domingo, 4 de junho de 2017

Mulher-Maravilha

Que bom ver um filme de mulher superpoderosa! Hollywood demorou demais para colocar como protagonista uma personagem feminina. Mas, pelo menos, quando o fez, acertou.

Mulher-Maravilha é um filme na média em relação aos outros de super-heróis. É redondo, com quase nenhuma falha narrativa. Nas suas mais de duas horas de duração o longa oferece algumas surpresas e reviravoltas bem construídas, tais como o verdadeiro vilão Ares, a real história de concepção da heroína e a morte emocionante de um personagem que cresceu em profundidade durante o filme. Além disso, traz debates filosóficos relevantes sobre o papel da mulher na sociedade, os horrores da guerra e a existência do bem e do mal dentro de todo ser humano.

As imagens de Themyscira, a Ilha Paraíso, lar das Amazonas, são belíssimas (foram gravadas no sul da Itália). Foi incrível ver as amazonas montadas em seus cavalos e lutando contra soldados na praia. Falando em embates, as cenas de luta das guerreiras e da Mulher-Maravilha na guerra são muito bem coreografadas, com o slow motion dando um toque especial que me agradou bastante.
O destaque na atuação foi Chris Pine como Steve Trevor, provando pra mim, definitivamente, ser um ótimo ator. Sua relação com Diana é uma das melhores coisas do filme por deixar claro como os dois mundos são tão diferentes, inclusive causando espanto na heroína ver como as mulheres eram tão subjugadas na Europa machista do início do século XX.

A Gal Gadot está linda, de uma beleza paralisante, apesar de ser muito magrinha para encenar uma mulher com tanta força e resistência.

Apesar de ser melhor que Batman vs Superman e Esquadrão Suicida, o que não é lá tão difícil assim, o filme não entrega o mesmo entretenimento que outros da Marvel. Poderia citar 5 ou 6 filmes da rival da DC que eu gostei mais do que Mulher-Maravilha. Destaco como pontos negativos o exagero no uso do CGI, que em alguns momentos soa artificial (como na luta final, aliás, muito escura e cheia de feixes de luz, parecida com a da Trindade contra o Doomsday), e os closes em demasia e fora de hora sobre a Gal Gadot, o que também quebra a sensação do espectador compenetrado de estar imerso no filme.

Espero que na Liga da Justiça a DC possa se superar ainda mais e entregar um longa digno, com boas cenas de luta, humor bem dosado, um vilão ameaçador e justificável, além de diálogos e debates que valham a pena serem discutidos. Mulher-Maravilha já tem um pouco disso tudo.

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