Eu não tinha por que assistir a esse filme. Não gostei de nenhum dos outros quatro (sim, quatro, já que não assisti o terceiro, Desafio em Tóquio). Mas como uma amiga queria assistir, e não tinha nenhum outro filme em cartaz que eu estivesse com vontade de ver, fui sem muitas expectativas..
E não é que eu gostei?! O sexto filme da franquia foi o único que eu achei legal. Continua com as mesmas mentiradas de sempre, com sequências de perseguição impossíveis, exageradas, que só acontecem no cinema. Mas como se trata de um filme de ação, e o público espera coisas desse tipo, não podemos condenar esses exageros. A ação, que é o que importa, está garantida. E o enredo até que não é ruim como o dos anteriores, apesar de o acaso favorecer os "mocinhos" sempre que preciso for.
Pegando carona nos títulos brasileiros dos outros filmes, bem que esse poderia se chamar Desafio em Londres ou Operação Londres. Como a maior parte da história se passa na capital britânica, e o anterior foi ambientado no Rio de Janeiro, algumas comparações entre as duas cidades são feitas, sempre colocando Londres num patamar acima do Rio. Tipo assim: em Londres a polícia funciona, há tecnologia, não é que nem naquele lugarzinho de terceiro mundo chamado Brasil. Mas já estamos acostumados com essa visão que Hollywood tem do nosso país. Inclusive, em Velozes e Furiosos: Operação Rio, eles sempre que podiam tratavam a capital carioca como uma terra atrasada, cheia de corruptos e criminosos, onde a lei não tem vez.
Apesar de mais uma vez falarem mal do Brasil, nós temos melhores atores que o Vin Diesel. Ele é um ator tão bom quanto meu joelho esquerdo. O meu joelho direito atua melhor. Quanto as tiradas cômicas, que não podem faltar, na maioria das vezes protagonizadas pelo Tyrese Gibson ou pelo rapper Ludacris, temos algumas poucas engraçadas, e muitas outras nem tanto.
As cenas de luta são ótimas e temos várias durante o filme. Encontraram até um fortão maior que o The Rock!! E até as mulheres brigam!! O filme tem também uma pequena participação da Rita Ora. E a certa altura, quando eu pensei que o clímax do filme já tinha acontecido, eis que ocorre uma reviravolta. Foi durante essa cena derradeira que eu descobri que a Lusitania tem a maior pista de decolagem do mundo!! Quem assistir vai entender.
Pois é, o filme conseguiu me surpreender algumas vezes, e deve ser por isso que eu gostei tanto. Quem diria, mas um Velozes e Furiosos me deixou impressionado. O vilão do próximo filme, que é apresentado no fim deste, promete! Quem assistiu aos filmes Carga Explosiva sabe que ele dirige bem a beça.
Sejam muito bem-vindos a este meu cantinho. Sou jornalista apaixonado por futebol, música, viagens, carnaval e cultura pop. Trataremos de vários assuntos, pois vários assuntos me interessam. Prefiro saber um pouco de tudo do que saber muito sobre uma coisa só. Espero que meu intelecto, em constante aperfeiçoamento, seja engrandecido com a participação de vocês, leitores e amigos. Como escrevo por hobby, as postagens não têm periodicidade.
sexta-feira, 31 de maio de 2013
terça-feira, 30 de abril de 2013
Homem de Ferro 3
Olá fiéis leitores!!
Hoje venho falar do filme que abre a Fase 2 do Universo Marvel nos cinemas. Apesar dele não deixar nenhuma pista do que virá a seguir, diferente do que aconteceu nos filmes da Fase 1, que estavam todos conectados de alguma forma.
A única novidade de Homem de Ferro 3 é a troca do diretor. Jon Favreau, que dirigiu os dois primeiros filmes e que também atua no papel de Happy Hogan, fiel motorista e guarda-costas do personagem principal, abriu mão dessa terceira parte da franquia, que ficou sob a batuta de Shane Black. Eu, que adorei os dois primeiros filmes, achei esse o pior dos três. Não que ele seja ruim.
Hoje venho falar do filme que abre a Fase 2 do Universo Marvel nos cinemas. Apesar dele não deixar nenhuma pista do que virá a seguir, diferente do que aconteceu nos filmes da Fase 1, que estavam todos conectados de alguma forma.
A única novidade de Homem de Ferro 3 é a troca do diretor. Jon Favreau, que dirigiu os dois primeiros filmes e que também atua no papel de Happy Hogan, fiel motorista e guarda-costas do personagem principal, abriu mão dessa terceira parte da franquia, que ficou sob a batuta de Shane Black. Eu, que adorei os dois primeiros filmes, achei esse o pior dos três. Não que ele seja ruim.
O filme repete a tática que foi utilizada nos dois primeiros longas e que tanto deram certo: muito humor, principalmente devido à ironia e ao egocentrismo do Tony Stark, e muita ação, sempre com cenas de arrepiar. Os diálogos são muito bons, e mesmo nas partes mais tensas, mais sérias, o roteiro não perde a chance de lascar uma piada.
As atuações também foram ótimas!! O Robert Downey Jr. é o Tony Stark/Homem de Ferro. Ele e o personagem se confundem de tal forma, que fica difícil separá-los. O Sir Ben Kingsley no papel de Mandarim dá um show, aliás, como sempre. Agora quem me surpreendeu foi o Guy Pearce no papel do vilão Aldrich Killian. Nota 10!!
Em relação aos dois filmes anteriores, o diretor Shane Black fez também duas mudanças que eu achei bastante interessantes. Primeiro que o Tony Stark aparece mais que o Homem de Ferro. Se antes a armadura era mais importante, nesse filme os conflitos internos do Stark foram mais explorados, dando mais tempo de tela para a atuação do Downey Jr. Segundo, a participação mais ativa da Gwyneth Paltrow, que em Homem de Ferro 3 fez parte até das cenas de ação. Ela ganhou mais espaço, o que é justo.
Porém, o filme também tem seus erros. Os vilões, na minha opinião, não foram bem aproveitados. O Mandarim não foi nada do que eu esperava. Uma decepção. Outros dois vilões, Coldblood e Poder de Fogo, não tinham nada a ver com o que era descrito nas revistas em quadrinhos do super-herói. Só tinham o nome. Estavam totalmente descaracterizados.
Senti falta também de uma maior participação do Happy Hogan, que participou bem mais dos dois primeiros filmes e sempre garantia boas risadas. Além disso tudo, ver o vilão cuspindo fogo não estava dentre minhas expectativas. Não gostei.
Enfim, vão ver o filme!! O Tony Stark/Robert Downey Jr. merece. Mas cuidado pra não se decepcionarem como eu. O filme é bom, mas nem tanto.
Enfim, vão ver o filme!! O Tony Stark/Robert Downey Jr. merece. Mas cuidado pra não se decepcionarem como eu. O filme é bom, mas nem tanto.
segunda-feira, 14 de janeiro de 2013
A Viagem (Cloud Atlas)
História nota 6. Elenco nota 10. Média: 8!!
Pois é, eu gostei bastante do filme. Apesar de durar 3 horas, não fiquei entediado em nenhum momento. Até porque são narradas seis histórias distintas, em seis épocas diferentes, que sozinhas já são interessantes. Porém, elas estão todas conectadas. E essa é a graça do filme: achar as conexões entre as tramas.
O filme fala de reencarnação. Como dito numa cena: "a morte é uma porta que nos leva a outros lugares". Tudo de bom ou de ruim que você faça agora refletirá nas suas vidas futuras e as pessoas que fazem parte da sua vida atual também fizeram e farão parte em outras vidas, não necessariamente cumprindo o mesmo papel. É tipo o princípio do espiritismo. Mas o filme não é nada religioso, ele apenas usa esse ideal de vidas passadas como justificativa para o que acontece com os personagens em todas as histórias.
O legal de tudo isso é ver os atores nessas seis histórias. A caracterização deles é incrível!! Um mesmo ator vive, dependendo da história, homem, mulher, preto, branco... Algumas vezes eles estão irreconhecíveis. Quem mais se transforma é o Hugo Weaving, que interpreta um alemão apaixonado por uma judia em plena Segunda Guerra, uma mulher truculenta (se é que aquilo era mulher mesmo), um demônio que fica assombrando um cara, dentre outros.
Enfim, um filme diferente de tudo que já foi visto: três diretores comandam essas seis histórias, um elenco recheado de Oscar's (quatro atores premiados) que se repetem em personagens totalmente diferentes... Não é filme de se assistir uma vez só. Com certeza alguma coisa me passou despercebida durante as 3 horas.
O titulo aqui no Brasil é a única coisa que não me agradou. "A Viagem" é muito genérico, apesar que a tradução literal do título original (Cloud Atlas, algo como Atlas das Nuvens) não atrairia muita gente para as salas de cinema...
E que a morte não seja realmente o fim. Tomara que a gente viva outras vidas para pagar ou gozar do que fizemos nas encarnações passadas. Essa é a minha esperança.
segunda-feira, 7 de janeiro de 2013
As Aventuras de Pi
Eu fui ao cinema esperando assistir uma coisa, mas vi outra. Tirando essa decepção inicial, o filme também não é lá essas coisas. Porém, tenho certeza que os religiosos, principalmente os católicos, vão adorar. Ele fala de fé. De crer ou não em Deus. O roteiro segue a mesma linha do best-seller "A Cabana".
Graças ao filme eu pude aprender que no meio do Oceano Pacífico tem tubarões, baleia, tubarão-baleia, peixes voadores, águas-vivas...E graças ao 3D, que por sinal é muito bem explorado, tomei mais susto que assistindo filme de terror. Aliás, não sei o que tanta criança fazia na sala de cinema. Esse não é um filme infantil. Tem uns bichos e tal, mas o filme é complexo e longo. As crianças só se divertiram em algumas poucas cenas. Ou seja, acho que os pais também foram pegos de surpresa, assim como eu...
Um ponto positivo é o realismo dos animais. O tigre parece de verdade, sendo que em grande parte do filme ele foi criado por computação gráfica.
No final, ele deixa uma metáfora bastante interessante. Cabe a você escolher a história que mais lhe agrada.
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