título original (Cloud Atlas, algo como Atlas das Nuvens) não atrairia muita gente para as salas de cinema...
E que a morte não seja realmente o fim. Tomara que a gente viva outras vidas para pagar ou gozar do que fizemos nas encarnações passadas. Essa é a minha esperança.

