segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

A Viagem (Cloud Atlas)

História nota 6. Elenco nota 10. Média: 8!!


Pois é, eu gostei bastante do filme. Apesar de durar 3 horas, não fiquei entediado em nenhum momento. Até porque são narradas seis histórias distintas, em seis épocas diferentes, que sozinhas já são interessantes. Porém, elas estão todas conectadas. E essa é a graça do filme: achar as conexões entre as tramas.

O filme fala de reencarnação. Como dito numa cena: "a morte é uma porta que nos leva a outros lugares". Tudo de bom ou de ruim que você faça agora refletirá nas suas vidas futuras e as pessoas que fazem parte da sua vida atual também fizeram e farão parte em outras vidas, não necessariamente cumprindo o mesmo papel. É tipo o princípio do espiritismo. Mas o filme não é nada religioso, ele apenas usa esse ideal de vidas passadas como justificativa para o que acontece com os personagens em todas as histórias.

O legal de tudo isso é ver os atores nessas seis histórias. A caracterização deles é incrível!! Um mesmo ator vive, dependendo da história,  homem, mulher, preto, branco... Algumas vezes eles estão irreconhecíveis. Quem mais se transforma é o Hugo Weaving, que interpreta um alemão apaixonado por uma judia em plena Segunda Guerra, uma mulher truculenta (se é que aquilo era mulher mesmo), um demônio que fica assombrando um cara, dentre outros.

Enfim, um filme diferente de tudo que já foi visto: três diretores comandam essas seis histórias, um elenco recheado de Oscar's (quatro atores premiados) que se repetem em personagens totalmente diferentes... Não é filme de se assistir uma vez só. Com certeza alguma coisa me passou despercebida durante as 3 horas.

O titulo aqui no Brasil é a única coisa que não me agradou. "A Viagem" é muito genérico, apesar que a tradução literal do título original (Cloud Atlas, algo como Atlas das Nuvens) não atrairia muita gente para as salas de cinema...

E que a morte não seja realmente o fim. Tomara que a gente viva outras vidas para pagar ou gozar do que fizemos nas encarnações passadas. Essa é a minha esperança.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

As Aventuras de Pi

Eu fui ao cinema esperando assistir uma coisa, mas vi outra. Tirando essa decepção inicial, o filme também não é lá essas coisas. Porém, tenho certeza que os religiosos, principalmente os católicos, vão adorar. Ele fala de fé. De crer ou não em Deus. O roteiro segue a mesma linha do best-seller "A Cabana".

Graças ao filme eu pude aprender que no meio do Oceano Pacífico tem tubarões, baleia, tubarão-baleia, peixes voadores, águas-vivas...E graças ao 3D, que por sinal é muito bem explorado, tomei mais susto que assistindo filme de terror. Aliás, não sei o que tanta criança fazia na sala de cinema. Esse não é um filme infantil. Tem uns bichos e tal, mas o filme é complexo e longo. As crianças só se divertiram em algumas poucas cenas. Ou seja, acho que os pais também foram pegos de surpresa, assim como eu...

Um ponto positivo é o realismo dos animais. O tigre parece de verdade, sendo que em grande parte do filme ele foi criado por computação gráfica.

No final, ele deixa uma metáfora bastante interessante. Cabe a você escolher a história que mais lhe agrada.