Não, não é a primeira vez que a Copa do Mundo Feminina é transmitida em TV aberta.
Em 2007 a Band acompanhou nossa seleção na Copa da China quando fizemos a melhor campanha de toda nossa história. A Rainha Marta estava no auge e atropelamos as fortíssimas americanas nas semifinais. Nem o mais otimista torcedor esperava um triunfo tão esmagador. Elas jogaram muito!
O vídeo abaixo é da ESPETACULAR narração do Luciano do Valle nesta goleada de 4x0. Nunca fui fã da narração dele, porém, neste jogo, principalmente ao narrar o quarto gol, talvez o mais bonito na carreira de nossa Rainha Marta, ele se superou e deixou marcada sua voz na história do futebol brasileiro. É de arrepiar. É de chorar.
Infelizmente, na final, perdemos para as alemães por 2x0. Sofri muito com esta derrota, aliás, como nunca sofri com uma eliminação da seleção masculina. Não sabia eu que derrotas piores ainda estariam por vir. O futebol feminino tem um retrospecto bastante sofrido e perverso de muitas eliminações dramáticas em Copas e Olimpíadas, muitas derrotas na prorrogação ou nos pênaltis e muitos gols sofridos nos acréscimos. O destino vem sendo bastante cruel com essas jogadoras. Várias vezes chegamos tão perto, tão perto, e nada.
Infelizmente, na final, perdemos para as alemães por 2x0. Sofri muito com esta derrota, aliás, como nunca sofri com uma eliminação da seleção masculina. Não sabia eu que derrotas piores ainda estariam por vir. O futebol feminino tem um retrospecto bastante sofrido e perverso de muitas eliminações dramáticas em Copas e Olimpíadas, muitas derrotas na prorrogação ou nos pênaltis e muitos gols sofridos nos acréscimos. O destino vem sendo bastante cruel com essas jogadoras. Várias vezes chegamos tão perto, tão perto, e nada.
As lembranças são as piores possíveis: além desta final perdida em 2007, fomos eliminados na Copa de 2011 nos pênaltis para as americanas. Em Jogos Olímpicos as derrotas foram mais cruéis ainda. Em 96, na estreia do futebol feminino em Olimpíadas, perdemos a semifinal para a China com um gol nos acréscimos. Já nas Olimpíadas de 2004 e 2008 ficamos com a medalha de prata após duas derrotas da mesma forma nas finais: perdemos para os Estados Unidos na prorrogação depois de empates no tempo normal. Ou seja, num intervalo de 4 anos, contando com a Copa do Mundo de 2007, chegamos a 3 finais e perdemos as 3. Até hoje não sei explicar. Elas mereciam demais vencer pelo menos um dos três títulos. Se eu pudesse, abriria mão de ver a seleção masculina vencer mais uma Copa em troca de um título para as mulheres. Se com falta de recursos, de apoio da CBF, de estrutura de desenvolvimento das atletas de base já conseguimos chegar tão perto, imagine se o futebol feminino fosse levado mais a sério neste país?
Como desgraça pouca é bobagem na trajetória destas jogadoras, a última eliminação doída aconteceu em casa. Na semifinal das Olimpíadas do Rio, em 2016, perdemos a vaga na final nos pênaltis para a Suécia, sendo que já tínhamos enfrentado as mesmas suecas na 1ª fase dez dias antes e as goleamos por 5x1 (eu estava no Estádio Engenhão vendo esse jogo). Éramos muito superiores, mas não sei como, não conseguimos vencê-las novamente.
Enfim, apesar de todo este espaço que a mídia vem dando para a nossa seleção neste mundial da França, de toda a cobertura que uma Copa feminina jamais teve no Brasil, inclusive com empresas liberando seus funcionários para verem as partidas, chegamos a esta edição com pouquíssimas chances. Não somos mais favoritos como em outras épocas. Perdemos os últimos 9 jogos preparatórios, a craque Marta (única jogadora de futebol, homem ou mulher, eleita 6 vezes melhor do mundo) vem de lesão e não joga o primeiro jogo, a meio-campo Formiga, nossa outra craque (disputa sua sétima Copa do Mundo, um recorde entre homens e mulheres), já tem 41 anos e nosso treinador Vadão é bastante contestado.
Espero que um eventual tropeço não afaste a torcida de edições futuras. As jogadoras pouca culpa têm nas derrotas passadas. Precisamos cobrar mais investimento e comprometimento da CBF em dar condições para que nossas atletas voltem a disputar as grandes competições de igual para igual com qualquer outra seleção no mundo. Desta forma, uma hora, o tão sonhado título virá. Tomara!
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