quinta-feira, 31 de julho de 2014

Transformers - A Era da Extinção

O quarto filme da franquia Transformers não apresenta nada de novo. Segue a mesma linha dos antecessores: história besta e muita explosão. Ou melhor, a única novidade são os atores principais, diferentes dos protagonistas dos três filmes anteriores, mas os personagens que eles interpretam cumprem o mesmo papel no enredo do filme: tem um cara comum, sem relevância nenhuma para a sociedade, que descobre e ajuda os Autobots; tem uma magrela bonita que só veste shorts curtíssimos; e tem um excêntrico engravatado responsável pelas partes "engraçadas".



Transformers é mais um exemplo daqueles filmes que eram pra ter acabado no segundo ou terceiro longa. Mas como a franquia dos carros-robôs-alienígenas dá muito dinheiro, muito mesmo, vários outros Transformers ainda estão por vir. O primeiro filme, de 2007, foi muito bom, graças principalmente à produção executiva de Steven Spielberg, que imprimiu vários de seus elementos no longa. O segundo, de 2009, foi fraco, mas arrecadou mais grana, talvez pela expectativa gerada após o primeiro filme. O terceiro, de 2011, foi um sucesso, arrecadando mais de 1 bilhão de dólares e ocupando o posto de sétima maior bilheteria da história.

E o quarto já é a maior bilheteria deste ano, e não vai demorar a chegar na casa dos bilhões. Mesmo assim, consegue ser o pior de todos. Não sei se essa sensação se deve ao fato do meu cérebro já estar saturado com a mesma história. Não sei se é pelo fato do filme ter um enredo confuso, com várias incongruências, sem nexo e realismo. Não sei se é pelo fato do filme durar demais, com a gente torcendo pra ele acabar logo, com o tempo demorando a passar. Não sei se é pelo fato do filme ter vários personagens, vários vilões sem propósitos...

Porém, se você gostou dos outros três filmes, deverá gostar desse também. Afinal, tem tudo que um blockbuster precisa ter. Quando você pensa que o Michael Bay, diretor dos quatro filmes, já elevou o nível de destruição ao máximo, depois de ter acabado com Chicago há três anos, ele se supera e destrói Hong Kong inteira!! Coitados dos chineses...

É o típico filme que deve ser assistido no cinema, com aquela telona em alta definição. Tem muita câmera lenta, muita explosão, muita ação, muita destruição, muita luta... O que vale é o espetáculo visual. A história que se dane!! O 3D, assim como nos filmes anteriores, vale muito a pena. 

Ah, o filme também tem o Megatron, líder dos Decepticons. Pois é, aconteça o que acontecer, ele não morre!! Incrível como em todo filme eles arranjam uma forma de ressuscitar o vilão. Como já estão confirmados mais dois novos filmes, o Megatron ainda deverá morrer e renascer mais algumas vezes. Mas, depois de ter assistido a três dos quatro filmes no cinema, eu prometo não desperdiçar mais meu dinheiro e meu tempo com esses robôs enquanto o Michael Bay estiver à frente.

sábado, 19 de julho de 2014

A Copa das Copas

Eu sou um privilegiado. Assisti uma Copa do Mundo ao vivo, nos estádios. Vi clássicos como Espanha x Holanda, Alemanha x Portugal, a partida de quartas-de-final entre Holanda e Costa Rica, e ainda fui agraciado com a final da Copa, no Maracanã. Nem nos meus maiores sonhos poderia imaginar tamanha sorte. Sem contar os dois grandes jogos que vi ano passado pela Copa das Confederações: Brasil 4x2 Itália e Uruguai (2) 2x2 (3) Itália. A Copa 2014, que vai ficar na história como uma das melhores dentro e fora dos gramados, foi vivida intensamente por mim. Cumpri a promessa de assistir a todos os 64 jogos da competição. Não me arrependo, apesar de ter ficado um mês inteiro de frente pra televisão, quase sem sair de casa, e assistindo, algumas vezes, jogos não tão legais assim.

Mas não posso reclamar. Vi com esses olhos que a terra há de comer jogadores que sempre admirei. Robben, Van Persie, Sneijder, Casillas, Iniesta, Xavi, Messi, Agüero, Lahm, Kroos, Klose, Neuer, Schweinsteiger, Müller, Cristiano Ronaldo... Sem contar Cavani, Luis Suárez, Forlán, Neymar, David Luiz, Balotelli, que pude ver jogarem na Fonte Nova ano passado.

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Philipp Lahm ergue a Copa do Mundo no Maracanã
Mas a Copa foi boa não só pra mim. Foi boa para os brasileiros, que viram o mundo se render à receptividade e alegria deste povo. Foi boa para a presidenta Dilma, que apesar de não entregar prontas muitas das suas promessas quanto a aeroportos, infraestrutura e telecomunicações, viu o futebol superando qualquer adversidade extra-campo, como engarrafamentos, furtos e roubos, atrasos nos voos. Sem contar a grande operação da Polícia Civil do Rio, que foi manchete em todo mundo ao prender o britânico Raymond Whelan, diretor executivo da Match, única empresa autorizada pela Fifa para venda de ingressos da Copa, sob acusação de participar de um esquema de venda ilegal de ingressos que operou nas últimas 4 edições do torneio. O país da impunidade, que estaria se submetendo a todas as exigências da Fifa, deu uma resposta daquelas!!!

Porém a Copa foi boa mesmo pra Alemanha que, depois de um vice e dois terceiros lugares nas últimas 3 Copas, foi campeã jogando o melhor futebol do torneio e sem contar com dois grandes jogadores que poderiam facilmente ser titulares do time: Gündoğan e Reus, ambos do Borussia Dortmund, e que não se recuperaram de lesões a tempo do mundial. Uma pena, pois eles mereciam essa honra (sou fã dos dois!). Contudo, eles têm idade e futebol para estarem na Copa de 2018, brigando por este título.

E a Alemanha conquistou a Copa também fora dos gramados. Deram um show de simpatia. Vestiram a camisa do Bahia, tentaram cantar o hino do time abraçados com o povo da região, dançaram com índios pataxós, doaram dinheiro para reconstrução de escola e para realização de 23 cirurgias de crianças brasileiras, pediram respeito ao Brasil depois daquela goleada sofrida nas semifinais, exaltaram as belezas naturais e o povo do nosso país nas redes sociais... Isso tudo mesmo depois de não terem tido uma vida fácil na campanha do tetra. Os alemães jogaram as três partidas da primeira fase no Nordeste, sendo que duas delas foram às 13 horas. Depois tiveram que viajar até o Sul do país e encararam uma temperatura bem menor do que a que eles vinham encontrando, tanto que alguns jogadores ficaram gripados devido essa mudança de temperatura. E nas quartas-de-final ainda tiveram que jogar novamente às 13 horas.

A seleção argentina também fez uma grande Copa. Chegaram a uma final depois de 24 anos. A defesa, que era tão contestada antes da Copa, fez um grande trabalho, tomando apenas um gol nos 4 jogos do mata-mata, justamente o de Götze na grande final. Lionel Messi, enfim, jogou bem numa Copa, marcando 4 gols e sendo decisivo pra seu time em pelo menos 4 partidas. Foi eleito o melhor jogador do torneio pela Fifa, além de ter sido o jogador mais vezes eleito como o "Homem do Jogo". Com 26 anos, ainda resta a ele, no mínimo, mais uma Copa. Ele mostrou aqui no Brasil que não é só jogador de clube, sendo peça chave na ótima campanha da Argentina. Está a apenas 12 gols de ser o maior artilheiro da história da sua seleção. Fez da final no Maracanã o jogo de sua vida. Não foi desta vez. Quem sabe em 2018.


RECORDES E NÚMEROS


Vamos aos números que comprovam a grandeza desta Copa do Brasil:

  • O alemão Miroslav Klose se tornou o maior artilheiro da história das Copas do Mundo ao marcar 2 gols nesta Copa, chegando aos 16 e ultrapassando os 15 de Ronaldo. Além disso, também tornou-se o 3º jogador a marcar gols em 4 Copas diferentes, assim como Pelé e o também alemão Seeler. Klose é também o maior artilheiro da seleção alemã, com 71 gols.
  • O goleiro italiano Gianluigi Buffon tornou-se o 3º jogador a participar de cinco Copas do Mundo, assim como o goleiro mexicano Antonio Carbajal e o alemão Lothar Matthäus.
  • Outro goleiro recordista nesta Copa foi o colombiano Faryd Mondragón, que aos 43 anos e 3 dias, bateu o recorde do camaronês Roger Milla de jogador mais velho a disputar uma partida de Copa do Mundo.
  • Esta foi a Copa com a 2° maior média de público da história, com 53.591 pessoas por jogo. Só perde para a Copa de 94 nos Estados Unidos, com uma média de 68.991 por partida.
  • A média de gols da Copa foi de 2,67, superior às últimas 3 Copas!! Foi a Copa, junto com a da França em 98, que mais teve gols: 171. Outro recorde!!
  • Apesar da fama que obteve durante o torneio devido às grandes goleadas aplicadas (Espanha 1x5 Holanda, Alemanha 4x0 Portugal, Suíça 2x5 França), a Fonte Nova não foi o estádio com a maior média de gols desta Copa. A arena baiana ficou com média de 4 gols/jogo, inferior a média do Beira-Rio, que sediou um jogo a menos em relação à Fonte, e foi o estádio com maior média: 4,4 gols/jogo.
  • Mesmo com a ótima média de gols, os goleiros conseguiram se destacar nesta Copa com grandes defesas. Enquanto renomados goleiros como Casillas e Buffon não foram bem, outros tantos surpreenderam. Keylor Navas, da Costa Rica, M'Bolhi, da Argélia, Bravo, do Chile, Ochoa, do México foram decisivos nas boas campanhas de suas seleções. Sem contar o Manuel Neuer, da Alemanha, que além de ser um paredão debaixo das traves, atuava muitas vezes como um zagueiro quando seu time estava no ataque, jogando até fora da grande área para fazer a cobertura em caso de contra-ataques. Um dado que comprova o sucesso dos goleiros nesta Copa é o do americano Tim Howard, que estabeleceu o recorde de mais defesas em um jogo: 16, contra a Bélgica pelas oitavas-de-final. 
  • A Holanda foi a primeira seleção na história a utilizar todos os 23 jogadores. E o Van Gaal, técnico da Holanda, não satisfeito, aprontou outra: colocou o goleiro reserva no finzinho da prorrogação, só para a disputa de pênaltis. E deu certo: Tim Krul entrou, fez duas defesas, e classificou o time para as semifinais.
  • A Alemanha foi o primeiro país fora do continente americano a ganhar uma das oito Copas disputadas na América. E assim como Itália e Brasil, conquistou seu 4º mundial 24 anos após o tricampeonato.
  • O Brasil sofreu sua pior derrota na história: 1x7 para a Alemanha, nas semifinais. Este resultado foi também a pior derrota de um anfitrião em Copas e a maior goleada já registrada em uma semi-final de Copa do Mundo.
  • Este recorde foi estabelecido antes da bola rolar: pela primeira vez em 20 Copas disputadas, tivemos 3 seleções campeãs do mundo num mesmo grupo: Inglaterra, Itália e Uruguai. Nas quartas-de-finais outro recorde: foi a primeira vez que todos os 8 primeiros colocados dos grupos na 1ª fase avançaram às quartas de final.

FATOS HISTÓRICOS

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Golaço de James Rodríguez nas oitavas, no Maracanã
Poucos acreditavam no sucesso da Copa no Brasil. Depois das manifestações nas ruas da população revoltada com os altos valores investidos na construção e reforma dos estádios, depois da não conclusão de várias obras de infraestrutura previstas para o evento, depois do superfaturamento e dos atrasos na entrega dos estádios, depois de alguns dos maiores craques do mundo se lesionarem e serem cortados, como Falcão García, Jesús Navas e Ribéry, a Copa do Brasil, realmente, não prometia muita coisa. Mas a Copa das Copas foi um sucesso, não só pela presença massiva de torcedores, pelas festas dentro e fora dos estádios, ou pela chuva de gols. A Copa ficará na história por fatos como estes:

  • GOLAÇOS: O que falar dos golaços?! O peixinho de Van Persie contra a Espanha, o chute de primeira de Cahill contra a Holanda, a conclusão de fora da área sensacional de James contra o Uruguai, a velocidade e precisão de Messi contra a Bósnia e Herzegovina.

  • TECNOLOGIA: Pela primeira vez na história foi utilizada a tecnologia na linha do gol para avisar aos árbitros se a bola passou inteiramente pela linha do gol. Erros deste tipo foram marcantes em outras Copas. Na final da Copa de 1966, Inglaterra e Alemanha estavam empatando quando um gol irregular da seleção inglesa, pois a bola bateu na linha e não entrou totalmente, foi validado pelo árbitro na prorrogação, interferindo diretamente no resultado do jogo. Outro erro, mais recente, foi na Copa de 2010, na África, também entre Alemanha e Inglaterra. Pelas oitavas-de-final, quando o jogo estava 2x1 para os alemães, o inglês Frank Lampard deu um chute de fora da área e a bola bateu no travessão, passou pela linha do gol, e depois saiu. O árbitro da partida não assinalou o gol legítimo dos ingleses, que seriam eliminados naquela partida.
  • NOTA 9,25: O presidente da Fifa, Joseph Blatter, declarou que esta foi a melhor Copa que ele esteve, dando uma nota de 9,25 para o torneio. Esta foi a 10ª Copa do dirigente, na Fifa desde 1975.
  • SUCESSO NOS EUA: O interesse dos americanos pela Copa surpreendeu o mundo do futebol. Teve desde o presidente Obama interrompendo reuniões para assistir ao jogo da seleção norte-americana, até a audiência dos jogos na TV sendo superiores às finais da NBA e do beisebol. Eu já tinha falado sobre este sucesso entre os americanos aqui no blog.(http://intelectodefilipe.blogspot.com.br/2014/06/os-americanos-se-rendem-ao-soccer.html).

  • A MORDIDA: O uruguaio Luis Suárez foi um dos nomes desta Copa. Eleito o melhor jogador do Campeonato Inglês na última temporada, quase foi cortado da Copa devido a uma lesão no menisco. Depois de conseguir se recuperar da cirurgia no joelho, ele jogou o segundo jogo do Uruguai e foi o principal responsável pela vitória de 2x1 sobre os ingleses, que manteve a Celeste viva na competição. Mas no terceiro jogo, contra a Itália, Suárez perdeu a cabeça e mordeu o ombro do zagueiro Chiellini. A Fifa lhe impôs a maior punição já vista na história das Copas: nove jogos de suspensão, além da proibição de exercer qualquer atividade no futebol pelos próximos quatro meses, e uma multa no valor de US$ 111 mil. Ele só vai poder entrar em campo pelo seu novo clube, o Barcelona, em outubro.

  • OS COSTARRIQUENHOS: A Costa Rica foi a grande surpresa da Copa. Num grupo tido como um dos mais difíceis da história, com 3 campeões mundiais, venceu dois deles, se classificou em primeiro do grupo, e ainda saiu da Copa nas quartas-de-final sem perder: foi eliminada nos pênaltis pela Holanda.

  • ROBBEN: Arjen Robben, 30 anos, foi na minha opinião o melhor jogador da Copa. O holandês infernizou as defesas adversárias com sua velocidade e habilidade. Foi decisivo na goleada sobre a Espanha e também nas vitórias sobre Chile e México. Porém, não conseguiu mostrar seu futebol nos confrontos das quartas, contra a Costa Rica, e das semis, contra a Argentina, quando a Holanda não marcou nenhum gol. Talvez por isso a Fifa tenha decidido entregar o troféu de craque da Copa para Lionel Messi, que conseguiu levar sua seleção à final, sendo decisivo ao marcar gols importantes durante toda a caminhada.

    O craque da Copa: Arjen Robben



OS MELHORES DA COPA


Com toda a legitimidade de quem assistiu a todos os jogos da Copa, elejo, humildemente, os melhores jogadores em suas posições:

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Manuel Neuer
G: Manuel Neuer, da Alemanha, pelo conjunto da obra. Mas a escolha foi difícil. Keylor Navas, da Costa Rica, e Raïs M'Bolhi, da Argélia, foram muito bem, mesmo não contando com a proteção de uma zaga tão eficiente como a alemã.

Mats Hummels
LD: Philipp Lahm, da Alemanha, que começou a Copa no meio-campo, mas não conseguiu jogar todo o seu futebol. Quando voltou pra lateral-direita, no jogo contra a França pelas quartas-de-final, posição na qual está mais acostumado a jogar, ele foi peça importantíssima nas partidas decisivas. Destaco também o mexicano Miguel Layún, que além de defender, apoiou bastante o ataque da sua seleção.

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Stefan de Vrij
Z: Mats Hummels, também da Alemanha, e Stefan de Vrij, jovem holandês de 22 anos, são os meus escolhidos. No meu banco de reservas estaria outro holandês, Ron Vlaar, que apesar de grandalhão, é muito rápido e inteligente nos desarmes.

Marcos Rojo
LE: Marcos Rojo, da Argentina, foi uma das surpresas desta Copa. Defendeu bem, mas foi no ataque que ele se destacou, arriscando chutes de fora da área e marcando até gol, contra a Nigéria, na 1ª fase. Outra grata surpresa foi Daley Blind, holandês que jogou em várias posições nesta Copa, e se destacou logo no primeiro jogo, na goleada frente a Espanha, quando deu duas belas assistências para Van Persie e Robben marcarem.
Toni Kroos

MC: Toni Kroos, da Alemanha, Javier Mascherano, da Argentina, e James Rodríguez, da Colômbia, foram os melhores meio campistas desta Copa. O alemão com seus belos passes, o argentino com seus desarmes certeiros e o colombiano com sua habilidade e seus gols. Apesar ter gostado muito da sua participação na Copa, Bastian Schweinsteiger não tem vaga nesse meio. Seria o reserva imediato.

James Rodríguez
AT: Estes 3 são quase unanimidades: os já citados Arjen Robben e Lionel Messi formariam o ataque da seleção dos sonhos com o alemão Thomas Müller. Joel Campbell, da Costa Rica, fez uma excelente Copa, mas está longe desses três. E o brasileiro Fred, teria vaga??


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Thomas Müller
T: O colombiano Jorge Luis Pinto, que fez um trabalho sensacional com a Costa Rica. Mas o Louis Van Gaal, da Holanda, também deu show!! Escalou os 23 jogadores (algo inédito), colocou o goleiro só para a disputa de pênaltis (também inédito), e nas entrevistas coletivas desceu o sarrafo na Fifa em várias oportunidades. Menção honrosa também para o técnico da Argentina, Alejandro Sabella, que faz a seleção jogar como há muito não se via.


IMAGENS PARA SEMPRE

Pra fechar com chave de ouro este post sobre a Copa, uma seleção de vídeos que ilustram o que foi a Copa das Copas e emocionam a todos os apaixonados por esse esporte.







Além destes 4, tem esse com as melhores defesas da Copa, retirado do site do canal SporTV: http://globotv.globo.com/sportv/copa-2014/v/confira-o-top-10-defesas-mais-bonitas-da-copa-pelo-selecao-sportv/3480029/

E também a queima de fogos no encerramento da Copa, no Maracanã, gravado por mim, com o coração cheio de alegria:




Depois de vivenciar esta Copa MARAVILHOSA, o que vai ter de brasileiro viajando pra Rússia daqui a 4 anos..

domingo, 6 de julho de 2014

SÓ FALTAM 4!!!!

Agora só tem cachorro de raça!! Agora só tem bicho grande!!


A Copa 2014, uma das melhores de todos os tempos, chega a sua semana final. Restam 4 seleções. Restam 4 jogos. No próximo domingo, no templo do futebol, o Maracanã, saberemos quem será o novo campeão!

Brasil, Alemanha, Argentina e Holanda. Todas as quatro tem totais condições de serem campeãs. Serão as semifinais com maior número de títulos na história: 10. Brasil sem Neymar e Argentina sem Di Maria podem resultar num favoritismo europeu nos confrontos. Mas, no fundo, todos sabemos que não existe favoritismo entre Brasil x Alemanha e nem entre Argentina x Holanda. Não dá pra prever nada!

Quem quer que passe, qualquer que seja o confronto, teremos uma final histórica. Vejamos as possibilidades:

Alemanha x Holanda: Seria a repetição da final de 74, quando a Holanda encantou o mundo com o "futebol total" de Rinus Michels e seu craque Johan Cruyff. Depois de eliminar o Brasil, atual campeão, a Holanda chegou à final como favorita, e iria enfrentar a Alemanha, que era a dona da casa e tinha como principais jogadores o atacante Gerd Müller e o zagueiro e capitão Franz Beckenbauer. Assim com em 54, quando os alemães venceram a Copa em cima da também favorita Hungria do craque Ferenc Puskás, a Alemanha repetiu o feito e conquistou o título com uma vitória de 2x1 sobre os holandeses.

A Holanda conseguiu se vingar desta derrota na Eurocopa de 1988, também disputada na Alemanha. Eliminou os donos da casa nas semifinais com uma vitória de virada por 2x1, com o segundo gol sendo marcado por Marco van Basten aos 43 minutos do 2º tempo. Na final, os holandeses derrotaram a União Soviética, no mesmo Estádio Olímpico de Munique onde tinham perdido a final pros alemães em 74, conquistando assim seu único título. Este time, que também era treinado por Michels, tinha craques do nível de Rijkaard e Gullit.

Esta seria a final dos vices: a Holanda foi vice 3 vezes e não ganhou nenhuma Copa, enquanto a Alemanha acumula 4 vices, apesar de ter sido campeã outras 3 vezes.

Alemanha x Argentina: Seria a primeira vez que uma final se repetiria pela 3ª vez na história das Copas. As duas seleções decidiram as Copas de 86 e 90, único caso na história da competição com duas finais seguidas entre as mesmas seleções. Em 86, no México, deu a Argentina de Maradona. Em 90, na Itália, deu Alemanha de Matthäus.

Outro combustível para esta possível final: a Argentina foi eliminada nas últimas duas Copas nas quartas de final, justamente para os alemães. Tão engasgados.

Brasil x Holanda: Outra final com vários resquícios históricos. Brasil e Holanda se enfrentaram 4 vezes em Copas do Mundo, sendo que cada um eliminou o outro 2 vezes. O Brasil tirou a Holanda da Copa de 94, num jogo de 5 gols pelas quartas de final, todos marcados no 2º tempo, onde o Brasil vencia por 2x0, deixou a Holanda empatar, mas garantiu a vitória com um golaço de falta do lateral Branco, e tirou da Copa de 98, numa semifinal que terminou empatada em 1x1, e foi decidida nos pênaltis.

Já a Holanda nos eliminou na Copa de 74, quando éramos os atuais campeões, num jogo já citado aqui, e na última Copa, em 2010 na África do Sul, com aqueles dois gols de Sneijder nas quartas de final. Ou seja, seria o tira-teima, justamente numa final de Copa. Lembrando que a Holanda foi duas vezes vice-campeã enfrentando na final os donos da casa (Alemanha em 74 e Argentina em 78).

Brasil x Argentina: Deste jogo eu não preciso falar nada. A final mais esperada em todos os tempos, inclusive por mim. Não há palavras para descrever uma final Brasil x Argentina no Maracanã. Que os deuses do futebol nos deem este privilégio.

QUEM MAIS QUER??


Quando eu digo que não há favoritos entre estas 4 seleções, eu falo não só pelo seus grandes jogadores ou seus esquemas de jogo, mas sim pela sede de vitória que os acompanham.

Os brasileiros tem toda a pressão de ganhar esta Copa em casa. A final de 50, o famoso Maracanazo, até hoje assombra o país. A torcida não espera outro resultado desta seleção. Não aceitariam outro fracasso em casa. Mesmo não tendo o melhor elenco, mesmo não tendo jogado o melhor futebol, o Brasil tem na força de sua torcida e na vontade de vencer os seus trunfos para esta fase final. Neymar, David Luiz, Julio Cesar, Thiago Silva, Felipão, todo mundo, quer ser campeão em casa. #BoraBrasilMinhaPorra

Os alemães também estão salivando por esta taça. Há 24 anos que não ganham uma Copa. Mas sempre chegam na briga. Foram vice em 2002 e terceiro em 2006 e 2010. Seu último título de expressão foi a Euro de 96. Nas duas últimas Euros, também chegou perto mas ficou sem o título: vice em 2008 e terceiro em 2012. Esta geração, cheia de bons jogadores, tenha talvez sua última chance de conquistar a Copa. Eles estão cansados de bater na trave. Lahm, Klose, Podolski, Schweinsteiger: é tudo ou nada para eles. 

Os holandeses também não querem mais saber de quase. Já foram 3 vezes vice: 74, 78 e na última Copa, na África do Sul, quando perdeu pra Espanha na prorrogação. Ainda foi eliminada numa semifinal nos pênaltis para o Brasil, em 98. Esta geração, com muitos jogadores do elenco vice-campeão de 4 anos atrás, entre eles Robben, Sneijder, Kuyt e Van Persie, também tem a última chance de entrar para a história do futebol.

Os argentinos não sabem o que é conquistar um título há mais de 20 anos. Sua última taça foi a Copa América de 93. Messi, o maior jogador deste milênio, já disse que ser campeão do mundo é a única coisa que falta na sua carreira. E, diferente das outras duas Copas que disputou, nesta ele tá jogando muito, sendo decisivo pra sua seleção.

Difícil dizer quem quer mais. Neymar, Robben, Lahn ou Messi? Todos sonham com este título. A Alemanha tem o melhor conjunto dos 4, um elenco entrosado com bons jogadores em todas as posições. A Holanda tem Robben, o melhor jogador desta Copa. A Argentina tem Messi, o craque maior dos nossos tempos, que está se mostrando aquele Messi que todos conhecem, decidindo as partidas. E o Brasil tem a torcida de 200 milhões de apaixonados, tem uma boa dupla de zaga, mas não tem mais o Neymar. Pelo menos não dentro de campo. Mas, tenho certeza, ele está nos corações dos jogadores. Vamos ganhar esta Copa por ele.