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quinta-feira, 28 de novembro de 2019

O Irlandês

Assisti as 3h30 de "O Irlandês", o novo filme do aclamado Martin Scorsese. E sim, eu pausei algumas vezes, não só para ir ao banheiro (chupa, Pablo Villaça!). A duração, aliás, achei exagerada, ainda mais pela história se desenrolar num ritmo lento, o que tornou o filme cansativo. Poderia ter uns 40 minutos a menos, sobretudo na conclusão, que se arrasta demasiadamente após o clímax por cerca de 30 minutos.

Falando nisso, sabe um filme com mais de 3h e que não achei que deveria ser menor? "Vingadores: Ultimato", logo, um filme de herói, tão criticado pelo Scorsese. Que ironia....


Pra quem curte filmes sobre máfia, "O Irlandês" é um prato cheio. Tem tudo que esse gênero permite: mortes, segredos, política, traições. Mas não achei uma obra-prima como tenho visto muitos críticos alardearem. É um bom filme, acima da média, mas tem algumas falhas evidentes que incomodam a tal ponto que a obra não pode ser considerada perfeita, na minha opinião. Além da duração exagerada, as outras coisas que me desagradaram foram:

* O CGI de rejuvenescimento ficou bem nítido logo na primeira vez que apareceu, não gerando nenhum fascínio, nenhum impacto em quem assiste. Pelo contrário, isto atrapalhou um pouco a experiência, pois desviava o foco da história para os efeitos especiais explícitos. Dava pra perceber de cara o uso da tecnologia. Talvez fosse melhor usar um outro ator para interpretar o personagem na juventude, sem a necessidade de usar computação gráfica. Outro bom motivo para usar um ator mais jovem são as cenas de ação. O fato do próprio De Niro, idoso, fazer as cenas do personagem dele quando jovem deixava claro como os movimentos nas cenas de ação não correspondiam a um homem com vigor físico. Numa cena, por exemplo, em que ele bate num comerciante que empurrou a filha dele, é ridículo ver o veinho de 76 anos, mesmo com a cara rejuvenescida, descendo a porrada. Os movimentos lentos, sem tanta pujança, não condizem com a idade do personagem;

* Percebi uma falha de continuidade inacreditável para um diretor deste porte na sequência em que tentam matar um personagem no tribunal. Sem dar spoiler: durante a cena, logo depois que o cara dispara, o filho do Hoffa corre e agarra o atirador por trás. Já no corte seguinte, o cara reaparece sem ninguém o segurando. Como assim??

* Aliás, essa cena ainda tem outra falha que aparece outras vezes no filme: o dublê do Al Pacino nas cenas de porrada. É muito claro que se trata de um dublê. O diretor poderia ter feito um esforço maior pra esconder a mudança do ator pelo dublê. Há cortes e enquadramentos que disfarçariam melhor. Isto também atrapalha a imersão no filme, a crença no que está sendo mostrado em tela;

* Outra coisa que não curti foi a participação da Anna Paquin. Mesmo o longa durando tanto a coitada foi sub-aproveitada. Se falou 5 palavras o filme inteiro foi muito. Queria mais da relação dela adulta com o pai e com o Hoffa.

Pra não dizerem que só falei de coisa ruim, a direção de atores e os enquadramentos estão impecáveis. Há diálogos maravilhosos (texto, tanto o roteiro quanto as falas de personagens, é a coisa que mais valorizo num filme). Os três atores principais, como esperado, estão perfeitos. De Niro e Pesci estão ótimos, mas Al Pacino, com seus quase 80 anos, rouba a cena. Merece ser indicado ao Oscar. Não que os outros 2 também não mereçam, mas ele entrega um personagem forte, temperamental, cativante e até cômico muitas vezes. Que atuação! As cenas dele com o personagem Tony Pro são hilárias kkkkk! Genial!

O clímax do filme também foi bem construído. A aflição foi subindo, subindo, a dúvida de saber como aquilo iria acabar. Foi a mesma sensação que tive com o final de "Era uma Vez em Hollywood...", do Tarantino. É maravilhoso quando a tensão te deixa paralisado, sem piscar. Foi muito bom assistir a resolução da história sem conhecer a realidade (o filme é baseado em fatos reais). A surpresa e o impacto do desfecho foi por inteiro.

Apesar de ser um filme longo, vale a pena ver "O Irlandês". Não gostei tanto quanto os críticos especializados, que sabem muito mais de cinema do que eu. Mas, como espectador, vi alguns problemas que atrapalharam a experiência e que estes críticos não viram ou não deram muito bola. Questão de gosto, como há quem prefira os filmes de super-heróis e não querem saber desses filmes lentos de máfia exibidos em plataformas de streaming. Normal. Eu gosto dos dois e tudo continua sendo cinema, viu, Martin?

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Pantera Negra

Um filme do seu tempo. Aliás, é o primeiro filme politizado da Marvel. Discute temas como desigualdade, refugiados, soberania entre nações, construção de muros, além do roteiro possuir discursos raciais pesados, explícitos. Ou seja, um filme atualíssimo. Como é bom ver um blockbuster tocar em temas tão importantes que alcançarão tanta gente, algo que um filme mais conceitual ou independente não alcançaria.


Dentre as boas coisas do filme, a melhor é o elenco. Mesmo com muitos personagens, o roteiro consegue dar espaço de cena e certa relevância para todos os coadjuvantes, o que é uma qualidade notável, já que a maioria dos filmes de heróis não conseguem trabalhar os personagens secundários tão bem. E os atores brilham demais interpretando seus papéis, com destaque para Andy Serkis, especialista em dar vida a criaturas de computação gráfica via captura de movimento mas que aqui mostra que é um ótimo ator de cara limpa também; Letitia Wright, que faz a irmã do Pantera, Shuri, e faz uma moleca cativante; Danai Gurira, no papel de Okoye, líder das Dora Milaje, engraçada e dramática quando precisa e na medida certa; e Martin Freeman, como um agente da CIA, que rende boas risadas ao se deparar com as idiossincrasias de um país tão diferente do dele.

O vilão principal, Killmonger, é um dos melhores do Universo Marvel (o que não é lá muito difícil, já que raramente a Marvel acerta no antagonista). A sua construção durante o filme, suas motivações, seus ideais para o futuro de seu povo são muito bem aceitáveis. Fora o fato de nos faz pensar sobre certo problemas que enfrentamos atualmente.

A representação da cultura africana é perfeita demais. A trilha sonora, as paisagens, os figurinos, a maquiagem, tudo remete às tradições da África. A representação do povo africano, seus rituais, sua dança e até o sotaque na fala, está incrível. É lindo de ver. Representatividade pura!

Apesar disso tudo, não é um dos melhores filmes da Marvel. As cenas de luta não são tão bem coreografadas e filmadas. O CGI é fraco, mal finalizado, os efeitos de computação gráfica são perceptíveis além da conta, tanto nas cenas diurnas quanto noturnas.

O enredo do meio pro final, apesar de algumas surpresas, se torna previsível em muitos momentos, não conseguindo fugir dos clichês da derrocada e ascensão do herói. Mesmo assim, é um filme diferente de todos os outros, que nos coloca pra refletir e entrega um bom entretenimento. Vida longa ao rei!!

sábado, 28 de outubro de 2017

Thor: Ragnarok

Uma coisa é certa: o terceiro filme da trilogia do Deus do Trovão é melhor que os 2 primeiros (o que não é lá muito difícil, já que Thor e Thor: Mundo Sombrio foram bem fracos, na minha opinião). Porém, comparando com os outros filmes de super-herói deste ano, como Homem-Aranha: De Volta ao Lar, Guardiões da Galáxia Vol. 2, Mulher-Maravilha e Logan, o Ragnarok está um nível abaixo, infelizmente. O filme poderia entregar muito mais do que só uma comédia colorida, ainda mais tendo como premissa principal a destruição de um dos Noves Reinos da mitologia nórdica.


Já na primeira sequência do longa vemos como o Thor está engraçadinho, piadista, algo que contrasta com sua personalidade mostrada nos filmes anteriores. Parece outro personagem, o que acaba causando certo estranhamento em quem acompanhou o herói nos outros longas pela mudança tão brusca de seu viés humorístico.

Mas não é só Thor que se propõe a ser engraçado. O filme é comédia pura. Tem Hulk pelado, personagens afetados, bêbados, menções a ânus e orgia, chegando a beirar o nonsense. Quanto às piadas, o diretor Taika Waititi privilegiou a quantidade e não a qualidade. Tem muitas, mas talvez só a metade tenha me arrancado um riso de verdade. O sentimento dramático da extinção de uma civilização inteira não repercute em quem assiste em nenhum momento, mesmo quando o diretor o tenta. Senti falta desse peso emocional.

Mas o filme tem muita coisa boa a ser destacada também. A melhor de todas é que toca Immigrant Song do Led duas vezes (o coração dispara na hora!!). A solução final encontrada para derrotar a vilã também foi muito bem pensada, me surpreendeu. Quanto às atuações, Cate Blanchett e Jeff Goldblum roubam a cena. Cate (que, de cabelo e maquiagem pretos, nunca esteve tão linda, aparentando ter bem menos que seus 48 anos) conseguiu fazer a vilã Hela ameaçadora e poderosa, entregando uma ótima antagonista (algo raro nos filmes da Marvel, onde a maioria dos vilões são sempre esquecíveis). Já Jeff Goldblum está sensacional no papel do Grão-Mestre de Sakaar, arrancando risadas da plateia sem nem precisar dizer nada. Que acerto!! As rápidas aparições de Odin e Dr. Estranho são muito boas também, o primeiro pelo humor e o segundo pela carga dramática. E há uma participação engraçadíssima do Matt Damon no começo que pouca gente vai perceber que é ele devido à sua caracterização.

Vale destacar também como nos trailers divulgados foram mudados alguns cenários e aspectos físicos dos personagens em relação ao filme para confundir a expectativa dos fãs. Inclusive, tem várias cenas e falas dos trailers que não aparecem no longa. Esse cuidado com o quanto de surpresa é revelado antes do filme estrear é digno de parabéns, apesar que a luta na arena entre Thor e Hulk perde um pouco do seu brilho no filme justamente por ter sido vista várias vezes nos trailers.

Sobre as cenas pós-créditos, são duas, sendo a primeira importante para o Universo Cinematográfico da Marvel, e a segunda apenas engraçada, fazendo você esperar aqueles créditos intermináveis pra nada (deveria ser ao contrário: a cena importante por último, para valer a espera).

Adoro filmes de heróis! Que venham Liga da Justiça mês que vem, Pantera Negra e Guerra Infinita em 2018!!

domingo, 4 de junho de 2017

Mulher-Maravilha

Que bom ver um filme de mulher superpoderosa! Hollywood demorou demais para colocar como protagonista uma personagem feminina. Mas, pelo menos, quando o fez, acertou.

Mulher-Maravilha é um filme na média em relação aos outros de super-heróis. É redondo, com quase nenhuma falha narrativa. Nas suas mais de duas horas de duração o longa oferece algumas surpresas e reviravoltas bem construídas, tais como o verdadeiro vilão Ares, a real história de concepção da heroína e a morte emocionante de um personagem que cresceu em profundidade durante o filme. Além disso, traz debates filosóficos relevantes sobre o papel da mulher na sociedade, os horrores da guerra e a existência do bem e do mal dentro de todo ser humano.

As imagens de Themyscira, a Ilha Paraíso, lar das Amazonas, são belíssimas (foram gravadas no sul da Itália). Foi incrível ver as amazonas montadas em seus cavalos e lutando contra soldados na praia. Falando em embates, as cenas de luta das guerreiras e da Mulher-Maravilha na guerra são muito bem coreografadas, com o slow motion dando um toque especial que me agradou bastante.
O destaque na atuação foi Chris Pine como Steve Trevor, provando pra mim, definitivamente, ser um ótimo ator. Sua relação com Diana é uma das melhores coisas do filme por deixar claro como os dois mundos são tão diferentes, inclusive causando espanto na heroína ver como as mulheres eram tão subjugadas na Europa machista do início do século XX.

A Gal Gadot está linda, de uma beleza paralisante, apesar de ser muito magrinha para encenar uma mulher com tanta força e resistência.

Apesar de ser melhor que Batman vs Superman e Esquadrão Suicida, o que não é lá tão difícil assim, o filme não entrega o mesmo entretenimento que outros da Marvel. Poderia citar 5 ou 6 filmes da rival da DC que eu gostei mais do que Mulher-Maravilha. Destaco como pontos negativos o exagero no uso do CGI, que em alguns momentos soa artificial (como na luta final, aliás, muito escura e cheia de feixes de luz, parecida com a da Trindade contra o Doomsday), e os closes em demasia e fora de hora sobre a Gal Gadot, o que também quebra a sensação do espectador compenetrado de estar imerso no filme.

Espero que na Liga da Justiça a DC possa se superar ainda mais e entregar um longa digno, com boas cenas de luta, humor bem dosado, um vilão ameaçador e justificável, além de diálogos e debates que valham a pena serem discutidos. Mulher-Maravilha já tem um pouco disso tudo.

terça-feira, 30 de maio de 2017

Piratas do Caribe 5 - Homens Mortos Não Contam Histórias

(prefiro este título, que é a tradução literal do título original, a "A Vingança de Salazar", título escolhido para o Brasil)

Piratas do Caribe, assim como a maioria das franquias cinematográficas, só fez piorar com o tempo. Enquanto a trilogia inicial me agradou bastante, o quarto e este quinto filme são apenas "ok". Diverte, tem ação, tem mitologia, mas não chega ao mesmo nível dos três primeiros. Ou seja, a fórmula cansou, o filme foi monótono.

Jack Sparrow está menos engraçado, as reviravoltas são mais previsíveis e a história é menos empolgante. O que salva são as cenas de ação, que continuam incríveis e cômicas (o roubo do cofre levando o banco junto e Jack preso à guilhotina dando voltas e quase perdendo o pescoço são hilárias!), e os efeitos especiais do Capitão Salazar e sua tripulação, que têm partes do corpo faltando. O Salazar, inclusive, é um show à parte, com seu cabelo esvoaçante como se estivesse embaixo d'água e seu sotaque espanhol. 


O Javier Bardem, que já entregou vilões icônicos como o afetado Silva de "007 - Skyfall" e o assassino Chigurh de "Onde os Fracos Não Têm Vez", quando ele ganhou o Oscar, até tenta, mas o roteiro não o faz brilhar como merecia, deixando o Capitão Salazar abaixo de Barbossa, Davy Jones e Lord Beckett no rol dos grandes vilões da franquia. Só se equipara ao também mediano Barba Negra de "Navegando em Águas Misteriosas".

Além do Bardem, outro que se destaca no personagem é o excelente Geoffrey Rush, que interpretou o Capitão Barbossa de forma impecável em todos os filmes, inclusive neste, em que é perceptível as marcas da velhice.

Assim como fiz com Transformers, não irei mais ao cinema assistir Piratas do Caribe. A franquia já deu o que tinha que dar e tinha que ter acabado no auge. Se continuarem a fazer continuações fracas, até o clássico Jack Sparrow pode cair no conceito do público e deixar de ser um dos maiores personagens da história do cinema (inclsuive, foi indicado ao Oscar por sua atuação no "Maldição do Pérola Negra").

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

La La Land

Após apenas duas postagens em 2015 e nenhuma em 2016, estou de volta ao blog. O que me motiva a voltar a escrever por aqui, já que continuo escrevendo muito, só que no Facebook, é que tenho muito a falar sobre algo que não caberia numa postagem de Face. No caso, a crítica de um filme adorável.

Para quem ainda não sabe, La La Land é um musical. Se você não gosta do estilo, dificilmente irá gostar do filme. Eu, que adoro musicais, amei tudo: roteiro, fotografia, direção e, obviamente, a trilha sonora. As músicas são ótimas! Vale a conferida no Spotify (Segue o link: https://play.spotify.com/album/3GU8BzFEAdFSRjc8jZkL3S).



O filme já é um sucesso de público e crítica. Bateu recordes no Globo de Ouro (é o filme mais vitorioso da história da premiação, levando 7 troféus em 7 indicações) e no Oscar (se juntou aos longas A Malvada e Titanic como os filmes com mais indicações ao prêmio, 14 no total. Como a premiação é só no fim de fevereiro, La La Land pode ainda bater outras marcas).

Todas as 14 indicações me parecem merecidas. Não sei se a Academia vai elegê-lo o melhor filme (não o achei tão incrível para tanto, apesar de não ter assistido aos concorrentes para poder dar uma opinião definitiva, mas é sim uma obra que foge ao lugar comum), mas, pelo menos, dois Oscar's estariam em ótimas mãos se forem entregues: melhor atriz e melhor diretor.

Emma Stone está incrível no papel principal, bastante expressiva, muito por conta dos seus imensos e belos olhos verdes, e merece o prêmio, apesar da crítica especializada estar elogiando em demasia a francesa Isabelle Huppert. Quem também faz jus à estatueta é o jovem diretor de apenas 32 ANOS (UAU!!) Damien Chazelle, que vem de outro sucesso, Whiplash (dois filmes, dois êxitos. Que início de carreira desse diretor!). Em La La Land ele constrói (Damien também é roteirista do filme) uma história simples de romance, com o casal se conhecendo e depois se relacionando, mas recheada com muitas referências a musicais clássicos (o vídeo a seguir faz uma comparação dessas referências com as obras originais, principalmente Cantando na Chuva: https://vimeo.com/200550228), um toque de humor, uma fotografia muito bonita, aproveitando a paisagem de Los Angeles, muito colorido, principalmente nos figurinos, além de transmitir uma mensagem romântica que as pessoas corram atrás dos seus sonhos, mesmo parecendo impossíveis e mesmo depois de muitos nãos que a vida dá. Pode parecer clichê, mas o filme não segue pelo caminho usual e entrega um final de quebrar corações, demonstrando as consequências boas e ruins que as nossas escolhas podem nos trazer.

Sobre o outro protagonista do filme, Ryan Gosling canta, dança, sapateia e até toca piano, aliás, divinamente bem, parecendo um profissional com anos de carreira (ele precisou aprender o instrumento para o papel e dispensou dublê nas cenas), mas não entrega uma atuação do nível de sua parceira.

Por fim, La La Land me lembrou bastante Birdman, outro filme que adorei, seja pelos planos-sequência, seja pela Emma Stone, ou por também falar da indústria do cinema.

Curiosidade: Outra Emma, a Watson, famosa pelo papel de Hermione na saga Harry Potter, foi chamada para o papel, mas preferiu fazer outro musical, o live-action da consagrada animação da Disney A Bela e a Fera, que estreia ainda este ano. Já Ryan Gosling fez o caminho inverso: trocou o papel da Fera pelo Seb de La La Land. O Globo de Ouro ele já levou.

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Guardiões da Galáxia


Após um 2013 com dois filmes bem medianos (Homem de Ferro 3 e Thor 2), este ano a Marvel se redimiu e nos presenteou com dois filmaços: Capitão América 2 no primeiro semestre, e agora Guardiões da Galáxia, que é o tema deste post.

Muita gente, eu inclusive, não conhecia esses personagens dos quadrinhos. Quando foi anunciado o desenvolvimento do filme, fui pesquisar mais sobre esse grupo de anti-heróis. E depois dos bons trailers divulgados, fiquei com grande expectativa quanto ao longa. E, desta vez, a Marvel não me decepcionou.

Esse é de longe o filme mais engraçado da Marvel, superando até as caras e bocas e o humor irônico do egocêntrico e caricato Tony Stark (Robert Downey Jr.). Além de altas doses de comédia, o filme tem bastante ação e uma trilha sonora maravilhosa, com músicas dos anos 80. Tenho certeza que as músicas e o humor vão agradar muita gente.

Assim como nos outros filmes da Marvel, Guardiões da Galáxia tem atores não tão conhecidos do grande público nos papéis principais, e consagrados atores nos papéis coadjuvantes. Glenn Close e Benicio del Toro são os renomados e premiados atores desta vez, porém aparecem muito pouco durante o filme, sem tempo de tela suficiente para brilharem.

Quanto aos personagens principais, o destaque fica para a insensibilidade, a frieza, o pragmatismo do guaxinim Rocket Raccoon, que rouba a cena com ótimas tiradas engraçadas, principalmente as que envolvem seu parceiro Groot. Falando no Groot, este é o melhor trabalho disparado do Vin Diesel no cinema: dublador de árvore. Afinal, ele não aparece e só repete uma mesma frase o filme inteiro. Não tinha como o Vin estragar. Incrível também como a Zoë Saldaña fica bonita de qualquer jeito, seja sendo uma alienígena azul, como em Avatar, ou agora, sendo mais uma vez alienígena, desta vez na cor verde.

O Thanos, o grande vilão prometido para Vingadores 3, que até então só tinha aparecido rapidamente na cena pós-créditos de Vingadores, desta vez aparece mais tempo, com direito a falas e olhares amedrontadores. Além disso, a quarta (chamada no filme de Orbe) das seis joias do infinito, que são o que o vilão tanto procura, é apresentada. Me arrepio todo só de imaginar quando o Thanos meter a mão nas seis joias!! O bicho vai pegar em Vingadores 3!!!

Este foi o último filme da Marvel antes de Vingadores 2, que tem previsão de estreia para maio de 2015. Ansiedade já batendo forte no peito, ainda mais depois dos dois grandes filmes lançados neste ano!!

Abaixo segue o vídeo com uma das canções do filme, Hooked on a Feeling, da banda Blue Swede, a qual não canso de ouvir!! Se divirta você também!!


quinta-feira, 31 de julho de 2014

Transformers - A Era da Extinção

O quarto filme da franquia Transformers não apresenta nada de novo. Segue a mesma linha dos antecessores: história besta e muita explosão. Ou melhor, a única novidade são os atores principais, diferentes dos protagonistas dos três filmes anteriores, mas os personagens que eles interpretam cumprem o mesmo papel no enredo do filme: tem um cara comum, sem relevância nenhuma para a sociedade, que descobre e ajuda os Autobots; tem uma magrela bonita que só veste shorts curtíssimos; e tem um excêntrico engravatado responsável pelas partes "engraçadas".



Transformers é mais um exemplo daqueles filmes que eram pra ter acabado no segundo ou terceiro longa. Mas como a franquia dos carros-robôs-alienígenas dá muito dinheiro, muito mesmo, vários outros Transformers ainda estão por vir. O primeiro filme, de 2007, foi muito bom, graças principalmente à produção executiva de Steven Spielberg, que imprimiu vários de seus elementos no longa. O segundo, de 2009, foi fraco, mas arrecadou mais grana, talvez pela expectativa gerada após o primeiro filme. O terceiro, de 2011, foi um sucesso, arrecadando mais de 1 bilhão de dólares e ocupando o posto de sétima maior bilheteria da história.

E o quarto já é a maior bilheteria deste ano, e não vai demorar a chegar na casa dos bilhões. Mesmo assim, consegue ser o pior de todos. Não sei se essa sensação se deve ao fato do meu cérebro já estar saturado com a mesma história. Não sei se é pelo fato do filme ter um enredo confuso, com várias incongruências, sem nexo e realismo. Não sei se é pelo fato do filme durar demais, com a gente torcendo pra ele acabar logo, com o tempo demorando a passar. Não sei se é pelo fato do filme ter vários personagens, vários vilões sem propósitos...

Porém, se você gostou dos outros três filmes, deverá gostar desse também. Afinal, tem tudo que um blockbuster precisa ter. Quando você pensa que o Michael Bay, diretor dos quatro filmes, já elevou o nível de destruição ao máximo, depois de ter acabado com Chicago há três anos, ele se supera e destrói Hong Kong inteira!! Coitados dos chineses...

É o típico filme que deve ser assistido no cinema, com aquela telona em alta definição. Tem muita câmera lenta, muita explosão, muita ação, muita destruição, muita luta... O que vale é o espetáculo visual. A história que se dane!! O 3D, assim como nos filmes anteriores, vale muito a pena. 

Ah, o filme também tem o Megatron, líder dos Decepticons. Pois é, aconteça o que acontecer, ele não morre!! Incrível como em todo filme eles arranjam uma forma de ressuscitar o vilão. Como já estão confirmados mais dois novos filmes, o Megatron ainda deverá morrer e renascer mais algumas vezes. Mas, depois de ter assistido a três dos quatro filmes no cinema, eu prometo não desperdiçar mais meu dinheiro e meu tempo com esses robôs enquanto o Michael Bay estiver à frente.

sábado, 31 de maio de 2014

X-Men: Days of Future Past


Considerações:

* Parece que o Hugh Jackman nasceu para ser o Wolverine!! Incrível sua entrega ao personagem mutante em tantos filmes;

* Que o Michael Fassbender é um ótimo ator, eu já sabia, desde Shame e Bastardos Inglórios. Mas o James McAvoy, que interpreta o jovem Charles Xavier, me surpreendeu. Muito boa atuação!!

* Uma pena que a participação dos velhos X-Mens foi pequena. Sir Patrick Stewart, Sir Ian McKellen e Halle Berry merecem sempre um bom tempo de tela;

* Tyrion Lannister é muito bom ator!! Por que demoraram tanto pra descobrí-lo? Que o astro de Game of Thrones faça mais filmes!!

* Quer dizer que o presidente John Kennedy era mutante?!

* Vai ser difícil o Mercúrio de Vingadores 2 superar o Mercúrio deste filme. O cara rouba a cena, é o alívio cômico do filme. Poderia ter participado mais;

* As piadas envolvendo as histórias dos personagens são muito boas. São daquelas "só os entendedores entenderão", que nem todo mundo está familiarizado.


De 0 a 10, nota 7.

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Robocop

É muito bom ver um diretor brasileiro em Hollywood, trabalhando com atores de renome internacional e com efeitos especiais de primeira, algo impensável no cinema nacional. José Padilha foi muito corajoso ao aceitar dirigir o remake de um dos maiores ícones da sétima arte. Ele sabia que as comparações com o filme de 1987 seriam inevitáveis, e também sabia como a crítica americana seria implacável. E, na minha opinião, foi bem.

Todo mundo tinha um certo receio do Padilha não conseguir imprimir seu estilo no filme, de ter suas mãos atadas pelos produtores, já que os estúdios investem muito dinheiro para depois obter o retorno financeiro, deixando a qualidade da história, muitas vezes, em segundo plano. Porém, o que se vê no Robocop do Padilha lembra muito Tropa de Elite 1 e 2, os filmes que fizeram a MGM abrir os olhos para ele, principalmente no fato do diretor aproveitar o roteiro para criticar o sistema, dessa vez, o sistema americano. O personagem principal, assim como o Capitão Nascimento, é um policial que luta contra a corrupção dentro da própria polícia. O papel de Samuel L. Jackson é uma versão americana do apresentador de TV sensacionalista de Tropa de Elite 2, interpretado pelo André Mattos.

O astros que compõem o elenco vão bem. Gary Oldman, Samuel L. Jackson e Michael Keaton desempenham seus personagens de maneira discreta, mas sem comprometer. Só de ter esses três grandes atores o filme já vale a pena.


Dou nota 7 pro filme. Padilha conseguiu colocar sua personalidade, conseguiu falar de política, mas no final, acabou sendo um filme de ação americano, que não surpreende ninguém e trata dos temas delicados superficialmente, sem se aprofundar, diferentemente de Tropa de Elite 2, que continua sendo seu melhor trabalho.

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Velozes & Furiosos 6

Eu não tinha por que assistir a esse filme. Não gostei de nenhum dos outros quatro (sim, quatro, já que não assisti o terceiro, Desafio em Tóquio). Mas como uma amiga queria assistir, e não tinha nenhum outro filme em cartaz que eu estivesse com vontade de ver, fui sem muitas expectativas..

E não é que eu gostei?! O sexto filme da franquia foi o único que eu achei legal. Continua com as mesmas mentiradas de sempre, com sequências de perseguição impossíveis, exageradas, que só acontecem no cinema. Mas como se trata de um filme de ação, e o público espera coisas desse tipo, não podemos condenar esses exageros. A ação, que é o que importa, está garantida. E o enredo até que não é ruim como o dos anteriores, apesar de o acaso favorecer os "mocinhos" sempre que preciso for.


Pegando carona nos títulos brasileiros dos outros filmes, bem que esse poderia se chamar Desafio em Londres ou Operação Londres. Como a maior parte da história se passa na capital britânica, e o anterior foi ambientado no Rio de Janeiro, algumas comparações entre as duas cidades são feitas, sempre colocando Londres num patamar acima do Rio. Tipo assim: em Londres a polícia funciona, há tecnologia, não é que nem naquele lugarzinho de terceiro mundo chamado Brasil. Mas já estamos acostumados com essa visão que Hollywood tem do nosso país. Inclusive, em Velozes e Furiosos: Operação Rio, eles sempre que podiam tratavam a capital carioca como uma terra atrasada, cheia de corruptos e criminosos, onde a lei não tem vez.

Apesar de mais uma vez falarem mal do Brasil, nós temos melhores atores que o Vin Diesel. Ele é um ator tão bom quanto meu joelho esquerdo. O meu joelho direito atua melhor. Quanto as tiradas cômicas, que não podem faltar, na maioria das vezes protagonizadas pelo Tyrese Gibson ou pelo rapper Ludacris, temos algumas poucas engraçadas, e muitas outras nem tanto.

As cenas de luta são ótimas e temos várias durante o filme. Encontraram até um fortão maior que o The Rock!! E até as mulheres brigam!! O filme tem também uma pequena participação da Rita Ora. E a certa altura, quando eu pensei que o clímax do filme já tinha acontecido, eis que ocorre uma reviravolta. Foi durante essa cena derradeira que eu descobri que a Lusitania tem a maior pista de decolagem do mundo!! Quem assistir vai entender.

Pois é, o filme conseguiu me surpreender algumas vezes, e deve ser por isso que eu gostei tanto. Quem diria, mas um Velozes e Furiosos me deixou impressionado. O vilão do próximo filme, que é apresentado no fim deste, promete! Quem assistiu aos filmes Carga Explosiva sabe que ele dirige bem a beça.

terça-feira, 30 de abril de 2013

Homem de Ferro 3

Olá fiéis leitores!!

Hoje venho falar do filme que abre a Fase 2 do Universo Marvel nos cinemas. Apesar dele não deixar nenhuma pista do que virá a seguir, diferente do que aconteceu nos filmes da Fase 1, que estavam todos conectados de alguma forma.


A única novidade de Homem de Ferro 3 é a troca do diretor. Jon Favreau, que dirigiu os dois primeiros filmes e que também atua no papel de Happy Hogan, fiel motorista e guarda-costas do personagem principal, abriu mão dessa terceira parte da franquia, que ficou sob a batuta de Shane Black. Eu, que adorei os dois primeiros filmes, achei esse o pior dos três. Não que ele seja ruim.


O filme repete a tática que foi utilizada nos dois primeiros longas e que tanto deram certo: muito humor, principalmente devido à ironia e ao egocentrismo do Tony Stark, e muita ação, sempre com cenas de arrepiar. Os diálogos são muito bons, e mesmo nas partes mais tensas, mais sérias, o roteiro não perde a chance de lascar uma piada. 

As atuações também foram ótimas!! O Robert Downey Jr. é o Tony Stark/Homem de Ferro. Ele e o personagem se confundem de tal forma, que fica difícil separá-los. O Sir Ben Kingsley no papel de Mandarim dá um show, aliás, como sempre. Agora quem me surpreendeu foi o Guy Pearce no papel do vilão Aldrich Killian. Nota 10!!

Em relação aos dois filmes anteriores, o diretor Shane Black fez também duas mudanças que eu achei bastante interessantes. Primeiro que o Tony Stark aparece mais que o Homem de Ferro. Se antes a armadura era mais importante, nesse filme os conflitos internos do Stark foram mais explorados, dando mais tempo de tela para a atuação do Downey Jr. Segundo, a participação mais ativa da Gwyneth Paltrow, que em Homem de Ferro 3 fez parte até das cenas de ação. Ela ganhou mais espaço, o que é justo.

Porém, o filme também tem seus erros. Os vilões, na minha opinião, não foram bem aproveitados. O Mandarim não foi nada do que eu esperava. Uma decepção. Outros dois vilões, Coldblood e Poder de Fogo, não tinham nada a ver com o que era descrito nas revistas em quadrinhos do super-herói. Só tinham o nome. Estavam totalmente descaracterizados.

Senti falta também de uma maior participação do Happy Hogan, que participou bem mais dos dois primeiros filmes e sempre garantia boas risadas. Além disso tudo, ver o vilão cuspindo fogo não estava dentre minhas expectativas. Não gostei.

Enfim, vão ver o filme!! O Tony Stark/Robert Downey Jr. merece. Mas cuidado pra não se decepcionarem como eu. O filme é bom, mas nem tanto.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

A Viagem (Cloud Atlas)

História nota 6. Elenco nota 10. Média: 8!!


Pois é, eu gostei bastante do filme. Apesar de durar 3 horas, não fiquei entediado em nenhum momento. Até porque são narradas seis histórias distintas, em seis épocas diferentes, que sozinhas já são interessantes. Porém, elas estão todas conectadas. E essa é a graça do filme: achar as conexões entre as tramas.

O filme fala de reencarnação. Como dito numa cena: "a morte é uma porta que nos leva a outros lugares". Tudo de bom ou de ruim que você faça agora refletirá nas suas vidas futuras e as pessoas que fazem parte da sua vida atual também fizeram e farão parte em outras vidas, não necessariamente cumprindo o mesmo papel. É tipo o princípio do espiritismo. Mas o filme não é nada religioso, ele apenas usa esse ideal de vidas passadas como justificativa para o que acontece com os personagens em todas as histórias.

O legal de tudo isso é ver os atores nessas seis histórias. A caracterização deles é incrível!! Um mesmo ator vive, dependendo da história,  homem, mulher, preto, branco... Algumas vezes eles estão irreconhecíveis. Quem mais se transforma é o Hugo Weaving, que interpreta um alemão apaixonado por uma judia em plena Segunda Guerra, uma mulher truculenta (se é que aquilo era mulher mesmo), um demônio que fica assombrando um cara, dentre outros.

Enfim, um filme diferente de tudo que já foi visto: três diretores comandam essas seis histórias, um elenco recheado de Oscar's (quatro atores premiados) que se repetem em personagens totalmente diferentes... Não é filme de se assistir uma vez só. Com certeza alguma coisa me passou despercebida durante as 3 horas.

O titulo aqui no Brasil é a única coisa que não me agradou. "A Viagem" é muito genérico, apesar que a tradução literal do título original (Cloud Atlas, algo como Atlas das Nuvens) não atrairia muita gente para as salas de cinema...

E que a morte não seja realmente o fim. Tomara que a gente viva outras vidas para pagar ou gozar do que fizemos nas encarnações passadas. Essa é a minha esperança.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

As Aventuras de Pi

Eu fui ao cinema esperando assistir uma coisa, mas vi outra. Tirando essa decepção inicial, o filme também não é lá essas coisas. Porém, tenho certeza que os religiosos, principalmente os católicos, vão adorar. Ele fala de fé. De crer ou não em Deus. O roteiro segue a mesma linha do best-seller "A Cabana".

Graças ao filme eu pude aprender que no meio do Oceano Pacífico tem tubarões, baleia, tubarão-baleia, peixes voadores, águas-vivas...E graças ao 3D, que por sinal é muito bem explorado, tomei mais susto que assistindo filme de terror. Aliás, não sei o que tanta criança fazia na sala de cinema. Esse não é um filme infantil. Tem uns bichos e tal, mas o filme é complexo e longo. As crianças só se divertiram em algumas poucas cenas. Ou seja, acho que os pais também foram pegos de surpresa, assim como eu...

Um ponto positivo é o realismo dos animais. O tigre parece de verdade, sendo que em grande parte do filme ele foi criado por computação gráfica.

No final, ele deixa uma metáfora bastante interessante. Cabe a você escolher a história que mais lhe agrada.

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Leonardo DiCaprio

Leonardo DiCaprio é hoje o ator mais poderoso e influente de Hollywood. Vem trabalhando em filmes aclamados pela crítica e com os diretores mais premiados do cinema, que brigam para tê-lo em seus filmes: Steven Spielberg, Martin Scorsese, James Cameron, Christopher Nolan, Sam Mendes, Danny Boyle, Woody Allen, Clint Eastwood, Ridley Scott. Não conheço outro ator que fez filmes de tantos cineastas desse nível. Incrível!!

E o próximo trabalho dele no cinema será no filme "Django", de outro grande diretor: Quentin Tarantino. Ele tem ou não tem moral?!


Só lhe falta uma coisa: um Oscar. O que não deve demorar..

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Fúria de Titãs 2


Tudo bem, povo??

Já vou começar dizendo: eu vou ser um dos poucos, senão o único, a elogiar o filme.

Todos os críticos de sites especializados falaram mal de Fúria de Titãs 2. Disseram que o roteiro é fraco, que simplificou muito a mitologia grega. Mas eles têm que entender que existem filmes que se propõem a contar belas histórias, e outros que querem fisgar os telespectadores pelos efeitos especiais, como é o caso desse. Não dá pra comparar O Show de Truman ou A Vida é Bela com Transformers e outros tantos. Mas em pelo menos uma coisa concordo com os críticos: esse filme foi melhor que o antecessor.
 
Não vou escrever a sinopse do filme, pois está disponível aí no Google pra quem quiser ver. Vou fazer minhas considerações sobre o que mais chamou minha atenção. Primeiramente, assisti em 3D. E, como já imaginava, não me arrependi, pois sigo sempre aquele preceito: só assista filme em 3D se ele foi filmado com câmeras especiais para essa tecnologia, o que é o caso de Fúria de Titãs 2. Filmes que são convertidos para 3D depois de estarem prontos, não valem a pena. Prova disso é o primeiro Fúria de Titãs, que foi convertido na pós-produção e não agradou ninguém que foi assisti-lo nos cinemas em 2010. Parabéns aos produtores pela mudança, pois nessa continuação o 3D foi impecável!! Voou em cima de mim cabeça de cobra, pedras, lavas e até um guerreiro. Aliás, esse é o fascínio dos filmes em terceira dimensão: você dar risada ao ver o pessoal na sua frente se esquivando e/ou gritando. E, admito: eu também me encolhi no assento em algumas cenas.

Pra quem gosta de mitologia grega, o filme é uma grande pedida, apesar de não ser muito fiel. Não leve as histórias pra fora da sala de cinema. Em uma pesquisa rápida na internet você percebe que os roteiristas fizeram uma mistura tremenda, como já fizeram no primeiro filme. Mas o que importa mesmo são as criaturas mitológicas, que rendem ótimas cenas de ação. Se no primeiro vimos o Kraken, a Medusa e o Pégaso, nesse aparecem quimeras, ciclopes, o Minotauro, makhais e o próprio titã Cronos. Faz gosto vê-los numa tela de não sei quantas polegadas..

Enfim, o filme é estrelado por Sam Worthington (o mocinho cadeirante de Avatar) no papel de Perseu, Liam Neeson (que fez Ra's Al Ghul, o vilão de Batman Begins) como Zeus, Ralph Fiennes (o eterno Lord Voldemort nos filmes da saga Harry Potter) como o deus Hades, e Bill Nighy (o vilão Davy Jones de Piratas do Caribe e Viktor de Anjos da Noite) no papel do deus caído Hefesto.

Beijos no coração e bom filme!!

PS: Apesar de já ter assistido no YouTube umas 50 vezes - não estou exagerando, ver o trailler de “Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge” no cinema me arrepiou. Como um filme pode emocionar tanto assim??

sexta-feira, 16 de março de 2012

Johnny Depp

Olá, tudo bem?!

Hoje vou falar de um ator que eu admiro, e muitas outras pessoas também.

O Johnny Depp é um excepcional ator. Mas, na maioria das vezes, os personagens que ele interpreta são sempre excêntricos, únicos, diferentes de tudo. Isso valoriza o trabalho do ator, faz sua atuação se destacar. Ou vocês não acham que um bom personagem já é meio caminho andado para uma grande interpretação?!

O único personagem "normal" que lembro dele ter feito foi no filme "O Turista'', que ele contracena com a magérrima Angelina Jolie. No resto, só personagens que dão a possibilidade do ator se sobressair, se mostrar extravagante.

Johnny Depp já fez um cara com mãos de tesoura, um pirata doido, o lendário Willy Wonka, um barbeiro demoníaco, um chapeleiro maluco. No filme "Em Busca da Terra do Nunca", ele interpreta o criador de "Peter Pan", Sir J.M. Barrie. Fora o fato de participar de outros filmes "excêntricos" como "A Lenda do Cavaleiro sem Cabeça" e outro sobre Jack, o Estripador.


Edward, Jack Sparrow, Willy Wonka, Sweeney Todd e Chapeleiro Maluco.

E sabe quais são as próximas personagens dele?? Um vampiro amaldiçoado, no filme "Dark Shadows" (de seu parceiro Tim Burton), e um índio bem caracterizado em "The Lone Ranger". O que falta mais??


Novos personagens: um vampiro gótico e um índio americano.

Por fim, não estou pondo em dúvida a qualidade do Depp, que por sinal, eu acho maravilhoso, grandíssimo ator. Mas que ele só pega papel de destaque, que prometem grandes interpretações, isso pega. Tenho certeza que outros atores também se eternizariam se tivessem sido o Jack Sparrow ou o Edward..

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

As Maiores Bilheterias do Cinema (até agora)

Como vão caros leitores?!

Primeiramente vamos a lista:

Clique na imagem para aumentá-la

Esses são os únicos filmes que passaram de 1 bilhão de dólares em bilheteria. Da lista, apenas "Harry Potter e as Relíquias da Morte parte 2" ainda está em cartaz, mas dificilmente sairá da terceira posição.

Um aspecto a ser obsevado é que a maioria (8 dos 10) estiveram em cartaz de 2005 pra cá. Será que as pessoas estão assistindo mais filmes no cinema? Até por conta da decadência das vídeos locadoras? Acredito que não, pois a internet está cada vez mais acessível a população, e nela podemos baixar filmes que nem mesmo foram lançados. Essa alta arrecadação se deve muito ao fato do 3D, recurso usado em 6 dois 10 filmes, e que encarece o valor dos ingressos, gerando mais lucro as produtoras.

Outro fator recorrente a esses blockbusters são as continuações. Apenas "Avatar", "Titanic" e "Alice no País das Maravilhas" não fazem parte de uma saga. E isso não se restringirá mais a "Avatar", que terá sequências em 2014 e 2015.

Sobre os filmes, tenho a dizer:

Avatar (Exibição em 3D)- Um filme que dá gosto de ver. Apesar de ser longo, a riqueza dos detalhes, o colorido, tudo isso amplificados pelo 3D, realmente fascinam. A história meio futurista e o desfecho não surpreedem, mas o que vale mesmo são as belas imagens que ficaram gravadas na memória.

Titanic - Outro filme de longa duração do James Cameron. Mas a história, baseada em fatos reais, é muito bem conduzida. A colisão com o iceberg, a transa dos protagonistas dentro de um carro antigo, os momentos de terror dos tripulantes com o iminente naufrágio são os pontos altos do filme.

Harry Potter 7.2 (Exibição em 3D)- Desse eu sou suspeito pra falar. O 7º livro, cujo filme se baseia, li umas 4 vezes. Realmente foi o melhor da série, com grandes atuações do Alan Rickman e até do Radcliffe. Une humor, ação, suspense. Um final digno.

O Senhor dos Anéis 3 - Não assisti aos filmes da saga, muito menos li os livros do J. R. R. Tolkien. Não posso comentar.

Transformers 3 (Exibição em 3D)- Filme estilo Michael Bay: história besta, mas efeitos especiais de arrepiar. Junto com "Avatar", são os únicos filmes que assisti em 3D e não me arrependi. A impressão que se tem é que um parafuso vai bater em sua cabeça a qualquer momento. Pra quem gosta de ação , é uma boa pedida.

Piratas do Caribe 2 - A continuação não deixou a desejar. Um enredo maravilhoso que funcionou como base para o 3º filme. Johnny Depp, como sempre, dá um show de atuação no papel do inescrupuloso, mas adorável Capitão Jack Sparrow. Também conhecemos mais personagens do mundo pirata, como o Capitão Davy Jones e seu navio Holandês Voador.

Toy Story 3 (Exibição em 3D)- Também não assisti a nenhum filme da série. Mas todos que assistiram só são elogios a essa 3º parte da saga dos bonecos com vida. Aliás, foi indicado até ao Oscar de melhor filme esse ano.

Piratas do Caribe 4 (Exibição em 3D)- E mais uma vez o Capitão Sparrow parte em busca de um tesouro. E mais uma vez vivemos uma grande aventura, cheia de surpresas e momentos hilários. Além da aparição de mais um pirata lendário, o Barba Negra, os destaques na atuação não recaem somente em Depp. Penélope Cruz, Ian McShane e Geoffrey Rush também estam maravilhosos.

Alice no País das Maravilhas (Exibição em 3D)- Outro filme que não tive o prazer de assistir. Tem grandes atores, como a Helena Bonham Carter e o Johnny Depp. E é do diretor Tim Burton., um maluco que fez vários filmes doidos. Pesquisem no Google.

Batman 2 - Um dos melhores filmes da história, na minha opinião. Tá no meu Top 3. Esse caráter mais realista que o Nolan imprimiu à história do homem morcego fez com que o enredo se tornasse mais rico, mais dramático, tanto nesse filme quanto no primeiro, "Batman Begins". Nada de superpoderes. Um herói humano que tem de enfretar vilões também sem poderes sobre-humanos. O destaque obviamente vai pra Heath Ledger, que se superou no papel do Coringa. E em julho do ano que vem deve chegar aos cinemas do mundo todo o último capítulo da trilogia: "Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge". Eu já tou contando os dias...

Espero que tenham gostado da lista. O blog agora será assim: mais curiosidades, mais conhecimento, mais cultura.

Beijos e tchau!